IBJJF homenageia atletas no Hall da Fama do Jiu-Jitsu; Roger confirma retorno

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Selfie do Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Selfie do Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Por uma noite, alguma das maiores estrelas do passado e do presente do Jiu-Jitsu trocaram o tradicional paletó por ternos, jaquetas e vestidos de gala. O Hotel Hilton em Long Beach acolheu a primeira edição da cerimônia do Hall da Fama da IBJJF.

A festa condecorou, ainda, os melhores competidores da temporada de 2013. Os vencedores levaram uma placa comemorativa.

No feminino, estavam presentes as estrelas Michelle Nicolini (3º lugar), Beatriz Mesquita (5º), Mackenzie Dern (7º), Fernanda Mazzelli (8º), e Luzia Fernandes (9º).

No masculino, estavam lá para receber suas condecorações as feras Marcus Buchecha (1º), Rodolfo Vieira (2º), Otavio Sousa (6º), Victor Oliveira (7º) e Romulo Barral (9º).

Michelle Nicolini posa para as lentes de GRACIEMAG. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Michelle Nicolini posa para as lentes de GRACIEMAG. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

O destaque da noite foi a cerimônia para os membros do Hall da Fama do Jiu-Jitsu. Michelle Nicolini foi a primeira a ser chamada ao palco para receber sua placa. Cinco vezes campeã mundial na faixa-preta, Nicolini saudou a IBJJF pela iniciativa: “É muito gratificante receber este tipo de reconhecimento”.

Leiticia Ribeiro, sete vezes campeã mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Leiticia Ribeiro, sete vezes campeã mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Leticia Ribeiro, sete vezes campeã mundial na faixa-preta, lembrou de como tudo começou: “Nos primeiros Mundiais com presença feminina, em 1998, havia apenas duas divisões e todas competiam juntas. Hoje, não podemos nem mesmo citar as grandes atletas, porque são tantas. É bom saber que fiz parte de tudo isso”.

Também sete vezes campeã mundial, a faixa-preta Hannette Staack agradeceu a homenagem e relembrou o passado: “Quando comecei a treinar, eu era a única menina na academia. Queria aprender a me defender. Agora sou professora, atleta e empresária. Obrigado a todos que acreditaram em mim e me ajudaram na minha caminhada”.

Rubens Cobrinha começou com idade  avançada no Jiu-Jitsu, mas atingiu o ponto mais alto da carreira. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Rubens Cobrinha começou com idade avançada no Jiu-Jitsu, mas atingiu o ponto mais alto da carreira. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Tetracampeão mundial em anos consecutivos, Rubens Charles “Cobrinha” Maciel foi o primeiro homem a subir no palco. Cobrinha agradeceu seus companheiros de equipe e falou de sua trajetória: “Quando comecei, as pessoas diziam que eu era velho para ter sucesso, então defini um objetivo para provar que eles estavam errados. Acho que concretizei isso”.

Quatro vezes campeão mundial, Rominho Barral agora faz parte do Hall da Fama do Jiu-Jitsu. Barral agradeceu à sua esposa e a seus professores por ter chegado ao ponto mais alto da sua carreira.

Rodolfo Vieira, três vezes campeão mundial nos pesados e uma vez campeão absoluto, também garantiu seu nome no Hall da Fama do Jiu-Jitsu. “Só tem uma coisa que me deixa mais nervoso do que lutar: falar em público. Quando comecei a treinar, jamais pensei estar lado a lado com caras como Roger Gracie, Xande e Saulo”.

Fabio Gurgel, quatro vezes campeão do Mundial, também falou no palco mais galáctico do Jiu-Jitsu. Gurgel compartilhou a realização com a sua equipe: “Ganhei a minha faixa-preta aos 19 anos, e o meu primeiro título mundial veio quando eu tinha 26 anos. E ainda consegui ganhar quatro vezes para estar no Hall da Fama. Este título eu divido com todos os meus amigos da Alliance”.

Marcus Buchecha, atual campeão mundial absoluto. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Marcus Buchecha, atual campeão mundial absoluto. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Marcus Buchecha, bicampeão mundial no pesadíssimo e atual bicampeão mundial absoluto, recebeu também sua homenagem. “Lembro de, no início da minha carreira, ter visto o Roger nas capas de revistas. Hoje à noite, quando cheguei aqui, minha mãe até pediu para eu tirar uma foto com o Roger. Hoje estou aqui, e nas capas. Quero agradecer aos meus pais e também aos meus professores, principalmente o Léo Vieira e o Rodrigo Cavaca”, disse.

Cinco vezes campeão mundial, Saulo Ribeiro fez um discurso mais longo, agradecendo a sua família e levando o público a uma viagem no tempo: “Pai, eu queria ser pelo menos metade do que você é. Eu era um atleta de judô no início, e achava o Jiu-Jitsu difícil. Mas me apaixonei pela arte rapidamente. Temos de lembrar dos irmãos Helio e Carlos, que começaram tudo isso. Fui abraçado pela família Gracie, especialmente pelo Royler. Me lembro de ver a sala da casa de Carlos Gracie Jr. cheia de gente, com pessoas montando as chaves para algum campeonato da IBJJF. Percebi que ele era um cara que realmente gostava do Jiu-Jitsu e iria fazer muito para desenvolver a arte”.

Bruno Malfacine, cinco vezes campeão mundial no peso-galo, fez uma homenagem a sua equipe: “A Alliance acreditou em mim. Essa conquista não é só minha, mas de todos os meus companheiros”.

Irmão de Saulo, Xande Ribeiro também soltou a voz. Quatro vezes campeão mundial no peso pesado e duas vezes campeão mundial no absoluto, Xande se lembrou de sua mãe, que faleceu recentemente: “Ela sempre nos apoiou”.

Roger Gracie, sete vezes campeão mundial em sua categoria e três vezes ouro no absoluto, foi o último a subir ao palco. O Gracie explicou o que a homenagem significava para ele: “Tudo começou para mim quando eu era adolescente, quando fui passar uma temporada de verão com meu primo Rilion. Estava meio fora de forma e ele me fez treinar e correr na praia. Quando voltei ao Rio, comecei a ver o Jiu-Jitsu de forma diferente. Eu costumava dizer para mim mesmo que eu seria o melhor lutador do mundo e acreditei nisso. As primeiras competições que disputei eu perdi. Até que comecei a ganhar, e sabia que podia ser sempre um pouco melhor”.

Roger terminou seu discurso com algumas boas notícias sobre seu futuro: “O que mais amo é treinar e competir com o kimono e eu voltar a fazer isso. Eu quase entrei no Mundial 2014”. Em conversa com GRACIEMAG, Roger confirmou que deve voltar a competir antes do Mundial 2015: “Não quero esperar um ano inteiro para lutar. Minha meta é voltar antes disso”.

A academia Alliance ganhou o prêmio de excelente desempenho por ter vencido a categoria adulto masculino por equipes no Mundial nos últimos seis anos. Por fim, a IBJJF premiou as melhores equipes da temporada de 2013:

1 – Gracie Barra

2 – Alliance

3 – Nova União

4 – Checkmat

5 – Ribeiro Jiu-Jitsu

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There are 5 comments for this article
  1. Philippe Berto at 6:57 pm

    Os pugilistas recebem prêmio com luvas? Os nadadores vão com sunga? Os jogadores de futebol vão de chuteiras? Nada a ver..

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