Rumo ao Pan Sem Kimono, Xaropinho diz: “Aprender é nossa grande arma”

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Christian “Xaropinho” Uflacker, faixa-preta de Jiu-Jitsu e lutador de MMA. Foto: Kuba Manto/ mantofight.com

Com contrato assinado com o evento de MMA RFA, porém ainda sem luta, o faixa-preta Christian “Xaropinho” Uflacker não deixa o Jiu-Jitsu de lado. O professor radicado em Chicago tem compromisso marcado para sábado, quando entra em ação no Pan de Jiu-Jitsu Sem Kimono da IBJJF, em Nova York, no ginásio do College New York.

Para ver quem está dentro do Pan Sem Kimono, clique aqui.

Xaropinho, nosso GMA em Chicago, vai lutar entre os meio-pesados, contra feras como Murilo Santana (Barbosa) e Ezra Lenon (ATT). Ele comentou o que espera aprender com a competição. Confira:

GRACIEMAG: Como foram seus treinos para o Pan Sem Kimono em NY, neste sábado?

CHRISTIAN XAROPINHO: Treino sem kimono direto e estudo posições de Jiu-Jitsu o tempo todo, com o objetivo de melhorar meu jogo tanto com como sem kimono. Para o Pan Sem Kimono, treinei de tudo. Afiei as quedas, passagens de guarda e guarda, para lapidar minhas defesas e ataques. Lutar sem o tradicional paletó complica para controlar as pegadas, então é preciso estar rápido, certinho no tempo de cada posição.

Que analise você faz da sua categoria, o peso meio-pesado?

Na faixa-preta, hoje, todo mundo é duro. Quem tiver a melhor estratégia deve sair com a vitória. A tática é procurar imprimir meu jogo e não me preocupar tanto com o jogo do adversário, pois só assim vou atacar e permanecer atento o tempo inteiro. Estar um passo à frente do oponente é o importante.

Qual é a filosofia que norteia sua forma de lutar?

Entendo que no Jiu-Jitsu é preciso estar lutando a todo segundo. Cometer qualquer erro pode significar a derrota naquele exato momento. O Roger Gracie é o maior exemplo disso: por várias vezes eu vi que ele estava perdendo por pontos, mas bastava seu adversário cometer um erro para ele finalizar. Outro ponto que trabalho na minha mente é uma frase que um amigo me disse, que nunca vou esquecer: “Mais vale a lágrima da derrota do que a vergonha de não ter lutado”.

Qual seria sua dica para nosso leitor melhorar a parte de quedas?

Quando eu era faixa-azul, meu professor Carlos Gracie Jr. pediu para eu treinar judô e wrestling durante as férias no colégio. Ele sabia que se eu incorporasse mais estas peças no meu Jiu-Jitsu, eu teria mais opções no meu jogo. Com isso melhorei não só como lutador, mas também como professor. A dica é esta, sempre procure aprender, pois esta é a maior arma do lutador de Jiu-Jitsu. Essas duas modalidades me deram boa base por cima e aprendi a derrubar com confiança.

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