O fantasma do fechamento no Jiu-Jitsu, e por que não tem sido simples combatê-lo

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Os irmaos Miyao durante final sem luta no Pan 2014 Foto Ivan Trindade

Os craques João e Paulo Miyao (de branco) no Pan 2014: final dos plumas sem luta. Foto: Ivan Trindade

O fenômeno aparece com frequência nos campeonatos de Jiu-Jitsu na faixa-preta. Assusta boa parte dos torcedores e dos organizadores, é discutido e até amaldiçoado, mas no ano seguinte volta para nos assombrar.

Trata-se do fechamento das chaves nas finais. Isto é, dois atletas que costumam treinar juntos ou defendem a mesma escuderia se reencontram na final, após eliminarem todos os concorrentes, e com um aperto de mão decidem que acabou, missão cumprida. O campeão é escolhido na moeda, par-ou-ímpar ou em conversas longe da audiência, que não curte muito a atitude.

No recente Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, realizado de 12 a 16 de março, o adulto faixa-preta masculino desaguou em cinco finais fechadas sem ação: João e Paulo Miyao (pluma); Mário Reis e Gianni Grippo (pena); Lucas Lepri  e Michael Langhi (leve); Guto Campos e Keenan Cornelius (meio-pesado); e Yuri Simões e Lucas Leite (peso pesado).

O fim precoce de metade das disputas do masculino frustrou grande parte dos espectadores que assistiam pela internet. O chiado, então, ecoou forte nas redes sociais e no Facebook de GRACIEMAG. “É um desrespeito”, atacou um leitor. “Os outros que vencessem para chegar na final”, rebateu outro. Como se vê, o assunto divide a comunidade do Jiu-Jitsu.

Em 2012, uma sugestão gerou amplo debate aqui em GRACIEMAG. Professor acostumado a organizar campeonatos, o faixa-preta Claudinho Arrais, resumidamente, propôs que lutas fechadas sem movimentação não contassem pontos para a disputa por equipes. Relembre a proposta detalhada, aqui.

Outras opiniões têm surgido. Vice-campeã pan-americana este ano, Mackenzie Dern (Gracie Humaitá) já viveu a sensação de lutar com parceiras de equipe. Em sua página social, a faixa-preta defendeu que um campeonato não pode prescindir das finais. Segundo ela, ainda que os lutadores cheguem a um acordo, os espectadores ganhariam muito mais com uma luta de demonstração entre amigos ou irmãos do que com o fechamento abrupto. “Deveria sempre ter luta. Nem precisaria ser real, bastaria uma bonita demonstração de técnicas interessantes para a plateia, com ataques e defesas empolgantes. E o escolhido para vencer, venceria, como ocorre hoje”, postou Mackenzie.

O leitor mais ligado lembrou da luta de Jiu-Jitsu sem kimono entre os irmãos Mendes, no WPJJC de 2011, em Abu Dhabi? Reveja a seguir.

Lutador de MMA e faixa-preta da Gracie Tijuca, Vinny Magalhães foi além. Para o ex-competidor, hoje assistente no “TUF Brasil 3”, deve constar na regra a lei que obrigue os lutadores a disputar a final. “Ou monta a chave feito o ADCC, em que parceiros de treino ficam no mesmo lado da chave, ou torna as finais obrigatórias. A partir do momento em que o negócio se tornar regra e não opção, o lance de não lutar para não criar clima ruim na equipe não existirá. Se um dos atletas alegar contusão para não disputar a final, a vaga fica com o cara que perdeu na semifinal, igual ao ADCC. Mas tem que ter final”, opinou Vinny, via Twitter.

A questão então se expande: o fantasma dos fechamentos pode fazer surgir uma assombração ainda mais medonha, o das lutas fingidas ou “marmeladas”? O público iria aplaudir de fato ou terminar desconfiado (ou constrangido) sempre que dois velhos parceiros lutassem? Qual é a visão dos competidores sobre isso? Eles se expõem ao aparentemente “perder” para um amigo? E os patrocinadores, o que pensam? Ao debate.

IBJJF propôs medida contra fechamento, não acatada

O que muitos ainda não saibam é que, recentemente, a Federação Internacional que rege o esporte (IBJJF) buscou medidas para tentar combater as finais precoces. Em mais de uma reunião com professores e treinadores, dirigentes da Federação defenderam a montagem das chaves com atletas aliados no mesmo lado da chave. O voto da IBJJF, porém, foi vencido. Por outro lado, prevaleceram outros valores cruciais no esporte, como a democracia, a opinião dos competidores ativos e a tradição, para o bem ou para o mal. Uma tradição, por sinal, que também encontra defensores na arquibancada:

“Eu adoro os fechamentos. Apesar de haver somente uma medalha de ouro, os dois lutadores são vistos como vencedores. Nossa arte marcial não é composta por gladiadores, isso também é um esporte de equipe”, defendeu um leitor praticante, no Facebook.

Seja como for, o assunto merece atenção dos atletas e dirigentes, para que não atrapalhe a expansão do esporte, entre os fãs e a mídia. Afinal, é como um macaco-velho de campeonatos analisou: “Num futuro próximo, poderemos ter os Mendes firmes no peso-pena, os Miyao no pluma, Keenan e Galvão no meio-pesado e Langhi e Lepri no peso leve. Resumindo, não teremos mais finais”, apavora-se.

Algum leitor sagaz teria uma solução para a questão? Comente com a gente.

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There are 55 comments for this article
  1. Suzano Almeida at 2:48 pm

    Como disse antes, acredito que o ideal seria companheiros de equipe, mesmo iniciando em chaves diferentes, deveriam se encontrar obrigatoriamente nas semi-finais, como ocorre hoje na Libertadores da América com times de mesmo país. Dessa forma, um ou outro até poderia abrir, mas a disputa do ouro não ficaria comprometida.
    Precisamos pensar aonde queremos chegar: Pelo menos onde o Judô chegou. Temos potencial e espaço para isso. Os patrocinadores querem lutas emocionantes, que vendam suas marcas. A televisão, on line ou convencional, quer audiência e nós que plantamos há tantos anos a semente do Jiu Jitsu queremos ter espaço, como já tivemos na TV paga no passado.
    A GracieMag, como uma das principais vozes do esporte e da qual sou assinante, deveria encabeçar não apenas a discussão entre os leitores, mas uma campanha junto as principais equipes do mundo, para que elas compreendam o que está acontecendo e o benefício que tudo isso pode representar para o esporte.

  2. Thiago Mariano at 2:52 pm

    Fim dos fechamentos já! E tem o pagamento de prêmios aos atletas, os caras não podem ser profissionais de um esporte amador. Eles tem que ser pagos, se houvesse premiação adequada tenho certeza que ia diminuir bastante os fechamentos.

  3. Victor Magalhães at 2:53 pm

    A alma do esporte é a competição! Como muitos sabem treino é treino luta é luta. Quantas vezes vc pega o cara na academia e perde no campeonato e vice e versa??? A verdade é q para um esporte que quer se tornar olimpico essas finais fechadas são uma palhaçada. Ou vc acha que em uma olimpiada vc chegaria la e falaria blz amigo fica com o ouro olimpico e eu com a prata? Competidor de verdade quer se testar sempre! Sem falar que pra quem vive de bjj é trabalho e o mais antigo dos ditados diz, amigos amigos, negocios a parte. Tem de luta e pronto! Acho legal a tradição tbm mas se sonhamos com um Bjj olimpico esqueçam isso!!! Saiam na mão e saibam reconhecer o melhor no tatame.

  4. Gustavo Henn at 3:13 pm

    Acho que quem tem que decidir são os atletas. Se eles não querem lutar, então não lutem. Galera tem é que treinar mais e pronto.

  5. Cassiano Pereira at 3:43 pm

    Fechamento = Amadorismo, simples!
    Nunca vai ser esporte Olímpico, nunca terão eventos na T.V. fechada e muito menos aberta. Se isso não for problema para os dirigentes, chefes de equipe e atletas, beleza. Agora, não chorem se os campeonatos não tiverem premiações dignas e se os patrocinadores forem cada vez mais raros.

  6. Germano Santiago at 3:59 pm

    Acho q se realmente são amigos ou não, apenas são da mesma equipe, tem q ter final e bem disputada, são títulos valorosos, não uma campeonato que vale uma bala juquinha, então tem que lutar, lutar com vontade e quem perder tem q entender q perdeu e treina mais forte ainda.

  7. Marcio Gaúcho at 4:00 pm

    Ser competente é motivo de indignação? Os caras treinam juntos e são da mesma equipe e fazem várias lutas e chegam a final… A culpa é desses lutadores de serem os melhores? Parem de chorar, chiar e vão treinar para bater esses lutadores!!!! Já tiraram o Mundial do Brasil, porquê não tem pra gringo aqui e ficam inventando moda para surgirem novos nomes vindos dos que não tem competência para vencer atletas consagrados. Bora treinar e vencê-los antes da final. É a solução de quem tem competência e perfil de campeão.

  8. Victor Magalhães at 5:23 pm

    Ser competente eh motivo de admiração!! MAs vai dizer q vc nao gostaria de ver os irmãos Myao lutando a final??? Cara ou coroa, par ou impar eh pra ver quem fica com a bola nao com o trofeu!!! Mas o ponto mais importante aqui é se o BJJ quer virar esporte olimpico essas finais fechadas tem de acabar.

  9. Ricardo Storti at 6:02 pm

    Na minha opinião, o fechamento só atrasa o desenvolvimento profissional do 'esporte' jiu-jitsu. Veja bem, disse da modalidade em si e não dos atletas.
    Comercialmente é prejudicial.

    Sem uma final 'lutada', perdemos o interesse do público 'não praticante' que é fundamental para o crescimento da modalidade.
    Prejudica o patrocinador de um atleta, que terá sua marca exibida na sorte de um cara ou coroa e não por competência do seu patrocinado.

    Perdemos possibilidade da uma transmissão ao vivo sair da internet e invadir de vez a televisão. Ou alguem aqui imagina a hipótese da Globo transmitir um torneio onde o campeão se define na sorte? Um evento televisionado gera audiência, mais patrocínios para atletas, mais retorno para investidores, mais oportunidades para novos atletas aparecerem e principalmente novos fans do esporte, que vão consumir jiu-jistu de forma mais abrangente.

    Alguem aqui gostaria de ver o jiu-jitsu como esporte olímpico? A cada olimpíada o país sede pode introduzir novas modalidades e ela passa a ser oficial no evento seguinte. Como colocar Jiu-jitsu numa lista para um possível esporte olímpico, onde é praxe não existir finais?

    Acho q o esporte pode ser mais maduro e entender que lutar com um amigo/parceiro não significa faltar com o respeito ou qquer coisa parecida e sim profissionalismo perante ao evento, a audiência, ao patrocínio e principalmente ao parceiro/oponente.

    De 15 anos pra cá, o Jiu-jitsu como modalidade evoluiu bastante, mas ainda temos muito caminho a percorrer e a profissionalização efetiva do esporte passa por esse delicado tema.

    Bons treinos! Oss.

  10. Victor Magalhães at 6:56 pm

    os caras ja lutam todos os dias na academia!!! Isso eh bjj nao mma e mesmo no mma veja o exemplo do Lyoto com o Munhoz, lutaram deram show!!! São amigos nda mudou só q no ufc um ganho o outro perdeu, competição eh isso ai. A questão eh pra vira esporte olimpico ou esporte que passa na tv tem de luta sim.

  11. Pedro Ivo at 9:02 pm

    Cara, obrigar os caras a lutar sério ninguém vai conseguir, é obvio!! se os caras forem obrigados a lutar pelas regras, eles vao dar uma demonstração de BJJ (como o cavaca e o buchecha na final do world pro ano passado) e não uma luta real. Eu acho que o melhor caminho é ou colocar uma atleta so por equipe em cada categoria, OU colocar os dois do mesmo lado, pra que se fecharem que seja na semi

  12. Pedro Ivo at 9:05 pm

    Apesar de que vejam o exemplo do Yuri Simoes e do Lucas Leite…academias diferentes (amigos de checkmat) e mesmo ainda assim fecharam! então não duvido mais de nada

  13. Pedro Ivo at 9:12 pm

    O BJJ ainda nao tem condições de ser olímpico na minha opinião…ainda é um esporte totalmente dominado pelos brasileiros e com uma incursão cada vez maior (mais ainda não o bastante) de americanos…pra se ter uma ideia, o primeiro campeão faixa-preta absoluto europeu do europeu de Jiu Jitsu foi o Trans esse ano em dez anos de torneio! O.o

  14. Leonardo Neves at 9:43 pm

    Concordo com a Mackenzie. Não precisa ser exatamente uma luta "pra matar", mas a torcida está lá para ver espetáculo. Então, por que não apresentar uma luta recheadas de técnicas, bons ataques e defesas? Por que não fazer da disputa um verdadeiro show de habilidades e conhecimentos? Acredito que, acima espectadores e fãs da arte suave, somos também eternos alunos. Ninguém vai à um campeonato ou treino apenas para assistir, mas sim para aprender, aprimorar novas técnicas, rever ataques, refutar tentativas… Enfim, acredito que pode-se tendenciar o resultado sim, mas sem comprometer o real objetivo da luta para os espectadores. Oss!

  15. Pedro Ivo at 9:51 pm

    Eu nem acho…O Keenan, por algum motivo, so fazia esse jogo de bunda no chão, e 50 com os Miyao…hoje na faixa-preta eu não vejo ele fazendo muito não! O Bráulio eu já vi fazendo, mas não acho que e o forte dele também…eu acho que ia ter muita guarda crazy com lapela!!!

  16. Tarcísio Jardim at 12:42 am

    A IBJJF quer parar com o fechamento, mas pgar aos lutadores não querem. Mais de 3.000 inscritos no Pan 2014, a 130 dólares cada um. E pra onde vai esse dinheiro? Para os atletas é que não foi.

  17. Luciano Luck at 1:45 pm

    o Fechamento é uma merda!!! o publico e quem acompanha o esporte quer ver luta, quer ver final, se os caras estão dando esse mole, ai que não vão ser profissionais nunca!!!

  18. José Roberto Moraes at 4:13 pm

    Falar que não fazem final por serem amigos, que bobagem, que amizade é esta que acaba se ambos lutarem ? O cara se empenha para vencer este mesmo amigo na academia, por que não fazer isto em uma final ? Querem fazer este esporte profissional, onde esta o profissionalismo se não lutam entre amigos ? E os patrocinadores, como ficam ?

  19. Marcelo Dunlop at 6:00 pm

    Ótimos apartes do Buchecha, Tarcísio e do Serginho (no Instagram).

    Uma coisa ainda ficou no ar. Se pagar, então, os atletas vão enfrentar seus colegas? Ou seja, pagando os competidores vão fazer algo que são totalmente contra? Não me parece líquido e certo isso não.

    Seja como for, o Pan e o Mundial nasceram campeonatos amadores e vão morrer campeonatos amadores, amigos. Há campeonatos remunerados em Abu Dhabi e a BJJ Pro League da IBJJF. Lá então não vai haver marmelo porque é pago? Não me parece simples a questão, ainda.

    Abraços, que debate!

  20. Vicente Schachter Guidoreni at 2:38 pm

    Colocar todos os atletas de uma equipe na mesma chave agrava o problema de fechamentos.

    Agora, caso dois atletas de mesma equipe cheguem às semi finais, é melhor forçar o fechamento na semi do que deixar que ele ocorra na final.

    Para dar oportunidade do perdedor do fechamento levar a prata, bastaria promover uma luta extra com o perdedor da final (caso ele seja de outra equipe).

    Essa luta extra me parece atender às questões de pontuação por equipe nos campeonatos.

  21. Carlos Silva at 7:46 pm

    Acho que a questão é um pouco mais complexa, aparentemente é bem simples, deveriam casar as lutas de forma adequada, evitando finais da mesma equipe, porém as equipes grandes, com maior poder aquisitivo, conseguem inscrever mais atletas e as chances delas são maiores, elas não querem perder essa "boquinha", outra coisa dessa maneira as chances de ganhar e aparecer ficam maiores para essas equipes, "marketing", perguntam para os professores e atletas que fazem parte dessas equipes, a resposta sempre será a mesma, enfim não têm sentido um campeonato de Jiu Jitsu sem as finais, é uma involução do esporte, as pessoas aqui falam de JJ olímpico, mas com esse tipo de postura nunca vai acontecer, aliás as regras estão permitindo finais serem decididas por uma vantagem, porquê não fazem uma regra dinâmica, como uma vez o próprio Leozinho se não me engano criou, o último que fez a pontuação leva, ou seja, quem faz o ponto ou vantagem, tenta fazer outra para não perder, mas não, a culpa não é dos atletas pois eles jogam nas regras, e a questão do fechamento é bem simples, mas existem interesses das grandes…

  22. Carlos Silva at 7:51 pm

    e mais no Judô o atleta pode não lutar, mas deveria ser punido, e outra coisa deveria haver um ranking de pontuação o que faria com que o atleta lutasse para não perder pontos e impedir participação em outros eventos, todo mundo sabe de um monte de coisas, mas há tantos interesses…

  23. Pedro Ivo at 12:44 am

    Então, eu concordo com o Marcelo. Não é pagando que vamos ter um combate "sério" na final. Mesmo pagando, se grandes amigos de academia se encontrarem, vai rolar aquela camaradagem, vao discutir a divisão do prêmio depois e tal. So vamos ter combates "de vida ou morte" mesmo se cortarem o encontro dos caras na final. Mas claro, sou MUITO a favor do pagamento dos atletas! o que a IBJJF faz hoje é PALHAÇADA, já que campeonatos extremamente menores tem o cuidado de se preocupar com a remuneração dos atletas. Não é a toa que aquele ranking da IBJJF com o tempo so tende a ficar bisonho, pois ira apenas representar os atletas que competem os torneios da IBJJF e não necessariamente os melhores. Nossos conhecidos Rodolfo e Buchecha só tendem a cair no ranking já que dão a entender que vão adotar uma postura de apenas competir nos mundiais da IBJJF, o que é bastante aceitável, devido ao descaso da IBJJF com a recompensa aos atletas.

  24. Smyle Toledo at 4:42 pm

    Marcio Gaúcho o esporte é individual! para ter crescimento precisa acabar com o fechamento ! Eu já lutei final de campeonato com meu irmão e não aliviei, coloquei ele para dormir pois não bateu, e um outro campeonato meu primo me finalizou ! Assim que tem que ser, " amigo amigo negocio a parte" ! Mais respeito sua opinião mais não levo ela comigo … Abraço Oss

  25. Victor Magalhães at 5:21 pm

    Douglas Machado na olimpiadas ninguem recbe pra lutar nao… então o dia q for por uma vaga olimpica vc decide se vai teu parceiro ou vc no par ou impar eu prefiro lutar… lute para de frescura luta pro show pro esporte crescer fechamento eh osso queima o filme pra ptrocinador e td…

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