Vídeo: Leandro Lo x Alan Finfou na final do médio do Rio Open de Jiu-Jitsu

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  1. DiPipe Luciano Júnior at 5:13 pm

    Lutaço, a melhor luta das finais.

    Cobertura da graciemag foi memorável, tirando a falta de detalhes no dia dos faixas coloridas, foi sensacional, com filmagem de todas as finais de absoluto em HD.
    Notícia minuto a minuto no face e na página. TInha tempo que não via a Graciemag acertar tanto, equipe completa lá.
    O sucesso se deve também aos grandes competidores que se inscreveram, ainda falta muitos da elite darem valor ao aberto de maior tradição do mundo.
    Por isso o TIjuca volta a eternizar o novo tererê, o peso leve que luta sempre pra frente e encara qualquer um, Lo que luta tudo, e não escolhe competição.
    Por isso tem cada vez mais fãs e vende mais a sua imagem, já atraindo visibilidade pros atletas da sua equipe, como Murilo, Luiza, jose Tiago.
    Porque vejo muitos reclamarem que não existe apoio aos atletas, mas eles mesmo não apoiam o esporte e não dão visibilidade as marcas no kimono.
    Muito lindo ver esses dois monstros lutando ao vivo.

  2. Gracie Magazine at 4:38 pm

    Valeu Luciano, você estava lá no Tijuca Tênis Clube e viu que a correria não é fácil. Não somos liberados de filmar em todos os campeonatos, talvez por isso a diferença. Abraços

  3. DiPipe Luciano Júnior at 3:59 am

    Gracie Magazine Tá faltando uma transmissão ao vivo com comentários.
    Nem que seja das lutas principais e de graça, pay per view só evento completo.
    Nem que seja só nos eventos regionais.
    Assim expõe melhor as marcas que patrocinam os atletas, os atletas tops entram por isso e vocês também ganham no quesito marketing.
    Mas tem que ser em todos os eventos nessa qualidade.

  4. Jiu-Jitsu Club at 5:03 pm

    Crônica: O tempo não para

    O tempo não para, mas às vezes os homens são mais rápidos que o tempo. Suas trajetórias são sempre dependentes das excentricidades do tempo, porém, em certos momentos, um movimento não precisa do aval dos minutos, dos segundos.

    Assim eu vi Allan Finfou voando com a velocidade dos milésimos de segundo, sem ao menos aguardar ou levar em consideração os dez minutos disponibilizados para desfilar sua arte. Voou e surpreendeu o adversário como o vento surpreende a árvore à chegada da frente-fria.

    Mas ao voar, Finfou encontrou uma barreira, um forte, um ponto de energia concentrada chamado Lendro Lo. Finfou teve a necessidade de voltar, girar, buscar outro caminho, sem encontrá-lo. A luta recomeça no meio do tatame, assim como o minuto recomeça a cada 60 segundos.

    Olhos nos olhos, dança, pegada e finta. O tempo não para. Quimono não é lenço: Leandro aprendeu da pior forma. O ataque nas pernas foi a reação de um corpo altamente treinado e concentrado. A queda inevitável transforma-se em revés no placar. O tempo é curto, é preciso recuperar.

    Respiração, pegada, vamos pensar. Mão na manga, mão na boca da calça. Ataque e defesa constantes. A cena é uma aula prática de jiu-jitsu, de como ser campeão com autoridade. O tempo agora parece dar as cartas ante à respiração pesada dos dois guerreiros que se apresentam à sua frente. Movimentos telegrafados, mas um detalhe não muda: aquela pegada na manga esquerda. Por quase um minuto, a manga esquerda foi dominada.

    Usar a força do adversário a seu favor: uma das premissas básicas do jiu-jitsu. Sem muito esforço, Leandro, por baixo, inverte o jogo de Allan, já sentado e desequilibrado. Mas a guerra não está ganha. O tempo ainda corre, é preciso definir.

    Allan está vulnerável, mas é nesses momentos que um guerreiro pode surpreender. Ele busca derrubar o oponente, que se defende como pode, tentando equiparar sua força à do adversário. Leandro neutraliza os ataques e o tempo dá uma brecha: é hora de respirar.

    Novo minuto, novo recomeço. Mais uma vez, a pegada na manga esquerda. Com este instrumento, Leandro começa a construir seu caminho para vencer os adversários: Finfou e o tempo. O cansaço existe, mas é domado. É hora de partir para o ataque, raspar e ficar por cima. Finfou tenta reagir, busca as pernas. Primeira a direita, depois a esquerda. Prepara um contragolpe, explode, procura a virada.

    Com um olhar, Leandro pede orientação. Lampejo de ideia, movimento simples, lapela pela nuca e estabilização da passagem. Mais uma brecha do tempo, momento de respirar e largar o peso.

    O tempo, cruel e implacável, define sua vítima: Finfou. Em inferioridade no placar, não há muitos minutos para a virada fria e calculada. Allan coloca o coração na frente e parte para sua última cartada. Não dá certo.

    No movimento final, Leandro impõe-se nas costas, busca o pescoço, controla as ações e não há mais chances para Finfou.

    Leandro venceu o tempo, finalizou o adversário a quatro minutos do fim.

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