Mundial 2013: como a Alliance ganhou seu 8º título mundial

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Pan 2013: Fábio Gurgel fala com GracieMag

Fábio Gurgel. Foto: GRACIEMAG

A Alliance domina a divisão masculina do adulto no Jiu-Jitsu desde 2008.

Sua receita é interessante. Para ser campeã por equipes no adulto masculino do Mundial, bastaram sete medalhas de ouro entre as 40 categorias contidas nas quatro faixas (azul, roxa, marrom e preta).

E mais sete pratas e dez bronzes.

Como cada ouro vale nove pontos, a prata, três, e o bronze, um, o time somou 94 pontos – 41 a mais que a vice-campeã CheckMat.

Sete ouros em 40? Não é tanto, certo?

É, sim. Significa um campeão para cada 5,7 categorias, a mesma proporção de vices, além de um bronze para cada quatro pódios existentes no evento.

No total, a Alliance esteve em 17 cerimônias de premiação, com 21 atletas.

É quase metade do número de cerimônias celebradas no adulto masculino (40).

Na preta, sete combatentes da Alliance pisaram no pódio. Bernardo Faria o fez duas vezes (terceiro no absoluto e primeiro no superpesado).

Na roxa, outro mineirinho, Fernando Reis, ganhou o duplo ouro para a academia da Águia, no absoluto e pesado.

Eis a lista de pontos ganhos pela Alliance por faixa:

Azul: 9+3+3+1+9+1 = 26
Roxa: 9+1+3+1+3+9+9 = 35
Marrom: 9+3+1 = 13
Preta: 3+1+1+3+1+9+1+1 = 20
Total: 94

É uma campanha tão forte que se a Alliance zerasse na faixa-preta ela ainda assim venceria.

Fabio Gurgel, o general da equipe, fala um pouco dos números. “Você tem de se dedicar aos fundamentos técnicos do Jiu-Jitsu e conhecer todos os seus membros afiliados e representantes”, analisou Gurgel.

“Nossos atletas não vêm de um só lugar. Temos atletas de Porto Alegre, Helsinque e Nova York, entre outras localidades. Sabíamos que a competição na preta seria muito dura, e que seria difícil para um único time dominá-la, devido ao calibre de adversários como Leandro Lo, Marcus Buchecha, Rodolfo Vieira, Tanquinho, Galvão, Gui e Rafa Mendes, Barral e outros. Apesar da qualidade dos nossos guerreiros da Alliance, esse exército de oponentes não poderia ser derrotado de uma vez, num único torneio, por um único time. Então, o que fazer? E como fazê-lo? Como assegurar o sucesso continuado? A resposta é investir e consolidar a base”, ensinou.

A declaração de Gurgel é baseada na lista de medalhistas nas faixas não-pretas (azul, roxa, marrom).

Campeões: Hiago Gama (Brasil), Teemu Koivisto (Finlândia), Eduard Lisboa (Brasil), Fernando Reis (Brasil), Gianni Grippo (EUA).

Vices: Fabio Caloi (Brasil), Jeffrey Obar (EUA), Mansher Khera (EUA), Max Lindblad (Suécia), Egidio Neto (Brasil).

Terceiros: Nicholas Meregali (Brasil), Ram Ananda (Turquia), Zata Toscano (EUA), Andrew Scott (EUA).

Agora você sabe como a Alliance chegou lá. Não é a única receita, mas funciona.

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There are 4 comments for this article
  1. Solange Santos at 3:28 pm

    esqueceram de citar que uma boa manipulação das chaves também faz parte, né Gurgel? Rodolfo e Buchecha que o digam , afinal queriam colocar os 2 do mesmo lado da chave,,, mas neste ano não deu certo,,, né Gurgel….????

    • Felipe Pacces at 6:27 pm

      Solange Santos, nao fale o que voce nao sabe. O Xande iria participar do Absoluto (mas desistiu) e se caso isso ocorresse ele seria cabeça de chave pois entre os 4 a ordem é essa (1o-Xande, 2o-Buchecha, 3o-Rodolfo, 4o-Bernardo) Entao se vc entende um pouco de criaçao de chaves como entende em reclamar, saberia que SEMPRE será o 1o colocado do lado da chave do 4a colocado. E o 2o do lado do 3o. Entao antes de fazer uma "critica" dessas…se informe primeiro!

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