Copa América: Abi-Rihan lista 7 motivos para você perder o receio e competir no Jiu-Jitsu

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Organizador da Copa América, Raphael Abi-Rihan adora competir no Jiu-Jitsu. Foto: Flashsport

Organizador da Copa América, Raphael Abi-Rihan adora competir no Jiu-Jitsu. Foto: Flashsport

Virou tradição de fim de ano no Rio de Janeiro trocar não apenas presentes e votos de boas festas, mas esgrimas e pegadas no kimono. Em sua oitava edição, a Copa América de Jiu-Jitsu leva mais uma vez à Tijuca, no próximo dia 13 de dezembro, uma competição marcada pelo clima de camaradagem e confraternização.

A Copa América de 2014 será no Club Municipal, com oito áreas de luta este ano. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail abirihanraphael@hotmail.com até o dia 8 de dezembro somente.

A pedido do GRACIEMAG.com, Raphael Abi-Rihan explicou os principais benefícios de se competir pelo menos de vez em quando no Jiu-Jitsu, e convidou fãs, pais e lutadores para seu torneio deste ano. O Municipal fica na rua Haddock Lobo 359, Tijuca.

1. Competição forma caráter e derruba traumas

“Sou competidor desde os 8 anos, e acredito que isso tenha somado bastante para a formação do meu caráter, principalmente no que diz respeito ao senso de humildade, esportividade, coragem, respeito, disciplina e equilíbrio emocional. Hoje, com 34 anos, 12 dando aulas como faixa-preta, percebo que boa parte dos meus alunos não vivenciou algum tipo de competição ao longo da sua vida, e ainda parece guardar consigo medos, vaidades, traumas ou até limitações no que diz respeito a desafios. A consequência disso é que a pessoa muitas vezes se subestima e se inibe, no trabalho, perante a família ou em outros ambientes sociais”, explica o professor.

2. Campeonatos de Jiu-Jitsu estimulam a pessoa na dose certa

“Todas as pessoas têm um potencial escondido, mas estes precisam ser estimulados – na dose certa, claro. Penso que todo ser humano deveria pelo menos duas vezes por ano se testar (se desafiar) em algo, buscar uma situação adversa ou desconhecida para trabalhar o seu controle emocional, e assim se aprimorar. A arte suave é perfeita para isso, e um campeonato bem organizado é o laboratório ideal”, defende Abi-Rihan.

3. Pessoas de todas as idades e níveis hoje podem competir

O professor acrescenta: “O nosso esporte ganhou tamanha força que hoje as competições contam com todas as categorias de idade, peso e faixa, tanto no masculino quanto no feminino. Na minha academia, por exemplo, quase 100% dos alunos não são profissionais do Jiu-Jitsu, porém a maioria compete pelo menos uma vez por ano em eventos selecionados a dedo para que encarem um desafio saudável e engrandecedor”.

Todo ser humano deveria, pelo menos duas vezes por ano, buscar um desafio, uma situação adversa ou desconhecida para trabalhar o seu controle emocional, e se aprimorar

4. Competir ajuda a desenvolver sua técnica de Jiu-Jitsu

“Quando você se inscreve numa competição, naturalmente sai de uma zona de conforto e busca se aprimorar tecnicamente, estudando variações, trabalhando em cima de falhas e potencializando o que faz de melhor. Depois do torneio, você sai mais completo, pois teve acesso a técnicas de escolas diferentes da sua. Ao perder, é comum ver a luta em vídeo e avaliar o vídeo e corrigir o erro. Dificilmente filmamos um treino e o analisamos ao final da aula. Muitas das vezes nem os pontos são contados. Ou seja, na competição o seu estilo de Jiu-Jitsu fica mais claro. Além do mais, para competir o aluno começa a estudar a regra, o que o torna mais seguro tanto ao traçar uma estratégia como ao auxiliar um colega menos graduado”, detalha Abi-Rihan.

5. Competir traz benefícios físicos

“Quando você se inscreve numa competição, já se obriga a comer melhor, tanto para controlar o peso quanto para aumentar a força e a disposição nos treinos. Consequentemente, isso vai diminuir o seu percentual de gordura, ajustar outras taxas lipídicas e aumentar a massa magra. Sua saúde agradece! Além disso, cada minuto de descanso passa a ser mais valorizado e o indivíduo competidor evita perder noites de sono com futilidades, aumentando a disciplina de sono e utilizando a sua energia em prol da saúde e produtividade. O indivíduo passa a evitar alguns excessos como álcool, noitada, ou sobrecarga exagerada de trabalho, pois sabe que o corpo o cobrará na hora da luta”, lembra o professor, que ensina na Lagoa, no clube Monte Líbano.

6. Lutar fortalece a mente

“O controle emocional necessário para fazer uma luta com a pressão adversária, torcida, gritaria e insegurança sem dúvida vai trazer para o sujeito um respaldo para situações adversas na vida pessoal. Quando se controla o medo em uma luta, as missões do dia-a-dia se tornam bem mais fáceis, quase banais. Após perceber que vencer ou perder são coisas normais na vida, o indivíduo se torna mais humilde e mais consciente no que diz respeito à sua dedicação. Nesse momento descobrimos que o nosso maior adversário é o ego.

7. Na vida e no Jiu-Jitsu, educar é dar o exemplo

“Para concluir, deixo uma mensagem aos pais, professores e líderes em geral: deem o exemplo. Não achem que seus filhos, alunos ou seguidores farão o que você fala, ELES FARÃO O QUE VOCÊ FAZ (ou no mínimo já fez). Portanto, quando for organizar a sua equipe para lutar, encabece a lista com o seu nome. Sem dúvida alguma a admiração dos seus alunos por você vai aumentar independente do resultado e você terá uma equipe mais motivada, técnica e saudável, seja qual for a geração. Para finalizar, saiba selecionar onde você entra e leva seus alunos de acordo do perfil de cada um. Lembre-se que a arte suave conta com três modelos de competições: profissional, amadora e amistosa”, encerra o faixa-preta.

Para saber mais sobre a Copa América de Jiu-Jtsu 2014, clique aqui.

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