Léo Nogueira comenta retorno à elite do Jiu-Jitsu após resultados no Pan 2015

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Léo Nogueira comemora. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Léo Nogueira comemora. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

O campeão mundial Léo Nogueira precisou se reinventar para voltar a ser um atleta da elite do Jiu-Jitsu, após maus resultados no circuito competitivo em 2013 e 2014.

Conforme o tempo passava, Nogueira parecia cada vez mais longe do auge, e não conseguia repetir as atuações do passado, como em 2011 e 2012, quando abocanhou dois ouros no superpesado do Mundial da IBJJF como faixa-preta.

No Pan 2015, o professor da Alliance deu a esperada volta por cima. Em Irvine, na Califórnia, Léo fechou o peso com Bernardo Faria e brilhou no absoluto, ao realizar boas lutas contra Keenan Cornelius (Atos) e Leandro Lo (Cícero Costha).

O que ele fez para voltar tão bem? GRACIEMAG foi descobrir.

GRACIEMAG: Ao vencer o Keenan Cornelius no absoluto do Pan, você ergueu o braço e gritou: “Voltei!”. Como foi essa volta?

LEONARDO NOGUEIRA: Na verdade, o desabafo foi porque meus treinos deram resultados. Sinto que agora voltei a trocar de igual para igual com competidores de alto nível, o que eu fazia bem em 2011 e 2012, no auge da minha carreira. Ganhei algumas vezes do Xande Ribeiro, Braga Neto, Pé de Pano, Marcus Buchecha, Guto Campos, Igor Silva, Cara de Sapato e outras feras da elite do Jiu-Jitsu. Sinto que voltei a fazer parte dessa elite. E digo mais, por eu estar machucado e doente, treinei apenas três semanas para o Pan e não fiz preparação física nenhuma. Eu tive um resultado satisfatório pelo que treinei, agora para o Mundial vou treinar mais. Vou nadar, fazer uma preparação completa.

O que estava atrapalhando a sua carreira de competidor?

Aconteceu comigo o que acontece com a maioria dos atletas quando começa a dar aula. No meu caso foi pior, pois eu estava morando em Miami e estava dando muita aula, para alunos em grande maioria iniciantes. Isso me tirou um pouco da forma. Eu dava minhas quatro aulas no dia, fazia minha parte física e treinava na academia do Roberto Cyborg uma, ou no máximo, duas vezes na semana. Isso não é o suficiente para manter o ritmo profissional. A distância da academia dele é considerável, e tudo isso me atrapalhava bastante.

Que alterações você fez na sua rotina de treinos para voltar a impressionar neste Pan?

Voltei a treinar forte todos os dias. É muito mais conveniente você treinar no mesmo lugar onde você ensina, e ter um mestre para dar orientações faz toda diferença. Quando eu estava em São Paulo, estava sob a tutela do meu professor Fabio Gurgel. Ele não me deixava relaxar nunca. Agora me mudei para Atlanta, meu professor Romero Jacaré me puxa muito, estou treinando como nunca. Posso até dizer que estou treinando mais Jiu-Jitsu do que eu treinava em São Paulo. Em São Paulo eu treinava muito, mas fazia 50% Jiu-Jitsu e 50% físico. Aqui em Atlanta, estou fazendo totalmente diferente: 75% de Jiu-Jitsu e o resto de treino físico. Meu foco agora é mais o Jiu-Jitsu. Aquele Léo Nogueira está de volta e quer brigar novamente, como sempre fez. Sou novo e ainda tenho muito o que evoluir ainda, minha carreira ainda não terminou.

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