Absoluto no Pan Sem Kimono, Dillon Danis comenta treino com Miyao

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Dillon e João Miyao depois do treino. Foto: Arquivo Pessoal

Dillon e João Miyao depois do treino. Foto: Arquivo Pessoal

A cidade de Nova York, no último sábado, foi o palco para um lutador moldado por Marcelinho Garcia. Dillon Danis, faixa-marrom de 20 anos, ficou com o ouro no peso médio e no absoluto do Pan de Jiu-Jitsu Sem Kimono, ao fechar com o companheiro de equipe Jon Satava. A promessa da Alliance venceu cinco lutas no torneio da IBJJF.

A maioria dos atletas prefere descansar depois de um torneio exaustivo, mas não o americano. Dillon fez questão de dar um treino de nove rounds de oito minutos com o astro faixa-preta João Miyao, também campeão do evento. “A filosofia dele no Jiu-Jitsu parece com a minha: atacar sempre”, diz o faixa-marrom.

Em conversa com GRACIEMAG, o atleta comenta o sonho de ser o próximo americano campeão mundial na faixa-pretal, e fala da importância de lutar o absoluto. Aprenda com a fera.

GRACIEMAG: Depois de vencer o peso e o absoluto no Pan Sem Kimono, você acha que merece a faixa-preta?

DILLON DANIS: Estou ansioso para pegar minha faixa-preta. Mal posso esperar para me testar com os melhores lutadores do mundo. Desde que eu tinha 15 anos, eu sonho em me tornar o próximo americano campeão mundial de Jiu-Jitsu. No entanto não estou com pressa. Acredito que meu professor Marcelo Garcia vai me ajudar a alcançar esse objetivo, assim que ele sentir que estou pronto para fazer a transição para a faixa-preta.

Uma de suas lutas interessantes foi contra o Dainis Nguyen-Huu no absoluto. Como foi?

Amo lutar o absoluto, pois é disso que as artes marciais são feitas, o lance de desafiar a si mesmo. Gosto desse desafio de lutar com caras mais pesados. Eu vivo por isso. No início dessa semifinal, comecei com um ritmo elevado, pois eu sabia que meu companheiro de equipe já estava na final. A vitória veio num estrangulamento. Pude garantir mais um título absoluto ao lado do meu amigo Jon Satava. Acredito que o Jiu-Jitsu é o mesmo com e sem kimono. Independente do estilo do meu adversário, eu jogo para frente e continuo seguindo em frente.

Depois da competição, você treinou com João Miyao. O que aprendeu?

Gosto de treinar com o João porque ele tem uma grande variedade de ataques no Jiu-Jitsu. Sua filosofia encaixa com a minha que é tentar o melhor, não parar nem descansar. Saí da sessão de treinamento com um sentimento renovado para continuar sendo agressivo, independente da posição em que eu caia no Jiu-Jitsu.

Que lição você tirou ao vencer em Nova York?

A lição mais valiosa que obtive foi de sempre competir no absoluto. Sempre aprendo algo novo sobre mim mesmo como pessoa e atleta. É sempre bom testar seu potencial contra alguém que é campeão de outra categoria. Isso vai tornar você um lutador e um artista marcial melhor.

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