Pressão e Jiu-Jitsu: Rodolfo e Buchecha relembram o clássico do Mundial 2011

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Rodolfo Vieira ataca o braço de Marcus Buchecha. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Rodolfo Vieira ataca o braço de Marcus Buchecha. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Foi a primeira vez que eles se encontraram na área de lutas.

A semifinal da faixa-preta, absoluto, no Mundial 2011 opôs Rodolfo Vieira e Marcus Buchecha, hoje grandes rivais no Jiu-Jitsu.

Rodolfo estava embalado, e num melhor momento, já que Buchecha tivera problemas com seu camp para o torneio.

Numa entrevista exclusiva para a GRACIEMAG #208, Buchecha nos contou o que lhe aconteceu nos meses anteriores ao Mundial.

“Depois que ganhei minha faixa-preta no final de 2010, decidi ir morar na Flórida para dar aula, e fiquei sem treino. Tentei corrigir isso antes do Mundial 2011 e voltei para o Brasil para treinar por um mês e meio. Achei que estava pronto, mas acabei sendo finalizado pelo Rodolfo no absoluto e perdendo no peso para o Leonardo Nogueira.”

Buchecha também falou do aprendizado técnico e estratégico adquirido com a luta, que o ajudou nos confrontos seguintes.

“Aquela luta no Mundial 2011, quando o Rodolfo me finalizou, me ensinou que a meia-guarda com ele não funciona. Ele vai passar! E olha que a meia-guarda é a minha posição mais forte. Aprendi que aquele jogo nunca vai funcionar com ele. Comecei então a treinar outros tipos de guarda.”

O combate também está bem gravado na memória de Rodolfo. Primeiramente, ele ficou feliz em saber que o vídeo existia: “Acabei de ver no GRACIEMAG.com. Graças a Deus. Antes só havia os vídeos em que ele me vence!”, brincou.

“Lembro que eu estava muito nervoso, apesar de ser um pouco mais experiente. Sabia que ele era um cara duro que estava chegando à faixa-preta. A luta foi difícil e só pontuei no fim, numa posição em que acabou no armlock.”

“Foi uma vitória muito importante porque foi complicada. Lembro que num ponto ele me arremessou sobre a minha cabeça, e o meu lado direito estava completamente dormente. Fiquei tão mal que pensei em parar a luta; mas, como era uma semifinal de absoluto, decidi perseverar e venci”.

Olhando para trás e pensando no futuro, Rodolfo fala sobre o que essa luta pode lhe ensinar para derrotar Buchecha de novo: “Quase todos os nossos confrontos são decididos nos detalhes. Acho que, hoje, quem fica por cima tem mais chances de vencer. Ele é ótimo por cima, e eu também, então acho que esta é a maneira de ganhar. Na última luta, no Mundial 2014, acho que me faltou treino em pé. Não estava treinando judô tanto quando devia, e planejo corrigir isso”.

 

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