Mundial JJ: Bê Faria finaliza Lo e decide absoluto com Trans

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Diante de um Bucheca exausto e com dores, a comemoração de Evangelista foi até bem contida / Foto: Rafael Werneck.

Eram cerca de 10h30 na Califórnia, duas e meia da tarde no Brasil, quando Ricardo Evangelista abriu o absoluto faixa-preta do Mundial 2015, em luta cadenciada contra Walnan Constantino (Mineirinho JJ). Ninguém, naquela hora, poderia supor que dali a alguns instantes o popular “Jegue” da GFTeam iria ser a zebra do sábado, ao lutar certinho e eliminar o tricampeão absoluto Marcus Buchecha.

Hoje radicado em Abu Dhabi, Evangelista mostrou talento ao quedar e conquistar vantagens decisivas ao chegar à meia-guarda de Buchecha, nas quartas de final do aberto, mas no fim parecia que o favorito prevaleceria. Com o placar em 2 a 2, o córner Igor Silva gritou: “Falta menos de dois minutos e você está na frente nas vantagens, fica em pé que você não perde mais!”. Buchecha não concordou com tal lógica e usou seu bom wrestling para abrir 4 a 2. Foi quando Evangelista se ajeitou, fechou a guarda e engatilhou sua raspagem mais forte. O joelho de Buchecha então cedeu ao tentar se equilibrar, e Evangelista ultrapassou no placar. Marcus ainda foi valente e continuou, mas com um joelho só nem ele podia fazer nada. O campeão da Checkmat foi avaliar o joelho no hospital e deve ficar uns meses parado.

“Eu sempre endureço com o Buchecha, quase chego lá mas no fim ele vence. Desta vez vocês vão ver, vou fazer diferente”, garantia Ricardo para os amigos de equipe antes de efetivamente chocar a plateia.

Bernardo comemora a vaga na final com Marcelinho Garcia, após finalizar Leandro Lo no armlock. Foto: Rafael Werneck/GRACIEMAG

Bernardo comemora a vaga na final com Marcelinho Garcia, após finalizar Leandro Lo no armlock. Foto: Rafael Werneck.

Bernardo e Trans embalados

Alheio ao que acontecia, outros favoritos faziam lutas de encher os olhos na Pirâmide de Long Beach.

Do mesmo lado da chave de Buchecha e Evangelista, o dinamarquês Alex Trans enfiou 6 a 0 em Gustavo Elias (Gracie Humaitá), passou por Murilo Santana (Barbosa) por 2 a 0 e finalizou Abraham Marte, responsável por finalizar Léo Nogueira com uma chave de braço na guarda, nas quartas de final. Curioso que Trans usou o leglock da meia-guarda em Marte na mesma hora que Bernardo o utilizava, para despachar Erberth Santos, no ringue ao lado. Ao chegarem ambos na semifinal, Trans e Evangelista conversaram e o brasileiro abriu para o amigo.

“Eles treinam juntos nos Emirados, viajaram juntos. No Europeu o Trans havia aberto para o Evangelista, agora não teve jeito, foi a retribuição da cortesia”, disse o professor Julio César Pereira, da GFTeam.

Do outro lado da chave, Bernardo Faria começou sua caminhada finalizando Roberto Tussa pelas costas, nas oitavas. Nas quartas, precisou domar o empolgado Erberth Santos, e conseguiu, ao abrir 5 a 0 e fechar com o tal leglock da meia. A seguir, o adversário seria o sempre frenético Leandro Lo.

Parênteses para a campanha de Lo no absoluto: o paulista começou aplicando 9 a 4 em Tarcísio Jardim, em batalha de raspadores, e fez 8 a 6 em Keenan Cornelius numa das melhores lutas do evento. Era raspagem para lá, raspagem para cá, até que o americano atochou um triângulo. Lo arrancou a cabeça na raça e venceu.

Na semifinal, Bê Faria mostrou que sabe a fórmula para vencer Lo: não dar um milímetro de espaço para o empolgante guardeiro. Lo começou até raspando, com 1min de luta, mas Bê devolveu a raspagem, passou a guarda, investiu na kimura e pegou no armlock.

Agora é Bê Faria x Alex Trans neste domingo! Quem vence?

Feminino: Monique Elias x Dominyka na final

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Monique na disputa da dura semifinal contra Bia Mesquita / Foto: Rafael Werneck.

No feminino, que rolou paralelo à guerra da macharada, as belas da Alliance Monique Elias e Dominyka Obelenyte provaram que são cascas-grossas mesmo.

A esposa de Mário Reis eliminou grandes nomes como Tammy Grieco e Fernanda Mazzelli. Na semifinal, Monique domou a guarda da mais leve Bia Mesquita por 2 a 0. Do outro lado da chave, a lourinha treinada por Marcelo Garcia deu orgulho ao treinador, ali à beira dos tatames: despachou Laurence Cousin, Tammi Musumeci e conseguiu uma vantagem aguerrida para eliminar Mackenzie Dern, na semifinal.

“Vai ter luta sim”, garantiu Mário Reis.

E aí, quem vence?

A cobertura do Mundial de Jiu-Jitsu 2015 foi um oferecimento de Storm Strong.

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