Marcos Souza e Satoshi reforçam a Atos no Mundial de Jiu-Jitsu

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Marcos Souza e Roberto Satoshi comemoram. Foto: Arquivo Pessoal.

O Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu realiza sua 18ª edição em Long Beach, na Califórnia, do dia 29 de maio até 2 de junho. A faixa-preta vem recheada de craques, como Marcos Souza, que vem embalado com o título em Abu Dhabi, e trocou a rotina de treinos no Japão para afiar o jogo em San Diego.

Souza, junto com o irmão Roberto Satoshi, vai representar a equipe da Atos pela primeira vez no Mundial, após anos de bom relacionamento com o time de André Galvão, Ramon Lemons e os Mendes.

Segundo Marquinhos, a missão de um irmão orientar o outro ficou cada vez mais difícil quando Satoshi subiu para a faixa-preta. GRACIEMAG conversou com os jovens talentos da academia Bon Sai.

GRACIEMAG: Então será o primeiro campeonato de vocês pela Atos?

MARCOS SOUZA: Isso, o André Galvão deu a maior força para a gente vir para Califórnia e está nos ajudando nos treinos. Temos amizades que também influenciaram na nossa escolha para virmos a San Diego, como o Rafa e o Guilherme, o Bruno Frazatto, Guto Campos e outros. Como forma de agradecimento vamos tentar fortalecer o time deles na faixa-preta. No Japão continuaremos dando aula pela Bon Sai, equipe fundada pelo nosso saudoso pai há 20 anos. Sempre tivemos uma amizade muito boa com muitos faixas-pretas de outras equipes. Muita gente não sabe, mas no Brasil eu treinava com o (Rubens) Cobrinha e Michael Langhi. Quando o Lucas Lepri e o Cobrinha foram ao Japão ficaram na minha casa.

Como começou a parceria com o André Galvão?

Teve início quando o Roberto e eu vínhamos lutar nos Estados Unidos. Era só nós dois pela equipe, então a gente ficava revezando no córner um do outro. Quando o Satoshi subiu para a faixa-preta começou a ficar mais difícil um torcer pelo outro, e o pessoal da Atos sempre nos ajudou nessa hora. Por vezes eles nos ajudavam a montar a estratégia para cada oponente, ficavam em nosso córner e assim passavam uma certa segurança. Independente de equipe sempre torceram e nos ajudaram. Coisa que ninguém nunca fez por nós antes, por isso fizemos essa escolha este ano.

Como são os treinos com o esquadrão da Atos em San Diego?

Os treinos estão realmente muito sinistros. Antes eu admirava o André Galvão como lutador, mas hoje admiro como líder. Ele realmente puxa a gente quando estamos cansados e sabe levantar a equipe. Os treinos são totalmente voltados para a competição e tenho certeza de que isso vai me ajudar muito, e ao Satoshi também. Já vencemos adversários duros, ganhamos campeonatos importantes, mas com esse suporte tenho certeza de que vamos evoluir e surpreender muita gente ainda. Não posso dizer que é a partir de hoje porque ainda é muito cedo para colher esses frutos. Mas, vamos plantar e num futuro próximo já espero que a gente esteja incomodando muita gente em nossas categorias. Pessoalmente, por exemplo, eu nem me acho talentoso, porém a força de vontade supera o talento. Espero dar o meu melhor todos os dias, por todos aqueles que torcem e acreditam em mim. Nos vemos no Mundial!

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There are 4 comments for this article
  1. Jadilson Braga at 10:19 pm

    profissionalismo ou final dos tempos ? lembro de uma época q academia eram rivais, seguravam posições (escondia) n sou contra a isso, mas sou fã da rivalidade sadia ! mas n condendo quem pensa assim, oss

  2. Anderson Souza at 10:53 pm

    Sou aluno deles pela Bom sai JJ, eles são realmente exemplos de ser humano, todos nos temos alguma rivalidade, pois a vontade de vencer cria isso, mais são apenas adversários e não inimigos.

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