Com luta cancelada, Vinny Magalhães treina com Lovato para o bi no ADCC

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Vinny Pezão na final do ADCC 2011. Foto: Daren Bartlett/GRACIEMAG.com

Vinny Pezão vai defender o título no ADCC 2013. Foto: Daren Bartlett/GRACIEMAG.com

Após duas derrotas em sequência e a saída do UFC, Vinny “Pezão” Magalhães seguiu normalmente sua rotina de treinos, sem se abater.

Vinny inclusive foi anunciado no Global Warrior Challenge, contra Jeff Monson, em novembro, mas a luta acabou cancelada. Sem problemas para o brasileiro, que tem outro compromisso agendado: buscar o bicampeonato
dos pesados no ADCC.

O faixa-preta da Gracie Tijuca vai defender seu título acima de 99kg no ADCC China, nos dias 19 e 20 de outubro, e quem sabe tentar o absoluto também. Pezão, que já encarou Buchecha e outras feras sem kimono, está reforçando os treinos em Oklahoma, nos EUA, com Rafael Lovato, que luta na divisão até 88kg.

Em conversa com GRACIEMAG, Vinny Magalhães comentou os treinos para o ADCC e deixou lições de Jiu-Jitsu.

GRACIEMAG: Vinny, o que você aprendeu com a última derrota e a saída prematura do UFC?

VINNY MAGALHÃES: Perdi aquela luta no UFC Rio em 14 segundos, não há nada para aprender em uma luta que você nem lutou. Esse embate com Anthony Perosh não foi uma luta onde lutamos por 15 minutos e perdi por cometer erros, ou até mesmo por meu adversário ser melhor. Se você perguntasse a qualquer um antes, todos diriam que eu iria vencer aquela luta. Só que acidentes de percurso acontecem. Bom para ele,ruim para mim. O pior foi ser cortado do UFC. Agora quero continuar lutando, é o que gosto de fazer. Mas nada mudou para mim, óbvio que eu gostaria de estar no UFC, mas me envolvi com esse esporte pelo prazer que tenho em competir e em me testar.

Como estão os treinos para defender seu título na divisão acima de 99kg, após aquela vitória épica sobre Werdum na Inglaterra?

Como na edição em 2011, não fiz nada tão específico para o ADCC deste ano, exceto por essa semana que estou em Oklahoma treinando com Rafael Lovato, por convite dele. Não chego lá com nenhuma obrigação de mostrar nada em competições amadoras, meu foco é no MMA. E isso é uma vantagem na hora de competir, pois sem essa sensação de obrigação, não fico ansioso. Conheço o Lovato há mais de 13 anos, treinamos muito juntos na faixa-marrom, quando ele passou uma temporada no Brasil, e depois em 2007, quando ele venceu o Mundial de faixa-preta. Treinar com alguém que você tenha afinidade e conhece bem é perfeito para se preparar para um torneio importante como o ADCC. Estamos treinando tudo, guarda, passagem, quedas. Desde 2009, no meu último título, ganhei mais experiência – sei que não venho competindo na luta agarrada, porém estou sempre treinando e dando aulas, então estou progredindo. Isso é natural, se você passar um tempo adequado no tatame, você vai sempre melhorar.

Buchecha hoje talvez seja o favorito na sua categoria, mas vocês já lutaram há dois anos em NY. Como vai ser agora?

Cada luta é uma luta diferente. Essa nossa primeira luta foi exatamente há dois anos, não temos como saber o que vai acontecer caso haja uma segunda luta. Aquela foi no Ultimate Absolute, sem muito tempo de preparação, e consegui finalizar na chave de pé. Lembro que o organizador me ligou oito dias antes do evento, e aceitei lutar com alguns dos melhores do mundo. Acredito que com ele também aconteceu da mesma forma. Desta vez, com uma preparação completa tanto para mim quanto para ele, a luta pode ser totalmente diferente. Só saberemos isso quando nos enfrentarmos de novo.

Qual é a maior dificuldade de competir no ADCC?

Muitos atletas que chegam pensando nas regras da IBJJF acabam perdendo no ADCC, pois não sabem jogar nas regras, não têm a mesma mentalidade e malandragem. Quantos campeões mundiais de kimono já competiram no ADCC e sequer medalharam? O esporte pode parecer o mesmo, mas a real é: mudou as regras, tirou o kimono, o esporte é outro.

De que maneira você trabalha para vencer no Jiu-Jitsu?

É preciso 100% de dedicação. Você não pode ficar fazendo treino meia-boca, e achar na hora da competição você vai se dar bem por ter talento. Trabalho duro vence o talento quando o talento não trabalha duro, já diz o ditado. Às vezes você é tecnicamente superior, porém o oponente treina mais duro que você e vence. A fórmula é treino, treino e treino.

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