Neiman Gracie e as lições de Jiu-Jitsu e do primeiro soco na cara no MMA

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Neiman Gracie e o armlock vitorioso. Foto: WSOF/ Divulgação

Aos 24 anos, o faixa-preta Neiman conquistou sua primeira vitória no MMA ao melhor estilo Gracie, com uma finalização no primeiro assalto. No último fim de semana em Nova Jersey, o filho de Marcio Macarrão esticou o braço de Darren Costa durante o WSOF 5.

Neiman realizou um sonho assim não tão comum entre as crianças que conhece: “Toda criança no Brasil sonha em ser jogador de futebol, mas na família Gracie nosso sonho é subir no ringue e dar continuidade ao legado”, reflete o professor radicado em Nova Jersey.

Em conversa com GRACIEMAG, o jovem talento falou sobre a primeira vitória, os pontos a serem ajustado e as lições dos primeiro socos na cara.

GRACIEMAG: Como estava sua mente ali nos minutos que antecediam sua estreia no MMA?

NEIMAN GRACIE: Pensei em todo sacrifício que passei no treinamento, nos três meses árduos de preparação. Eu sabia que estava pronto. Acho até que poderia ter um desempenho melhor, mas como foi minha primeira luta não me soltei 100%. No mais, estou feliz com o resultado. Meu pai estava comigo no córner, e disse que nem ficou nervoso, mas acho que ele estava mentindo [risos]. Já minha mãe ficou em casa rezando por mim, a reza da dona Carla é forte!

Qual foi o detalhe para fisgar o armlock?

Meus primos e o tio Renzo me orientaram para que eu ficasse calmo e procurasse o clinche para fazer meu jogo, e não o dele. Depois que derrubei, o detalhe para não ser raspado foi manter o quadril colado no chão. Eu estava mais preocupado com o ajuste da posição do que em bater, o que fez a diferença. O armlock saiu no modo automático, no reflexo mesmo. Mas lembro sempre de deixar o dedão do adversário apontando para cima. Até brinquei com o pessoal do córner e disse que nem eu sei como o golpe saiu.

E depois da luta, qual foi a sensação?

Um sentimento de dever cumprido. Vi que todo treinamento e sofrimento valeram a pena. Fiquei feliz de realizar um sonho de infância. Toda criança no Brasil sonha em ser jogador de futebol, mas na família Gracie nosso sonho é subir no ringue e dar continuidade ao legado. Acho que sou da quinta ou sexta geração da família e estou aí representando. O Jiu-Jitsu é uma arte maravilhosa, eu me apaixonei novamente pelo Jiu-Jitsu. Se é que isso é possível. E também vi alguns pontos fortes nessa estreia, em especial a parte mental, espiritual e física. O ponto fraco foi que precisei tomar uns socos para dar uma acordada, por isso espero entrar mais ligado na próxima.

WSOF 5
Revel Resort & Casino, Nova Jersey
14 de setembro de 2013

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