O que João Gabriel aprendeu em seu primeiro Mundial como faixa-preta?

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João Gabriel tenta pegar as costas de Bê Faria, no Mundial 2013. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Com cinco meses de faixa-preta, João Gabriel Rocha ficou arrasado ao conseguir “apenas” uma medalha de prata em seu primeiro Mundial de Jiu-Jitsu na elite.

Seus treinadores, no entanto, não compartilharam do mesmo sentimento, ao término da competição, no dia 2 de junho, em Long Beach, Califórnia. O professor Leandro Tatu e demais feras da Soul Fighters só viram motivo para celebrar, afinal o jovem de 21 anos só perdeu para dois craques: Rodolfo Vieira (no absoluto) e Bernardo Faria (no superpesado).

João Gabriel comentou com GRACIEMAG as lições que tirou, já de cuca fresca, e analisou a queda e o armlock que o levaram a perder para o astro da GFTeam Rodolfo, e também as lutas eletrizantes com Bê Faria e Léo Leite, astros da Alliance.

GRACIEMAG: Qual é o saldo que fica do Mundial 2013, seu primeiro na elite?

JOÃO GABRIEL ROCHA: O resultado não foi o ideal, mas consegui fazer grandes lutas. Para o ano que vem, vou me corrigir para para ir ainda mais longe. Percebi que tenho que aproveitar melhor as oportunidades na luta, pois dificilmente conseguirei alcançar a mesma posição novamente, ainda mais num Mundial. Nas outras faixas, eu tinha mais facilidade para chegar em boas posições mais de uma vez. No fim das contas, o saldo foi mais do que positivo. Festejei a vitória do meu pupilo Hugo Marques na faixa-azul, na categoria pena. Vibrei com a vitória do Paulo Miyao contra o Keenan Cornelius, não teve como não me emocionar. E não menos emocionante, pude ver de perto a vitória do (Augusto) Tanquinho em seu último Mundial, sobre o Rafael Mendes.

Onde o Bernardo Faria superou você na final dos superpesados, quando ele venceu por seis pontos (raspagem e montada)?

Eu sabia que ele tinha uma meia-guarda forte. O que me supreendeu foi a puxada de meia dele, pois ele veio no double-leg para depois entrar na meia-guarda. Com isso ele acabou bem na posição. Faltou um pouco de explosão no fim para eu pegar as costas, e ele acabou ficando por cima e ganhando os primeiros dois pontos. Aprendi que não posso deixar os outros chegarem em suas melhores posições, e tenho de impor meu jogo logo de cara. Na próxima luta, vou tentar inverter o jogo e puxá-lo para a guarda.

E na luta com o Léo Leite, o que rolou?

Olha, li no site GRACIEMAG que ele ficou reclamando por eu não ter cumprimentado e batido na mão dele no meio da luta. Mas o que houve foi que o juiz mandou que continuássemos a lutar e foi exatamente o que fiz. Eu estava perdendo, precisando correr atrás do resultado e com toda aquela adrenalina posso ter esquecido de cumprimentá-lo. Só que ele esqueceu as duas vezes em que a gente saiu do tatame – na primeira eu estava nas costas dele e o juiz mandou voltar em pé em vez de nas costas. Na segunda, eu estava fazendo guarda de gancho e segurando a faixa dele, e quando voltamos para o meio ele falou para mim: “Não estava assim, João”. Eu aceitei e disse que estava tranquilo, falei para ele se ajeitar sem problemas. São coisas que acontecem numa luta, nem por isso fico falando. Admiro muito o Léo Leite, que é um grande lutador que compete há muitos anos em alto nível. Não tenho que falar dele.

Contra o Rodolfo, foi sua quarta vez contra ele. Já começa a sentir mais confortável, apesar da chave de braço que o capturou no fim?

O Rodolfo é um atleta completo, por isso lutar com ele é tão complicado. Tentei derrubá-lo para procurar jogar por cima, mas acabou que ele me derrubou e já caiu numa posição boa por cima. Ele manteve o controle ali até conseguir a finalização. Não faltou nada, eu sei que dei tudo de mim, mas o Rodolfo Vieira e o (campeão absoluto) Marcus Buchecha estão num nível acima do pessoal. Eu só posso correr atrás do prejuízo, para conseguir meu espaço.

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