Vice-campeão absoluto do Sul-Brasileiro analisa o que poderia ter feito na final

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Vinicius Corrales. Foto: Rony Costa

No primeiro fim de semana de julho, a CBJJ realizou mais uma edição do Sul-Brasileiro de Jiu-Jitsu, em Florianópolis, Santa Catarina. O Complexo Esportivo Rozendo Vasconcelos Lima foi o palco do evento, que consagrou Alexandro Ceconi no absoluto faixa-preta.

Vinicius “Pulga” Corrales (Guetho), vice-campeão do aberto, saiu com o saldo positivo, afinal faturou ainda o ouro no peso médio. Em papo com GRACIEMAG, o Pulga lembrou que estava num longo período sem competir e mesmo assim retornou para casa com duas medalhas.

O que ele faria diferente? Como sua mente trabalhou na final com Ceconi? Perguntamos isso e mais a ele, para o leitor tirar suas próprias lições.

GRACIEMAG: Quais eram seus objetivos ao competir o Sul-Brasileiro de Jiu-Jitsu?

VINICIUS CORRALES: Após um longo período sem competir, quis me testar com atletas de alto nível, e pude ver que estou no caminho certo. Tentei lutar para a frente e busquei impor meu ritmo ao máximo, fiz bastante uso da guarda. Consegui vencer o peso médio e ainda fisguei a medalha de prata no absoluto. Só parei no Ceconi mesmo.

Na categoria médio, você venceu o canadense Jake Mackenzie (GFTeam) na final. O que aprendeu nessa luta?

Foi difícil lutar com ele, que é um amigo meu. Nós já treinamos juntos na GFTeam, e eu o admiro como pessoa e atleta. E eu sabia de suas qualidades e que seria uma luta dura. Logo de cara consegui colocar o Jake na minha meia-guarda e raspar. Não consegui estabilizar por muito tempo em cima, pois ele logo me raspou de volta. Porém, eu não parei. Trabalhei novamente as pegadas certas e raspei de novo. Venci por 4 a 2.

Já na final do absoluto, você arriscou o triângulo no início da luta, mas teve a guarda passada. Como sua mente trabalhou ali?

No começo da luta, eu armei minhas pegadas e puxei o Ceconi para a guarda. Investi num triângulo, quase fechei bem, mas ele escapou. Continuei fazendo guarda, até que ele conseguiu chegar à meia-guarda. Tentei raspar de várias formas, mas ele tem uma boa base e é muito forte nessa posição. O Ceconi acabou passando e chegando à montada. Mantive a calma, pus a cabeça no lugar e saí da posição difícil, mas a luta acabou, 7 a 0 para ele. Refletindo depois, penso que poderia ter feito mais guarda aberta e tentado imprimir mais o ritmo, em vez de deixá-lo trabalhar na meia-guarda.

Como foi sua luta com o Pimpolho?

Foi um lutão. Encarei o Rodrigo Fajardo, da Gracie Barra, nas quartas do absoluto. Chamei para a guarda antes que ele o fizesse, e acabei raspando. Puxei o ritmo, quase cheguei aos cem-quilos, mas ele virou de quatro apoios e ganhei somente uma vantagem. Ele aí me raspou e tentei raspá-lo da guarda 50/50, mas não deu. A luta acabou 2 a 2 nos pontos, venci nas vantagens.

Qual a maior lição que você tirou no torneio?

Os campeões são aqueles que continuam onde todos desistem. Ninguém chega a lugar algum sozinho. Quando um atleta é campeão, toda sua equipe é campeã. A equipe é base para o sucesso, não devemos desistir nem parar de competir.

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