Qual o momento certo de ensinar os ataques de perna no Jiu-Jitsu?

Share it

Marcus Buchecha ataca o pé de Rodolfo Vieira no absoluto de 2012. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG

Afinal, qual o melhor momento para ensinar aos alunos os ataques e defesas das chaves de perna? Nos anos 80 e meados dos anos 90, um ataque de perna numa competição de Jiu-Jitsu era recebido por vaias. Os golpes eram discriminados, vistos como grosseria e até falta de técnica de quem o aplicava. “Sapateiro, sapateiro”, era o coro que se ouvia nas arquibancadas dos ginásios.

O tempo passou, o Jiu-Jitsu evoluiu e os ataques da cintura para baixo se tornaram ótimas opções de finalização. No entanto, são posições que podem machucar mais facilmente os companheiros de treino, principalmente os menos experientes. Por conta disso, algumas chaves de pé e joelho, por exemplo, são permitidas nas competições apenas a partir da faixa-marrom.

Nas academias, fica a critério do professor. Cabe a ele avaliar o momento certo de mostrar as técnicas para que o aluno aprenda a aplicá-las e a se defender delas na medida que evolui entre as graduações.

“A botinha pode ser ensinada desde a faixa-azul para o pessoal entender o conceito da posição”, analisou Marcus Buchecha, pentacampeão mundial absoluto e campeão do ADCC. “Não pode pensar que é só abraçar a perna e se jogar para trás. Tem que entender a pressão, o ajuste. A partir da roxa, é legal incrementar com mais variações. Se começar a ensinar estas posições desde muito cedo, há o risco de o jovem se viciar nessas posições e ficar dependendo disso, com um jogo limitado.”

E para você, amigo leitor, qual o momento certo para ser iniciado aos golpes no pé e nas pernas? Comente conosco!

Ler matéria completa Read more
There are 2 comments for this article
  1. Eduardo Barros at 2:33 pm

    Pra mim continua sendo uma grosseria, posição feia, coisa de sapateiro, partindo da 50/50 então esta acabando com o nosso jiu jitsu. Saudades de ver omoplatas, raspagens de gancho…

  2. Gustavo Cardoso at 7:46 pm

    Antes de qualquer regra, para mim o que vale numa arte de combate é seu arsenal de técnicas efetivas para autodefesa. O excesso de regras torna a modalidade mais esportiva, porém cada vez menos efetiva para um luta real. É o que ocorre com outras modalidades como Judo e Tae Kwon Do.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.