O que a perigosa Bia Mesquita pretende no Mundial de Jiu-Jitsu?

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Beatriz Mesquita em ação no Pan 2013. Foto: Erin Herle/GRACIEMAG

A pacata Long Beach, na Califórnia, recebe a partir de 29 de maio os mais valentes lutadores do planeta, sejam eles craques tarimbados ou praticantes novatos. Uma das mais ferozes estrelas da 18ª edição do Campeonato Mundial vai lutar de rabo-de-cavalo. Trata-se da faixa-preta de Saquarema Beatriz Mesquita, da Gracie Humaitá, inscrita no peso leve. Suas concorrentes ao ouro na categoria são cinco guerreiras vindas de todos os cantos do planeta: Fabiana Borges, Nádia Melo, Tracey Goodell, Sayaka Shioda e Lauriane Mendes.

O que Bia Mesquita espera para 2013? No mínimo, sonha repetir o feito do ano passado: “Quero meu bicampeonato na faixa-preta”. Veja o que mais ela pretende aprontar, em papo com GRACIEMAG.

GRACIEMAG: O que você mais treinou para o Mundial 2013?

BEATRIZ MESQUITA: Estou treinando muita guarda para manter meu jogo e estou afiando a passagem para melhorar, porque a maioria das meninas tem hoje um bom jogo de guarda. Vamos ver se eu preparo algo novo, às vezes eu mesmo me surpreendo (risos). Quero manter meu título na faixa-preta. Finalizar é sempre o objetivo, mas acho que na verdade o golpe perfeito é apenas consequência de uma boa luta.

Você já traçou sua tática para as oponentes no Mundial?

A estratégia vocês vão descobrir nas lutas, mas vou fazer meu melhor. Não mudei muito depois do meu primeiro título na faixa-preta no ano passado, só ajustei algumas posições. Estou muito focada, já mentalizando a vitória e o quanto é dura a trajetória para chegar lá. Isso me deixa mais forte e confiante para o Mundial.

Como você avalia a disputa do peso leve e uma possível revanche com Nádia Melo (GFTeam), que venceu você na seletiva para Abu Dhabi?

Na faixa-preta são sempre lutas difíceis, todas estão em busca da medalha de ouro e estão treinadas para isso. O mais importante é não errar e colocar meu jogo primeiro. Quero fazer boas lutas, a vitória passa a ser consequência. A Nádia é uma boa atleta. Vem conquistando seu espaço, foi a Abu Dhabi e fez boas lutas. É sempre bom ter a oportunidade de uma revanche, é a chance de não cometer novamente os erros que levaram a derrota.

Bia, você sempre entra nos absolutos, mas nuca teve outra menina da mesma equipe na faixa-preta. Este ano será diferente, com a chegada da Mackenzie Dern. Como você vê o eventual encontro com ela?

É o trabalho dela assim como o meu. A gente não treina mais juntas, então se acontecer de ter de lutar vamos lutar, e que vença a mais preparada e merecedora.

O que você acha que falta para vencer o aberto e como anda a rivalidade com Gabi Garcia?

Talvez falte eu ser um pouquinho maior (risos). Mas falando sério, eu já me sinto muito feliz de estar sempre no pódio, sendo peso leve. Vou continuar treinando duro para um dia conquistar o ouro. Em Abu Dhabi, ela me pediu desculpas pelas coisas que disse depois do Pan e ficamos numa boa. Sempre achei que a rivalidade deve ficar dentro do tatame. Cumprimento todas as minhas adversárias, não tenho problema com ninguém e não era diferente com ela. Bom que ela agora também pensa assim.

Você a conhece muito bem, seria capaz de apontar uma falha no jogo dela?

Não vejo a Gabi Garcia fazendo guarda. Então, talvez, ela tenha dificuldade nesse jogo.

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