Entrevista exclusiva: Renato Moicano conta o que aprendeu com José Aldo no UFC

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Moicano com Aldo após o término do combate. Foto: Buda Mendes/Zuffa LLC via Getty Images

O ritmo ascendente de Renato Moicano foi momentaneamente interrompido no Ultimate, após encarar o ex-campeão José Aldo e ser surpreendido por um nocaute técnico no segundo assalto. O duelo, realizado no último sábado, dia 2 de fevereiro, trouxe lições importantes para Moicano, e ele destrinchou as mesmas em entrevista exclusiva ao GRACIEMAG.com.

No papo, Moicano relembrou os momentos da luta, sua confiança na distância que deu a ele a vantagem no primeiro assalto, e logo em seguida sua confiança em alta no segundo, que o fez ter menos cautela contra o sempre perigoso Aldo. Contudo, para a fera, a interrupção não veio em momento oportuno, já que o mesmo afirma que não estava fora de combate após a blitz de José Aldo. Teria o árbitro mudado o rumo da disputa? Renato respondeu na nossa entrevista. Confira abaixo!

GRACIEMAG: O que você conseguiu tirar de proveito do combate?
RENATO MOICANO: Ou a gente ganha, ou aprende. Eu estava bem no primeiro round, talvez eu fui para o segundo round confiante demais, entendeu? Foi até engraçada essa situação. Eu sempre sou muito cauteloso, mas eu entrei no segundo assalto com muita vontade de vencer e confiança. Fiquei com uma meia-joelhada armada, nem joguei nem fiquei com base boa, foi quando ele jogou o cruzado. A lição é entrar mais focado.

Como foi olhar do outro lado do cage e ver o atleta que você disse ter se inspirado um dia?
Foi muito louco isso, velho! Desde a semana da luta, ver ele lá, foi muito maneiro. Foi indescritível olhar do outro lado do octógono e ter o José Aldo lá. É uma grande recordação e vou levar para o resto da vida. Não foi da melhor maneira possível mas, como venho falando, esse episódio vai fazer com que eu me torne o campeão.

Você conseguiu isolar a imagem do Aldo para enfrentar os movimentos dele e não o atleta famoso?
Na hora da luta eu não estava mais preocupado se era o Aldo ou não. Eu só me sentia confortável, senti também que eu estava vencendo e que continuaria vencendo, mas como falei fiquei confiante demais e me expus no segundo assalto, infelizmente ele conectou a mão.

Analisando friamente a luta, você consegue recordar o que rolou naquele final? Ainda acha que parou cedo?
Estava confiante, voltei, fiz um movimento precipitado e paguei o preço por isso. No replay eu conseguir ver com detalhes. Ele acertou o soco, na hora eu achei que tinha sido só um desequilíbrio. Ele veio com uma blitz e quando eu vi o árbitro entrando eu fiquei muito puto. Eu estava inteiro, sacou? Eu entendo o que as pessoas disseram, que o árbitro me preservou, só que esse esporte é MMA. Numa situação dessas deixa o cara cair. Ser nocauteado, até. Não deixar gera uma dúvida, na minha cabeça ficou a dúvida. Ele me acertou? Sim. Senti os golpes? Sim. Se eu conseguiria me recuperar? Não sei, e essa resposta eu nunca mais terei.

Já tiveram outras lutas que eu tomei um knockdown, fui ao chão e consegui me recuperar. Vários outros casos de atletas que caíram e voltaram para vencer. Acho que o árbitro tirou essa possibilidade de mim. Ele fez o trabalho dele, ele não errou. Não posso dizer que ele errou, mas se fosse eu no lugar dele teria pago para ver o resultado. Para mim, parou cedo.

O Jiu-Jitsu foi posto como opção para a luta? Tinha alguma supresa na manga?
Sim, eu sempre treino de kimono e eu treinei muito Jiu-Jitsu para essa luta. Tínhamos trabalhado algumas técnicas para derrubar ele, mas na hora vi que a trocação estava me favorecendo e resolvi manter a luta em pé.

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