Por que o Jiu-Jitsu se tornou um fenômeno sociocultural? Cleiber Maia analisa

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Prof. Cleiber Maia (ao centro, kimono branco) com a equipe de Jiu-Jitsu de surdos no INES, que se sagrou campeã do 1º Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jitsu de Surdos. Foto: Flashsport

Texto: Cleiber Maia*

Imagine você ter a oportunidade de fazer algo que te estimule a se superar cada vez mais e que não há limites para inovação, pois é possível fazer isso do seu jeito mesmo com todas suas limitações. Imagine também que você tem o controle para parar de fazer isso na hora que quiser, caso comece a te fazer mal, e percebe que isso reflete positivamente na sua vida e de quem se relaciona contigo.

Agora imagine você ter a honra de poder compartilhar esse valioso conhecimento no mundo todo sem precisar dominar o idioma local perfeitamente, promovendo a cultura de um povo pacifista, um estilo de vida charmoso e saudável, além de te possibilitar fazer amigos que te admiram e te respeitam em qualquer lugar que você vá.

Entende agora porque a quantidade de praticantes e professores de Jiu-Jitsu cresce tanto no mundo todo?

Para perceber a dimensão desse fenômeno sociocultural, veja o emocionante vídeo com cenas do 1º Mundial de Jiu-Jitsu de Surdos realizado pela SJJIF no majestoso Long Beach Arena, Califórnia EUA, em 27 de outubro de 2017.

Eu dou aulas gratuitas de Jiu-Jitsu para surdos no INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Como presidente da Federação Sul-americana de Sport Jiu-Jitsu (SJJSAF), chefiei a delegação que foi representar o Brasil, entre eles o faixa-preta manauara da Nova União Helderson Martins, que foi campeão com e sem kimono,vencendo o educadíssimo norte-americano Garret Scott, famoso na comunidade surda por ser campeão de Jiu-Jitsu e MMA.

*Cleiber Maia é faixa-preta de Jiu-Jitsu e líder da equipe LPM Jiu-Jitsu, em Laranjeiras, Rio de Janeiro.

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