A luta de Jiu-Jitsu estilo Davi x Golias que decidiu o absoluto no Atlanta Open

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No último sábado 31 de agosto, o absoluto faixa-preta no Atlanta Open de Jiu-Jitsu teve Lucas Lepri como grande campeão, ao fechar com seu companheiro Bruno Malfacine, também da Alliance.

Para fechar com Lucas, o atual vice-campeão mundial peso-galo teve um obstáculo gigantesco na semifinal: o peso pesadíssimo Guybson Sá, da SAS Team. Veja como foi a vitória de Bruninho, tetracampeão mundial da Alliance:

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There are 26 comments for this article
  1. Gui Batista Emidio at 5:51 pm

    Escrevi um texto há um tempo atrás que fala um pouco sobre essa luta só os nomes dos personagens são diferentes…

    O espetáculo do Jiu jitsu

    O jiu jitsu é uma luta predominantemente técnica, podemos ver atletas mais fracos vencendo oponentes bem mais fortes.
    Quando vamos a uma competição, só conseguimos ver tudo que acontece lá com os olhos da arte.
    Certa vez estava eu em um campeonato mundial na cidade do Rio de Janeiro, tudo corria bem, as atenções de todos que lotavam o ginásio eram bem divididas pelas oito áreas de lutas onde aconteciam as lutas simultaneamente.
    Uma luta empolgante acontecia na área um, era de faixa branca. Movimentação constante, típica de iniciantes, de quem não podíamos esperar muita perfeição nas técnicas, mas a luta era boa.
    Na área dois via-se uma bela luta de faixas azuis, era queda pra cá e queda pra lá. Eram do peso pena, isso mesmo, aquela categoria que os lutadores não param nenhum minuto.
    Na área três os faixas roxa iam começar a lutar na hora em que minha atenção voltou-se para eles. No início a luta foi muito estudada por ambos os lados, fazendo com que o árbitro interrompesse o combate para pedir mais ação. A partir daí se viu um show de técnica por parte dos dois.
    Na área quatro estavam nada mais nada menos que os marrons, nesta faixa começam a aparecer aqueles que vão dar trabalho para os faixas preta no futuro. Era a final da categoria médio, uma das mais disputadas. Foram sete minutos eletrizantes, começando com uma queda de um lado, uma raspagem do outro e esse mesmo que raspou ainda passou a guarda. Por volta dos seis minutos de luta o rapaz que deu a queda no início, estando em desvantagem e o tempo esgotando, tirou forças para repor a guarda e começar uma movimentação intensa em busca de uma finalização. De repente ele encaixa um triangulo perfeito, seu oponente tentou resistir, mas não deu e teve que bater.
    Sai do ginásio correndo para comer alguma coisa, fui correndo mesmo, pois se demorasse a voltar, talvez pudesse perder o principal do espetáculo, o absoluto faixa preta.
    Quando retornei para o interior do ginásio com a fome saciada, percebi que da área cinco até a área oito já estava acontecendo o tão esperado absoluto preta.
    Me acomodei na arquibancada e me deleitei com uma verdadeira obra de arte protagonizada pelos atletas, as finalizações saiam a toda hora e eu não conseguia olhar só para uma luta, todas eram emocionantes e assim foi até as disputas das semifinais.
    Quando saíram os dois finalistas, o campeonato parou, o ginásio escureceu e nas áreas de lutas não se via mais nada.
    O presidente da federação apareceu sob um facho de luz e falou: “As luzes acenderão dentro de dez minutos e vocês verão o maior espetáculo de suas vidas”.
    Passados os dez minutos, é iluminada apenas uma área, a central com os dois finalistas do absoluto faixa preta.
    Um era magro e baixo, mas tinha uma técnica apurada. O outro era alto e forte e também com uma ótima técnica. Não era por menos que os dois iam disputar o titulo mais cobiçado por todos.
    Um apresentador com microfone em mãos fala os nomes dos lutadores. O magro e baixo era o Kaue e o forte e alto era o João. Logo em seguida tem inicio o combate.
    A luta ia ser disputada em dez minutos, todos se perguntavam o que seria do Kaue. As forças eram desproporcionais.
    O forte começou dando uma queda no fraco, logo em seguida passou a guarda, mas o fraco era valente, não se entregava e resistiu bem, mas não impediu o joelho no abdômen e tomou mais dois pontos.
    Tinha se passado metade da luta e o final já era previsto, mas o fraco não desistia, conseguiu tirar o joelho que estava em sua barriga e logo em seguida repôs a meia guarda.
    Todos que assistiam pensaram que ele ia ficar travando a luta na meia guarda para não ser finalizado. Mero engano, aquele rapaz franzino aplicou uma bela raspagem, partiu para uma passagem logo em seguida, insistiu tanto na movimentação que acabou passando, estabilizou a posição faltando um minuto para o fim da luta.
    João o grande e forte, se defendia e pensava: “estou na frente e não vou ceder mais nenhum ponto”.
    Faltavam trinta segundos, a luta estava sete a cinco para João o forte, toda sua torcida comemorava a sua vitória, faziam até uma contagem regressiva, trinta… vinte.. e quando faltavam dez segundos, aconteceu o inesperado, Kaue o franzino que estava na posição cem quilos e dali não saia desde que conquistou a posição, aplicou um estrangulamento de lapela e nesse momento a contagem cessou e o que se ouvia eram os gritos de uma torcida eufórica dizendo: “Uh vai pegar, Uh vai pegar, Uh vai pegar…”.
    Faltando apenas dois segundos, todos os presentes naquele local presenciaram a cena que todos acreditavam que não iam ver. João o fortão, bateu três vezes no chão, desistindo assim do titulo mais importante do campeonato.
    Aquelas lutas mostraram o quanto o jiu jitsu é técnico e não força bruta, um verdadeiro espetáculo chamado também de arte suave onde os seus praticantes são os artistas.

    Gui Batista

    https://www.facebook.com/pensamentosdogui

  2. Gui Batista Emidio at 5:55 pm

    O espetáculo do Jiu jitsu

    O jiu jitsu é uma luta predominantemente técnica, podemos ver atletas mais fracos vencendo oponentes bem mais fortes.
    Quando vamos a uma competição, só conseguimos ver tudo que acontece lá com os olhos da arte.
    Certa vez estava eu em um campeonato mundial na cidade do Rio de Janeiro, tudo corria bem, as atenções de todos que lotavam o ginásio eram bem divididas pelas oito áreas de lutas onde aconteciam as lutas simultaneamente.
    Uma luta empolgante acontecia na área um, era de faixa branca. Movimentação constante, típica de iniciantes, de quem não podíamos esperar muita perfeição nas técnicas, mas a luta era boa.
    Na área dois via-se uma bela luta de faixas azuis, era queda pra cá e queda pra lá. Eram do peso pena, isso mesmo, aquela categoria que os lutadores não param nenhum minuto.
    Na área três os faixas roxa iam começar a lutar na hora em que minha atenção voltou-se para eles. No início a luta foi muito estudada por ambos os lados, fazendo com que o árbitro interrompesse o combate para pedir mais ação. A partir daí se viu um show de técnica por parte dos dois.
    Na área quatro estavam nada mais nada menos que os marrons, nesta faixa começam a aparecer aqueles que vão dar trabalho para os faixas preta no futuro. Era a final da categoria médio, uma das mais disputadas. Foram sete minutos eletrizantes, começando com uma queda de um lado, uma raspagem do outro e esse mesmo que raspou ainda passou a guarda. Por volta dos seis minutos de luta o rapaz que deu a queda no início, estando em desvantagem e o tempo esgotando, tirou forças para repor a guarda e começar uma movimentação intensa em busca de uma finalização. De repente ele encaixa um triangulo perfeito, seu oponente tentou resistir, mas não deu e teve que bater.
    Sai do ginásio correndo para comer alguma coisa, fui correndo mesmo, pois se demorasse a voltar, talvez pudesse perder o principal do espetáculo, o absoluto faixa preta.
    Quando retornei para o interior do ginásio com a fome saciada, percebi que da área cinco até a área oito já estava acontecendo o tão esperado absoluto preta.
    Me acomodei na arquibancada e me deleitei com uma verdadeira obra de arte protagonizada pelos atletas, as finalizações saiam a toda hora e eu não conseguia olhar só para uma luta, todas eram emocionantes e assim foi até as disputas das semifinais.
    Quando saíram os dois finalistas, o campeonato parou, o ginásio escureceu e nas áreas de lutas não se via mais nada.
    O presidente da federação apareceu sob um facho de luz e falou: “As luzes acenderão dentro de dez minutos e vocês verão o maior espetáculo de suas vidas”.
    Passados os dez minutos, é iluminada apenas uma área, a central com os dois finalistas do absoluto faixa preta.
    Um era magro e baixo, mas tinha uma técnica apurada. O outro era alto e forte e também com uma ótima técnica. Não era por menos que os dois iam disputar o titulo mais cobiçado por todos.
    Um apresentador com microfone em mãos fala os nomes dos lutadores. O magro e baixo era o Kaue e o forte e alto era o João. Logo em seguida tem inicio o combate.
    A luta ia ser disputada em dez minutos, todos se perguntavam o que seria do Kaue. As forças eram desproporcionais.
    O forte começou dando uma queda no fraco, logo em seguida passou a guarda, mas o fraco era valente, não se entregava e resistiu bem, mas não impediu o joelho no abdômen e tomou mais dois pontos.
    Tinha se passado metade da luta e o final já era previsto, mas o fraco não desistia, conseguiu tirar o joelho que estava em sua barriga e logo em seguida repôs a meia guarda.
    Todos que assistiam pensaram que ele ia ficar travando a luta na meia guarda para não ser finalizado. Mero engano, aquele rapaz franzino aplicou uma bela raspagem, partiu para uma passagem logo em seguida, insistiu tanto na movimentação que acabou passando, estabilizou a posição faltando um minuto para o fim da luta.
    João o grande e forte, se defendia e pensava: “estou na frente e não vou ceder mais nenhum ponto”.
    Faltavam trinta segundos, a luta estava sete a cinco para João o forte, toda sua torcida comemorava a sua vitória, faziam até uma contagem regressiva, trinta… vinte.. e quando faltavam dez segundos, aconteceu o inesperado, Kaue o franzino que estava na posição cem quilos e dali não saia desde que conquistou a posição, aplicou um estrangulamento de lapela e nesse momento a contagem cessou e o que se ouvia eram os gritos de uma torcida eufórica dizendo: “Uh vai pegar, Uh vai pegar, Uh vai pegar…”.
    Faltando apenas dois segundos, todos os presentes naquele local presenciaram a cena que todos acreditavam que não iam ver. João o fortão, bateu três vezes no chão, desistindo assim do titulo mais importante do campeonato.
    Aquelas lutas mostraram o quanto o jiu jitsu é técnico e não força bruta, um verdadeiro espetáculo chamado também de arte suave onde os seus praticantes são os artistas.

    Gui Batista

  3. Luan Arruda at 9:24 pm

    ow jiu jitsu feio esse de 'pega e senta' lamentável no que os campeonatos estão se tornando =/ felizmente ainda tem lutadores que não são adeptos desse joguinho e nos proporcionam grandes espetáculos. 🙂

  4. Bruno Malfacine II at 4:30 am

    Isso de "pega e senta" é uma puxada p guarda e a regra diz que é permitido puxar para a guarda quando existe pegada! Me desculpa se você esperava 2 cambalhotas e um twist carpado antes de eu puxar p guarda

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