Astro do UFC, Wand relembra os tempos de Pride: “Era matar ou morrer”

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Wand em sua batalha contra o aposentado Stann, no Japão. Foto: UFC/Divulgação

O ano era de 1999, e Wanderlei Silva ainda era pouco conhecido no cenário internacional do vale-tudo, hoje MMA. Apresentações agressivas, sempre em busca do nocaute, já faziam parte de seu perfil dentro dos cages. Mas, no dia 12 de setembro daquele ano, há 14 anos, ele se encontrava com um palco que mudaria sua vida. Foi naquele dia que Wanderlei Silva estreou pelo Pride, evento onde ele seria considerado “rei” anos mais tarde.

Na sétima edição do evento japonês, o curitibano enfrentou Carl Malenko, e pela primeira vez viu sua luta ser decidida pelos juízes laterais. O resultado positivo foi fundamental para a carreira do atleta.

“Minha primeira luta no Pride é, sem dúvidas, uma das lutas mais importantes da minha vida. O Pride era o maior evento do mundo na época, era onde todo mundo queria lutar, e eu só tinha uma oportunidade. Meu contrato era só de uma luta, então eu sabia que tinha que ganhar, e ganhar bem. Pra mim, era matar ou morrer. O adversário era muito forte, pesava quase 100kg, tinha um jogo de amarrar a luta, era wrestler americano, então foi uma batalha muito dura”, relembra.

A vitória foi muito comemorada por Wanderlei, uma vez que ele teria novas oportunidades de lutar pelo Pride. Se dentro do cage a luta foi intensa, fora dele também era assim para o brasileiro, que ainda não sobrevivia do esporte e se dividia entre os treinos e o trabalho com o pai.

“Naquela época, eu não conseguia só treinar e lutar. Eu tinha uma jornada dupla, trabalhava no bar do meu pai e treinava, além de dar aulas de muay thai. Era uma época difícil, a fase da guerra, em que você vai ou fica. Muitos desistem nessa época. A chance que eu tinha de mudar minha vida era lutar bem no Japão, isso me motivou muito. Hoje fico feliz de olhar pra trás e ver que deu tudo certo, sou honrado de estar tanto tempo emocionando os fãs”, comemora o Cachorro Louco.

Ídolo dos japoneses justamente pelo tempo em que lutou pelo Pride, quis o destino que Wanderlei Silva realizasse sua última luta até então em solo nipônico. Em março deste ano, ele protagonizou uma batalha épica contra Brian Stann, onde conseguiu a vitória por nocaute no segundo round.

Sobre o futuro, ele promete novidades muito em breve: “Teremos uma surpresa muito boa daqui a pouco, não vai demorar muito para o UFC informar. Só posso dizer que os fãs vão gostar muito”.

Wanderlei Silva retorna ao Brasil e ministra seminário no dia 19 de outubro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ainda no país, ele embarca rumo a Fortaleza, no Ceará, onde contará sua história de vida vencedora em palestra motivacional.

(Fonte: Assessoria  de imprensa)

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