Da queda em DJ Jackson à guilhotina, as lições de Vitor Oliveira no NY Open

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Vitor Oliveira, campeão absoluto do NY Open de Jiu-Jitsu. Foto: Erin Herle/ GRACIEMAG

O fim de semana passado foi de Jiu-Jitsu de alto nível em Nova York. A IBJJF realizou a primeira edição do New York Summer Open de Jiu-Jitsu, no ginásio Nat Holman, e o maior nome do evento foi a fera de Teresópolis Vitor Oliveira (GFTeam), que garantiu o ouro no médio e no absoluto faixa-preta.

Vitor, que na final do aberto derrubou e passou a guarda de DJ Jackson (Lloyd Irvin) comentou o feito e distribuiu lições.

GRACIEMAG: O que aprendeu ao faturar dois ouros no NY Summer Open?

VITOR OLIVEIRA: Tive uma excelente atuação, fui capaz de aplicar as posições que eu queria. Mas, mesmo com a vitória, pude ver que preciso fazer ajustes no meu jogo. Acho que a torcida foi fundamental nessa conquista, é sempre bom ter a torcida apoiando.

Como sua mente trabalhou na final do absoluto, contra o DJ?

Dessa vez acreditei mais no meu judô. Logo no começo apliquei uma queda e abri dois pontos. Depois, administrei para não errar, mas sempre atacando. Foi assim que pus pressão até passar a guarda. Passar a guarda do DJ foi demorado, porque ele ficava travando meu pé na meia-guarda, mas mantive o ombro no rosto dele e persisti. Quase no fim, ele conseguiu a raspagem, mas venci por 5 a 2. O detalhe para derrubá-lo foi atacar no tempo certo em que ele encaixou a pegada na minha lapela.

Na final do médio, você venceu Daniel Tavares, da SAS. O que aprendeu?

Eu havia lutado com o Daniel no Pan Sem Kimono ano passado, e já conhecia um pouco do jogo dele. Tentei derrubar, porém não estabilizei a queda e acabamos saindo da área de luta. O árbitro voltou o combate no meio e ele puxou para a guarda-X. Eu então caí na lateral, mas não estabilizei. Depois o Daniel ficou de quatro apoios, foi daí que consegui encaixar a guilhotina e finalizar.

Qual seu macete principal para as horas anteriores às competições?

Tento ficar o mais tranquilo possível. É até engraçado, sempre acho que não vou conseguir fazer força [risos]. Eu fico com o corpo um pouco mole, mas quando piso no tatame eu desperto e fico tranquilo. O lutador tem de manter sempre a boa alimentação, dormir cedo antes do evento, procurar estar concentrado e evitar comer muito antes de lutar. É útil ter total confiança em seu jogo, isso vai ajudar nas horas complicadas ao longo do torneio.

O que você aprendeu em Nova York?

Aprendi muito sobre meu jogo. Tenho de ficar mais ligado e ajustar mais as pegadas quando estiver lutando. Fiquei um pouco solto quando fui pego de surpresa na final com o DJ. Gosto muito de lutar por cima, de preferência na meia-guarda. Então é treinar mais e ficar com as pegadas justinhas.

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