Judô: o caminho dos faixas-pretas brasileiros rumo ao ouro na Rio-2016

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Sarah Menezes lida bem com o fato de ser a atual campeã. Foto: Divulgção

Sarah Menezes lida bem com o fato de ser a atual campeã. Foto: Divulgção

Na última quinta-feira, dia 4, a dois dias da estreia do judô no tatame olímpico, Sarah Menezes e Felipe Kitadai tiveram o primeiro contato com a Vila Olímpica depois de onze dias concentrados na Base de Treinamentos do Time Brasil em Mangaratiba.

Depois de ocuparem seus quartos no prédio do Time Brasil, os dois deram uma volta pela Vila, posaram para fotos com a Tocha Olímpica na agência do Bradesco e atenderam os jornalistas na Zona Internacional.

Para defender seu título neste sábado, dia 6, Sarah quer manteve a calma nestes dois dias que antecedem a disputa e se mantém serena com o fato de ser a atual campeã olímpica.

“A diferença para Londres é justamente o título. Antes, eu não era ninguém, era uma atleta como as outras. Hoje eu sou a atleta a ser batida por ser a campeã olímpica no momento. Não tenho nenhuma ansiedade, tensão por ser a campeã olímpica. Toda a equipe está se sentindo muito forte por estar lutando dentro de casa”, disse.

O sorteio das chaves realizado também nesta quinta-feira colocará no caminho dela a vencedora do duelo entre a romena Monica Ungureanu e Charline Van Snick, da Bélgica.

“Não tem o que escolher. É lutar agora. Na minha categoria tem mais de dez atletas que podem surpreender. Está muito forte”, analisa.

Já Kitadai, enfrentará o vencedor da luta entre o palestino Simon Yacoub e o francês Walide Kyhar, atual campeão europeu.

“Em 2012, eu comparei como pisar na lua. Acho que desta vez vai ser mais legal pisar aqui do que na lua”, brinca. “Não vou fazer nada na Vila antes de lutar. Vou colocar a perna pro alto e esperar a luta.”

O início da competição do judô está marcado para as 10h, na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, neste sábado, 06. Quem chegar ao bloco final, disputará repescagem, semifinal, bronze ou final a partir das 15h30.

Sorteio define os primeiros adversários do Brasil na competição

Enquanto Sarah e Kitadai chegavam à Vila, os técnicos Luiz Shinohara, Rosicleia Campos e o gestor de Alto Rendimento da CBJ, Ney Wilson, acompanhavam o sorteio das chaves realizado nesta tarde no Teatro Bradesco, na Barra da Tijuca.

A técnica da equipe feminina apontou as maiores dificuldades, mas mostrou confiança nas meninas para a competição.

“Olimpíada não tem chave fácil, mas eu gostei do chaveamento. A Maria Suelen pegar a campeã olímpica (Idalys Ortiz) nas quartas de final não é uma tarefa fácil, mas estão todas preparadas. Então, agora é só lutar. Acho que Érika e Mayra caíram bem nas chaves. Não são fáceis. São menos difíceis.”

Para Shinohara, técnico da equipe masculina, já era esperado um chaveamento difícil, o que não diminui a expectativa por um bom desempenho dos atletas.

“O sorteio em si já esperávamos que seria difícil, porque não tem atleta fácil nas Olimpíadas. O nível está bem equiparado. Mas, os judocas estão bem treinados, acho que foi a melhor preparação que fizemos. Estão bem e isso aumenta a chance de termos um bom desempenho.”

Veja abaixo os confrontos dos brasileiros e torça você também!

Sarah Menezes x  Monica Ungureanu (ROU) ou Charline Van Snick (BEL)
Erika Miranda x Hela Ayari (TUN)
Rafaela Silva x Myriam Roper (GER)
Mariana Silva x Szandra Szogedi (GHA)
Maria Portela x Assmaa Niang (Marrocos)
Mayra Aguiar x Miranda Giambelli (Austrália)
Maria Suelen Altheman x Minjeong Kim (KOR)
Felipe Kitadai x Simon Yacoub (PLE) ou Walide Khyar (FRA)
Charles Chibana x Masashi Ebinuma (JPN)
Alex Pombo x SAIYINJIRIGALA (CHI)
Victor Penalber x Marlon Acacio (MOZ)
Tiago Camilo x Zack Piontek (RSA)
Rafael Buzacarini x Pablo Aprahamian (URU)
Rafael Silva x Ramon Pileta (HON)

(Fonte: Assessoria de imprensa)

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