Faroeste no UFC: o bom, o mau e o feio

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Mark Hunt e Pezao empatam na luta principal do UFC na Australia. Foto: Josh HEdges/Zuffa LLC via Getty Images

Mark Hunt e Pezão e o raro empate no UFC na Austrália. Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Um dos meus filmes favoritos é o western “The good, the bad and the ugly” (de Sérgio Leone, 1966).

O péssimo título em português – “Três homens em conflito” – retira a originalidade e o impacto do nome original, “O bom, o mau e o feio”. Esse título peculiar faz referência direta aos protagonistas: três pistoleiros que se enfrentam na busca por um tesouro enterrado em plena Guerra Civil americana.

O “Bom”, interpretado por Clint Eastwood, é um matador frio, durão, rápido e preciso com armas, mas de boa índole. O “Mau”, interpretado por Lee Van Cleef, é cruel, marrento, carismático e muito habilidoso. O “Feio”, interpretado por Eli Wallach, oscila entre ser bom e mau, é subestimado por seus oponentes, sobrevive a inúmeras provações e é sempre perigoso. A película é um clássico de ação, com altas doses de humor, drama e crítica social. Um filme imperdível, enfim.

Pois “O bom, o mau e o feio” também foram os grandes personagens da semana no UFC.

Nessa sexta-feira 6 de novembro, o “bom” Maurício Shogun chegou ao UFC Fight Night 33 com a forca no pescoço após duas derrotas consecutivas. Eu quase podia ouvir a clássica trilha sonora de Ennio Morricone no início da disputa contra James Te Huna.

Com o olhar frio e concentrado de matador, como há muito não apresentava, Shogun aceitou o duelo, foi mais rápido no gatilho e atirou um cruzado mortal de esquerda que nocauteou o promissor astro neozelandês.

Uma semana antes, foi a vez do “mau” Nate Diaz. Incorporando como ninguém o estilo “Bad Boy”, os irmãos Diaz são os vilões que o público adora odiar. A luta principal do “TUF 18 Finale”, no dia 30 de novembro, seria a terceira e decisiva contenda entre Nate Diaz e Gray Maynard. Com pouco mais de dois minutos de luta, Diaz acertou um balaço em Maynard e seguiu com uma cruel saraivada de golpes até que o juiz interrompesse a luta.

Enquanto Gray cambaleava e caía, Diaz mostrava toda sua marra ao fazer poses vilanescas para as câmeras. Divertidamente mau.

O melhor da semana, contudo, foi o combate do “feio” Antônio Pezão Silva contra Mark Hunt, na luta principal do UFC Fight Night 33. Uma peleja incrível, com os dois descarregando todas as suas armas. Ambos acertaram e sofreram disparos certeiros, estiveram à beira da glória e da derrota em momentos diversos. O raro empate foi como se ambos tivessem dividido o merecido tesouro.

Entre os antológicos momentos do filme, adoro quando o personagem de Eastwood aponta uma arma para o oponente e diz: “Existem dois tipos de pessoa no mundo: os que têm a arma carregada e os que cavam. Você cava!”. No final de 2013, o bom Shogun, o mau Diaz e o feio Pezão provaram que ainda têm a arma carregada.

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