Celsinho planeja lutar MMA no peso-pena e comenta capa de GRACIEMAG

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Invicto no MMA com cinco lutas, apenas duas vencidas na decisão, o campeão de Jiu-Jitsu Celso Venícius, de 30 anos, ganhou uma injeção de ânimo com o cinturão dos leves conquistado no Circuito Talent, no último dia 9 de agosto. Dono de um estilo brigador dentro da grade, Celsinho venceu o embalado Rodrigo “Cabeça” Gomes em cinco assaltos, e teve sua atuação elogiada até pelo árbitro da peleja.

Em papo com o GRACIEMAG.com, o aluno de Roberto Gordo revelou os planos de baixar dos leves para o peso-pena (66kg), “por conta da envergadura”, disse que recusou propostas pelo sonho de ir para o UFC e, por fim, comentou a alegria de ser capa de GRACIEMAG, neste mês em que a revista traz uma promoção especial para o leitor. Aprenda com a fera!

GRACIEMAG: Campeão de Jiu-Jitsu, agora campeão de MMA. O novo cinturão do Talent mudou sua rotina aí em São Paulo?

CELSINHO VENÍCIUS: Mudou nada. Continuo dando minhas aulas de Jiu-Jitsu na academia todo dia. O que mudou foi que ainda não voltei aos treinos, pois estou com as mãos e os pés machucados ainda, de tanto golpe que acertei na cabeça e nos joelhos do cara. O que muda um pouco é a cabeça, a motivação para seguir adiante na carreira no MMA e treinar mais ainda com esse objetivo. Fiquei satisfeito que toda a imprensa elogiou nosso duelo. Até o árbitro, que lembrou que já tem mais de mil lutas nas costas, disse que foi a melhor em que ele esteve.

O interessante é que vocês ficaram pouco no chão, apesar de ele também ser bom de Jiu-Jitsu, arte que treina com o Roberto Tozi, certo?

Isso, e o Rodrigo tem títulos no wrestling também, ele é dono de uma base muito boa. Eu optei então por inverter as expectativas totalmente e surpreendê-lo: em vez de tentar derrubar, eu decidi sair na porrada nos dois primeiros assaltos. E fui para cima sem migué, não fui para golpear pensando em pontos. Fui para nocautear, para matar mesmo. Deu certo. Já no terceiro round eu investi nas pernas e derrubei, depois derrubei outra vez. O que percebi é que ele estava muito forte no aspecto de levantar rapidamente. Eu achei que iria gastar muita energia tentando mantê-lo no chão, então aceitei que ficaríamos em pé. E a luta foi praticamente assim até o final. O Rodrigo tinha dez vitórias na carreira e eu sabia que se vencesse subiria um patamar na carreira.

E o que você enxerga desse patamar? O UFC?

Todo atleta almeja o UFC, e eu não sou diferente. Tive outras propostas de eventos legais, mas não quis me amarrar e perder uma eventual chance de assinar com o Ultimate. Sei que tenho poucas lutas ainda, mas venci caras com cartéis sólidos. Uma oportunidade que vejo é o próximo “TUF Brasil”, se tiver essa chance pretendo agarrar. Minha ideia, até por conta da minha envergadura, é baixar para o peso-pena. Mas já avisei ao pessoal do Circuito Talent que se tiver de defender meu cinturão, vou defender. Se tiver uma boa luta no peso-pena, a gente baixa também. O futuro a Deus pertence, não tenho pressa.

Reveja a luta completa de Celsinho no Circuito Talent 10:

 A fase realmente é boa, cinturão, capa da GRACIEMAG…

Na revista eu ensino o jogo de que mais gosto, que é a meia-guarda que aprendi com meu professor Roberto Gordo desde que sou faixa-amarela, e acho que o pessoal vai curtir. Optei por apontar os principais erros que vejo os alunos e os competidores fazendo quando o assunto é meia-guarda. A meta é que o leitor de GRACIEMAG feche a revista sabendo o que fazer para ficar cada vez mais confortável ao lutar por baixo, e dali virar a luta e finalizar. E quando precisarem, estou à disposição para outras matérias, só chamar!

A revista deste mês traz uma oportunidade de ouro de adquirir um kimono novinho. Qual a importância de treinar com uma armadura tinindo, na sua visão?

Na minha academia ninguém treina de kimono velho, rasgando, faz parte da norma. Sempre aprendi que chegar para treinar com um kimono velho e roto é falta de respeito com o seu mestre, seu dojô e seus companheiros. Por isso esta campanha de assinatura de GRACIEMAG é o que chamo de unir o útil ao agradável. É um incentivo e tanto para o leitor assinar a melhor revista esportiva do Brasil, sabiamente a revista de artes marciais mais vendida do país, e ainda ganhar um kimono novinho de altíssima qualidade, como é o da Koral.

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