Gabriel Lucas, o “Fedor Emelianenko” do Jiu-Jitsu, quer decolar após Rio BJJ Pro

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Gabriel Lucas, o Fedor da Checkmat de Vitória, botou pressão e reinou no Rio BJJ Pro.

Gabriel Lucas, o Fedor da Checkmat de Vitória, reinou no pesadíssimo. Foto: Carlos Arthur/GRACIEMAG

Com um semblante tranquilo e frio, Gabriel “Fedor” Lucas chegou ao Club Municipal, na Tijuca, escutou a chamada do seu nome e se apresentou para brigar pelo título do Rio BJJ Pro de Jiu-Jitsu, no último sábado.

Sua primeira luta no peso pesadíssimo foi contra o cascudo Cássio Francis (GB). Com uma passagem de guarda justa, o faixa-preta da Checkmat garantiu a vitória e a vaga na final. Do outro lado da chave, Felipe Bueno “Pé de Pão” ganhou a primeira por W.O e garantiu acesso a finalíssima.

Na disputa pelos 4 mil reais de premiação, Fedor domou a perigosa meia-guarda do grandão da Alliance e venceu nas vantagens, após tentar passar a guarda.

Em conversa com GRACIEMAG, o jovem Gabriel falou dos perrengues que passou antes das lutas, contou como fez para vencer Felipe Bueno e destrinchou lições que aprendeu com o astro Marcus Buchecha.

GRACIEMAG: Antes do evento da CBJJ, você teve de vencer outros obstáculos. Como foi?

GABRIEL LUCAS: Acho que meu ponto mais forte no campeonato foi minha cabeça: meu psicológico fez a diferença. Aconteceram uns imprevistos antes do campeonato; tive problemas com minha passagem de avião para o Rio e tive de comprar uma passagem de ônibus na sexta à noite. Cheguei à rodoviária no sábado e fui direto para o ginásio. Estava cansado da viagem, mas botei na cabeça que seria campeão e que naquele dia ninguém iria me vencer.

Qual foi o truque para anular a meia-guarda do Pé de Pão na final?

Foi uma luta bem dura e estratégica por parte de nós dois. Ele queria raspar e eu passar. Felipe usa a meia-guarda muito bem, então entrei preparado para anular esse jogo. Aqui na academia a galera faz muita meia-guarda, estou acostumado a me defender desse tipo de guarda. Venci a luta nas vantagens. Gosto de lutar Jiu-Jitsu pra frente, buscando a finalização, mas nem sempre é possível. Considero-me bastante estratégico nos campeonatos; como minha categoria tem bastante cara pesado e forte, prefiro jogar passando, na pressão mesmo. Mas na academia eu treino de tudo.

Como você avalia o cenário competitivo em Vitória, no Espírito Santo?

Sou capixaba e treino na Checkmat Vitória sob o comando do professor Eduardo Jamelão. Muita gente não sabe, mas temos vários atletas de alto nível por aqui. O cenário competitivo daqui, a cada dia que passa, é melhor, com mais campeonatos e mais atletas. Acho que falta mais reconhecimento para nós, que muitas vezes somos esquecidos.

Gabriel, você sempre marca presença nos camps da Checkmat e treina com Marcus Buchecha nos EUA. Que lições você aprendeu com o melhor competidor da atualidade?

Acho que a principal lição que aprendi com o Buchecha é não ter ego no Jiu-Jitsu. O cara é o melhor do mundo, e quando chega à academia treina com todo mundo, sem se preocupar em ser finalizado. Ele vai para treinar, e se bater bateu. São inúmeras lições que aprendo com ele. Como somos da mesma categoria, treinamos sempre juntos e eu pareço um faixa-branca. O Buchecha me amassa, mas é uma lição a cada dia (risos).

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