Após Atlanta Open de Jiu-Jitsu, Bruno Malfacine dá dicas para se dar bem no absoluto

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Bruno Malfacine aperta o estrangulamento. Foto: GRACIEMAG

No último fim de semana, as feras da Alliance chamaram a atenção no Atlanta Open de Jiu-Jitsu. Os faixas-pretas Bruno Malfacine e Lucas Lepri dominaram o absoluto no torneio da IBJJF.

Campeão nos plumas com duas finalizações, Malfacine se aventurou no absoluto e se deu bem, fechando com Lepri. O que ele aprendeu ao se embolar com os gigantes? GRACIEMAG foi descobrir.

GRACIEMAG: Qual foi o sabor de vencer em Atlanta, terra do QG da Alliance nos EUA?

BRUNO MALFACINE: Foi demais, fiz um campeonato perfeito, não tomei nenhum ponto o campeonato inteiro e consegui mostrar meu estilo agressivo e sempre com o objetivo da finalização. Esse é o verdadeiro Jiu-Jitsu. É isso que passo para os alunos, pois agora preciso me dedicar a eles em Orlando. O melhor do fim de semana, então, foi ver o braço dos meus alunos erguidos.

Na final do peso-pluma, você finalizou Kail Bosque (Vicente Team). Como você chegou ao armlock?

Nunca tinha lutado com ele, mas me senti bem confiante na final. Puxei logo de início e raspei na guarda-X. Depois passei a guarda e coloquei o joelho na barriga duas vezes. Na segunda, mantive o equilíbrio e ajustei a pegadas no braço, e passei a perna para finalizar no armlock. O detalhe na posição é não se afobar e não deixar o adversário se revirar. Mantenha sempre o equilíbrio com o joelho na barriga.

E no absoluto, o que aprendeu?

Foi proveitoso, meus amigos de equipe sempre queriam me ver no absoluto e até o Fabio Gurgel brincou comigo sobre isso. Quando cheguei a Atlanta, o professor Romero Jacaré disse que ia me jogar no aberto com o Lucas, mas até então ele estava brincando. Depois que venci no pluma, o Jacaré me perguntou se eu topava, e eu na hora confirmei meu nome. O meu diferencial foi confiar no Jiu-Jitsu e acreditar na essência do esporte, em que o mais fraco pode vencer o
mais forte.

Antes de fechar, você venceu o grandão Guybson Sá, por 4 a 0. O que você aprendeu nessa vitória brilhante?

O ginásio todo vibrou com a luta. Guybson é um ótimo atleta e excelente pessoa. Observei as lutas dele e já sabia dos perigos que ele poderia me oferecer. Tracei a estratégia, e apesar da diferença de peso e tamanho, eu me senti confortável por baixo. Impus meu jogo de guarda-X e tentei raspar, mas a luta foi para fora. Imagine dez minutos com um cara com quase o dobro do seu peso! Eu tentei raspá-lo duas vezes, até que me falaram: “Faltam oito minutos”. Foi quando pensei: “Eita, mais oitos minutos com esse monstro!” [risos]. Usei a mente a meu favor, lutei sem pensar nos minutos que faltavam e acabei bem fisicamente. Para ir além dos seus limites, é preciso apenas acreditar.

Qual sua dica favorita para um peso leve que precisa vencer um mais pesado nos treinos?

Procure usar o peso e a força do adversário contra ele, e a seu favor. Trace uma boa estratégia e se mantenha atento o tempo todo, pois qualquer erro pode não ter volta. Procure induzir o rival ao erro e tire proveito da situação. Faça os movimentos certinhos, nos ângulos adequados, e a técnica há de prevalecer!

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