Invicto, Thomas Almeida comenta estreia no UFC e treinos de Jiu-Jitsu

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Thomas Almeida comemora sua chegada ao UFC. Foto: Gaspar Nóbrega/Divulgação

Thomas Almeida comemora sua chegada ao UFC. Foto: Gaspar Nóbrega/Divulgação

Depois de 17 lutas de MMA, todas com vitória e a maioria no primeiro assalto, contando com a mais recente pelo cinturão do Legacy, Thomas Almeida finalmente chega ao UFC, com estreia marcada para o Ultimate em Uberlândia, dia 8 de novembro, e com status de grande promessa brasileira.

O atleta, que é mais um fruto do trabalho de Diego Lima na Chute Boxe em São Paulo, conversou com GRACIEMAG sobre as suas metas na maior organização do mundo, falou de suas finalizações no MMA, apesar de ser um exímio nocauteador, e seu treinos de Jiu-Jitsu e wrestling para ter ainda mais confiança no seu jogo de solo. Confira!

GRACIEMAG: Thomas, depois de muito tempo como grande promessa, finalmente você chegou ao UFC. A ficha já caiu? Como você reagiu ao convite e o que mudou na sua rotina e treinos com o contrato?

Thomas Almeida: Sim, já caiu. Mas só quando fechar a porta cage que vou sentir a verdadeira sensação. Minha rotina é a mesma, apenas meus treinos que intensificaram e focamos no estilo do meu adversário.

Você teve quatro finalizações no início da sua carreira, mas desde 2012 as vitórias vieram só no seu muay thai afiado. O que houve com o seu Jiu-Jitsu? Abandonou ou foi só falta de oportunidade?

Abandonar jamais. Hoje em dia o que eu mais treino é o Jiu-Jitsu com o pessoal da B9 e o wrestling com Naim, para defender as quedas. Caso a luta for ao solo, o segredo é procurar a finalização a todo momento. Não digo que foi falta de oportunidade, porque gosto de manter a luta em pé e mostrar o que todos gostam de ver, que é porrada. Mas se a luta for para o chão estarei muito bem preparado.

Você também treina de kimono no Barbosa Jiu-Jitsu, certo ? Como é o treino de kimono lá e qual a posição que você mais gosta de fazer?

Na matriz, no horário do meio dia que é mais focado para competição. Treino sem kimono porque é específico para o MMA. Lá temos um treino de altíssimo nível, com muitos faixas-pretas, marrons, só casca-grossa, com e sem kimono, extremamente focados para competição. É o melhor treino de São Paulo sem dúvidas. Faço também, três vezes por semana, o treino de kimono para ajustar e complementar o Jiu-Jitsu para o MMA. Gosto da meia guarda por cima, posso usar o ground and pound e toda hora buscar finalizar dali.

E sobre seu adversário, o Tim Gorman? Ele, apesar de vir de derrota, já fez seu debute no Ultimate. Isso joga mais pressão em cima de você?

Acredito que não, isso para mim não importa, a pressão está sobre ele já que vem de derrota. Eu só tenho que ser o mesmo das outras 17 lutas, sempre buscando nocautear ou finalizar meu adversário.

Já deu para estudar alguma coisa do adversário? Sacar o jogo dele e traçar a estratégia?

Sim, dei uma olhada no jogo do Tim Gorman, sei que ele é um wrestler, gosta de jogar por cima e troca bem porrada, ele é bem completo. Não gosto muito de estratégia não, estou treinando de tudo. Vou sentir meu adversário e onde estiver mais à vontade, vou levar a luta.

Você já se viu em algum momento, em sonho ou devaneio, com o cinturão do UFC? Qual o caminho que o Thomas pretende trilhar na organização? Pedir logo os tops e mostrar o valor de cara, ou escalar pouco a pouco?

Sim, o tempo todo, isso é o que mais quero na vida, trazer o “douradão” para o Brasil, para meu time e provar que sou capaz, mas tudo com muita calma, ir subindo degrau por degrau. Meu objetivo é isso ganhando experiência, amadurecendo dentro do evento e quando me sentir preparado, lutar e ganhar o cinturão. Quero chegar para ficar.

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