De olho nos alunos no Mundial, Kron Gracie revela: está fora do ADCC 2015

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Kron Gracie por Marcelo Dunlop

Kron Gracie na tarde desta quinta-feira, na Califórnia. Foto: Marcelo Dunlop

Com os olhos fixos na área de luta do Mundial de Jiu-Jitsu 2015, Kron Gracie não deixa transparecer saudade ou arrependimento por estar fora do evento deste ano. Seu olhar nesta quinta-feira, 28 de maio, primeiro dia do evento da IBJJF, é o de professor atento aos alunos – no caso, o exímio judoca japonês Tokuzo Takahashi, dono de três participações em seletivas olímpicas e que decidiu aprender Jiu-Jitsu, e é hoje faixa-azul de Kron.

Aos 26 anos, o filho de Rickson aproveitou a visita à Pirâmide de Long Beach, na Califórnia, para botar o papo em dia com GRACIEMAG. Qual é a próxima empreitada, MMA ou o ADCC 2015 em Sáo Paulo, no fim de agosto?

“Não vou lutar o ADCC este ano. Quero me concentrar totalmente no MMA, estou sentindo que é o meu momento, e náo quero arriscar uma contusáo. No ADCC eu precisaria fazer umas quatro ou cinco lutas, se bobear a chance de machucar é maior do que numa luta só num ringue”, comentou, já com os olhos de lutador faiscantes de novo.

Perguntamos se era de fato uma decisão pensada ou se ele poderia voltar atrás.

“Não, muito difícil. Falei com o Guy Neivens (organizador do ADCC) ontem pelo telefone. Fiquei um mês pensando se lutava o ADCC, e a verdade é que depois da estreia no Japão no ano passado a grande motivação que vejo dentro de mim é mesmo no MMA. As coisas estão acontecendo, já estou conversando com alguns eventos, e devo acertar em breve. O ADCC é um excelente evento, o que eu mais gosto de disputar, mas é a hora de aproveitar. É a minha hora no MMA, a janela se abriu para mim e vou me dedicar totalmente a isso. É hora de seguir em frente, já competi no Jiu-Jitsu, já lutei muito sem kimono, agora é a vez de sair na mão”, reflete Kron.

Perguntamos qual a maior lição aprendida na estreia, dia 23 de dezembro, na vitória no primeiro assalto contra Hyung Soo-Kim, com uma chave de braço da guarda.

“Os socos não estranhei, afinal já levo vários nos treinos todos os dias. Aprendi que a luta é tranquila quando o treino é muito pior. Fiquei bem calmo na hora da luta por ter sofrido tanto na academia”, resumiu.

Para saber mais sobre o Mundial e os resultados do primeiro dia, visite IBJJF.org.

Esta cobertura é um oferecimento de Storm Strong.

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