O dia em que Wanderlei Silva se embolou com nosso repórter

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Aragao e Wanderlei Silva em treininho de Jiu sem pano em Curitiba Foto Marcelo Dunlop

O astro Wanderlei Silva e nosso Gustavo Aragão em treininho de Jiu-Jitsu sem kimono em Curitiba, no início de 2004. Foto: Marcelo Dunlop/GRACIEMAG

O ano de 2003 foi um dos mais brilhantes na carreira do astro do MMA mundial Wanderlei Silva. Então com 26 anos, o lutador formado por Rudimar Fedrigo vivia, há 15 anos, seu esplendor como atleta. No auge de sua forma física, o chuteboxer fez três lutas no Pride FC naquele ano, contra três mitos do esporte em sequência: Kazushi Sakuraba, o medalhista olímpico Hidehiko Yoshida e o bruto Quinton “Rampage” Jackson. Espancou os três. De quebra, ainda ganhou ao fim da temporada perfeita sua faixa-preta de Jiu-Jitsu e seu diploma da IBJJF, das mãos do professor Cristiano Marcello.

Os resultados de Wand não eram por acaso, e a equipe GRACIEMAG embarcou de mala e cuia para Curitiba, para sentir um pouco do clima dos treinamentos do ídolo do Pride, que àquela altura não podia andar pelas ruas do Japão sem ser seguido por fãs e seus telefones celulares com câmeras, engenhocas que começavam a aparecer em Tóquio. E foi só adentrar o QG da Chute Boxe para perceber o óbvio: Wanderlei era um fominha de treinos.

“O Wand tá chamando qualquer um que passe na rua para treinar, já veio até o padeiro”, brincou o então colega de time Jadyson Costa, em reportagem publicada originalmente na GRACIEMAG #88, de maio de 2004.

De fato, a lenda do MMA (hoje Wand tem 50 lutas na carreira) vibrou ao receber nossa equipe. O curitibano estava doido por um rola de Jiu-Jitsu sem kimono, e viu no nosso fotógrafo Gustavo Aragão, faixa-preta de Carlinhos Gracie graduado em 2002, um sparring novo para saciar sua fome.

Nosso Araga largou a câmera comigo e caiu dentro, a despeito de um menisco já com cirurgia marcada para dali a dias, e fizeram um embola lindo, de mais de 30 minutos.

“Arrisquei uma chave omoplata, devolvi um leglock, mas a defesa dele estava em dia”, recordou Aragão. “O Wand queria era deixar o treino fluir, não trocar força.”

O lutador do Pride FC demonstrou boa técnica de chaves de pé e guilhotinas sem o pano, quando pôs nosso fotógrafo a perigo algumas vezes. Mas foi na meia-guarda que impressionou mais: “Foi por cima na meia-guarda que o Wand me surpreendeu, dali ele amassava muito bem”, disse o fotógrafo, que atualmente também é professor de Jiu-Jitsu na GB Teresópolis. “É como o Nino Schembri, que treinava lá à época, bem resumiu: o Wand tem um jogo de chão daqueles que não deixa o oponente se ajeitar.”

Já com meia hora do treino, um Silva cheio de gás deu o bote para pegar as costas; na sequência, o então campeão até 93kg do Pride FC arriscou um triângulo invertido e Aragão bateu.

“Ainda bem que você desistiu ali, eu já ia decretar o empate!”, gargalhou o astro, que depois partiu para uma sessão suave de manopla e muay thai…

E você, já treinou com algum grande ídolo do Jiu-Jitsu ou do UFC? Como foi a experiência?

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