Drill nos treinos de Jiu-Jitsu: você faz ou não?

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Gianni Grippo adora fazer drill. Foto: Erin Herle/GRACIEMAG

Gianni Grippo adora fazer drill. Foto: Erin Herle/GRACIEMAG

No mês passado, sua revista predileta de Jiu-Jitsu levantou uma questão sobre treino para você, leitor, pensar e argumentar.

O questionamento é sobre o famigerado drill, repetição exaustiva de uma mesma técnica.

Relembramos hoje o debate, com os faixas-pretas Gianni Grippo e Kit Dale, presente na GRACIEMAG edição #211.
Na maioria das academias de Jiu Jitsu, há um formato para cada aula que inclui tempo para praticar uma técnica e tempo para o rola. Mas quanto tempo deve ser conferido a cada um? Dois faixas-pretas de lados opostos do planeta argumentaram sobre qual é a melhor abordagem: mais repetições ou nenhuma repetição?

O americano Gianni Grippo, faixa preta de Marcelo Garcia e ganhador de vários títulos mundiais, acredita que o drill – a repetição exaustiva de uma técnica – explica o bom desempenho histórico que ele tem em treinos e competições.

O australiano Kit Dale, campeão no Asian Open e em Abu Dhabi, acha que o drill é muito restritivo e que o Jiu Jitsu deve girar em torno da expressão própria – não da reprodução de técnicas ensaiadas.

Diz Gianni: “Sinto que os drills foram benéficos ao meu jogo e que os resultados provam isso. Como faixa marrom novato, eu não tinha ideia do que era um leg drag, mas, quando comecei a repetir o movimento incessantemente, tornou-se natural buscar a passagem. Agora, sou capaz de enxergar variados pontos de partida para buscar o leg drag. E isso ocorreu com todas as técnicas em que fiz drill. O meu arsenal cresceu, e cada técnica que repito fica mais justa e eficaz”.

A resposta de Kit: “A meta definitiva de qualquer arte é articular o que está na sua mente em forma de arte, expressar-se honestamente – e não mediante o ensaio duma forma rígida. Trata-se de inovar no momento, na hora certa para lidar com a situação presente. Atochar algo na sua memória muscular com repetição equivale a virar prisioneiro dessa técnica, e buscar a técnica perfeita é tão frutífero quanto um cachorro correr atrás do próprio rabo. A técnica perfeita pertence a uma arte finita em sua forma e seus movimentos. Nada é mais distante disso quando que o Jiu Jitsu”.

E para você? Qual você crê ser o melhor jeito de treinar Jiu Jitsu?

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There are 4 comments for this article
  1. Roberto Matsumoto at 3:19 pm

    Acredito que cada atleta se adapta a uma condição,isso é fazer ou não drills, acredito que melhorar a mobilidade do aluno ou atleta reflete sim em melhora de rendimento geral!Quando falamos de melhora geral,é,não só focar no cardio , por que muitas a academias só focam isso,sendo que a detalhes mudam a condição de qualquer um!!!

  2. Jjpoá Poájj at 8:40 pm

    O que andam vendendo?

    "Na maioria das academias de Jiu Jitsu, há um formato para cada aula que inclui tempo para praticar uma técnica e tempo para o rola. Mas quanto tempo deve ser conferido a cada um?"

    (dá estudo)

  3. Leonardo Neves at 6:26 pm

    Acredito que os drills nos ajudam a fixar o básico e suas possíveis variações, mas acho que isso não impede de usarmos a criatividade durante um rola. Afinal, para podermos usar o nosso repertório, e até mesmo aumentá-lo, temos que saber o básico. E só conseguimos aprender o básico repetindo várias e várias vezes.

    Oss!

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