Após aprender com Demian Maia, Soluço busca mais uma finalização no MMA

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Fernando Soluço ataca a guilhotina. Foto: Inka FC

No próximo dia 31 de maio, o professor de Jiu-Jitsu Fernando “Soluço” Di Pierro vai desfalcar a trupe da Alliance no Mundial, em Long Beach, Califórnia. Mas por um motivo justo.

No Equador, onde ensina, Soluço vai cair dentro de mais um desafio no MMA, modalidade que acumula dez vitórias e quatro derrotas. O paulista vai buscar mais uma vitória no evento EMMA 8, contra o oponente Brian Green. A luta será em Guayaquil, e terá arbitragem do famigerado Big John McCarthy, além da presença VIP de Demian Maia.

Soluço vem de vitória recente no MMA, no dia 19 de maio, no Inka FC, quando arrochou a guilhotina em cima de João Paulo no segundo assalto, e está empolgado para o desafio, ainda que sem espaço de tempo para relaxar. Confira o bate-papo com o faixa-preta:

GRACIEMAG: Você acabou de vencer uma luta no Peru e agora luta novamente no EMMA 8. Não tem risco não?

FERNANDO SOLUÇO: Acredito que não, aceitei essa luta tão próxima porque vinha de duas derrotas e precisava me testar no peso médio (84kg) para ganhar mais confiança antes de lutar um megaevento aqui em Guayaquil, na minha cidade. Não posso perder. Os treinos estão excelentes, a Alliance Equador tem muitos atletas no card, o que me ajudou a contar com bons sparrings. Lutei faz uma semana no Inka FC e consegui finalizar na guilhotina, então me sinto no ritmo para esta luta.

Conhece o jogo do Brian Green?

Estudei os vídeos do Green e respeito sua evolução. Ele é um atleta com bom boxe e que também pratica Jiu-Jitsu. Venho me dedicando muito à luta em pé, mas a meta é finalizar sempre. Este ano fui sparring do Demian Maia, o que me ajudou muito na parte técnica e em toda logística de organizar um camp. Podem esperar um espetáculo, sempre luto com muito coração.

Qual a maior dificuldade de tirar o kimono e sair na mão no MMA?

Eu adaptei meu Jiu-Jitsu ao MMA moderno. A experiência é o que nos deixa tranquilo antes de entrar no cage. Na verdade acho que a parte mais difícil nessa transição é aprender a receber golpe. O atleta de Jiu-Jitsu e wrestling em geral não se sente confortável nisso, mas eu já me testei, sei que tenho bom queixo.

Como anda o trabalho no Equador?

Sou professor de Jiu-Jitsu aqui, então a vida é treinar e ensinar. Meu trabalho é a difusão e massificação do nosso Jiu-Jitsu na América Latina. Como ocorreu no Brasil nos anos 1980 e 1990, tem momentos aqui em que preciso tirar o kimono para provar mais uma vez a eficiência do nosso Jiu-Jitsu. Agora mesmo estou indo para a academia dar mais uma aula de kimono. Essa é minha vida, a minha essência. Para os que não sabem Guayaquil é um polo de Jiu-Jitsu, e acredito que seja a maior potência na América Latina fora do Brasil.

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