Por que as mulheres gostam de MMA?

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Gan McGee e Alexandre CAfé (dir.) no UFC 43, em 2003.

Gan McGee e Alexandre Café (dir.) no UFC 43, em 2003.

(Por: Alexandre Café Dantas*)

Há algum tempo, as mulheres, em geral, não assistiam a lutas de artes marciais mistas (MMA na sigla em inglês), ou, como eram chamadas, vale-tudo. Muitas inclusive reclamavam: “Vocês homens só veem esse canal!”. Porém, notei, dentro de casa, uma mudança de comportamento. Minha namorada opta pelo canal de lutas espontaneamente, mesmo se eu não estiver. Quer dizer, ela gosta de acompanhar MMA!

Essa constatação me deixou curioso; afinal, por que as mulheres passaram a apreciar o MMA?

Com o auxílio de minha namorada e de minha irmã, fiz uma pesquisa que alcançou um universo de 24 mulheres. Pedi a elas que enviassem a pelo menos dez amigas o seguinte questionário que elaborei: “Por que você gosta de ver MMA? (Marque a letra A ou quantas quiser e/ou adicione outros motivos).

A) Não gosto

B) Porque pratico luta

C) Por causa do físico dos lutadores

D) Porque sou companheira de um praticante de lutas

E) Porque sou amiga de um praticante de lutas

F) Porque gosto da adrenalina do esporte

G) Acho sexy

H) Acho másculo

I) Outros (Especifique-os)”.

Pedi que as amigas fossem totalmente sinceras e espontâneas nas respostas e que o sigilo seria total, somente elas saberiam de quem são as repostas, já que me enviariam sem identificar a autora.

O resultado foi que, nessa pequena amostra, a maioria curte de fato MMA, mas 11 disseram desgostar. Entre as que assumiram sua preferência, tivemos três marcações na letra B, uma na C, cinco na D, duas na E, sete na F (o gosto pela adrenalina), uma na G, nenhuma na H e uma na I, que declarou se interessar pela história de vida dos lutadores.

A adrenalina que a luta real proporciona aos telespectadores foi a grande campeã no gosto feminino. E esse esporte está cada vez mais presente em nossa realidade; a TV aberta, e não apenas canais fechados, hoje divulgam e transmitem os eventos, os lutadores fazem campanhas publicitárias em horário nobre e o brasileiro começa a ter ídolos fora do futebol, ou da música pop.

 

* Alexandre Fernandes Dantas, o Café, nosso GMI e faixa-preta de Jiu-Jitsu, é doutor em Ciência Política, lutou no UFC e coleciona títulos mundiais de Jiu-Jitsu.

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