Entre as 10 do mundo, Mackenzie quer ouro e sonha com “férias” de Gabi

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Mackenzie Dern. Foto: Erin Herle/ GracieMag

O barulho em torno da jovem Mackenzie Dern (Gracie Humaitá) não é à toa. Aos 20 anos, ela foi campeã mundial de Jiu-Jitsu da faixa-azul até a marrom, e já está entre as dez melhores faixas-pretas do mundo no ranking da IBJJF – mesmo sem ter feito sua estreia em Mundiais ainda.

Filha de Wellington “Megaton”, e aconselhada pela madrasta e campeã de Jiu-Jitsu Luka Dias, a jovem atleta em ascensão treina forte e doma a ansiedade para a disputa no peso-pena no Mundial 2013, evento que começa a 29 de maio e vai até 2 de junho.

No Pan, Mackenzie também tentou o absoluto, mas acabou batucando para a atual rainha absoluta. O que ela aprendeu com a derrota? Será que está preparando alguma novidade? Deixemos que ela conte, a seguir.

GRACIEMAG: Como você está preparando o corpo e a mente para esta estreia marcante no Mundial de Jiu-Jitsu, agora na faixa-preta?

MACKENZIE DERN: Estou ansiosa. Minha história em Mundiais é agradável, mas ao mesmo tempo sei a diferença de lutar nas outras faixas e agora na elite. Se ganhar ou perder, uma coisa eu sei: vou ter muito o que aprender com este Mundial. Na faixa-preta você tem de chegar muito preparada, e é assim que eu vou. A meta é sair com mais um título mundial. Sei que Mundial na faixa-preta não é Disneylândia. Vou continuar treinando forte para enfrentar os desafios em Long Beach, a primeira parte foi no Arizona e agora vamos para San Jose, para terminar os treinos na academia do Caio Terra.

Que detalhe você enfatiza nessa reta final de treinos?

A parte cardiorrespiratória é vital, pois as lutas podem durar dez minutos, e em alta intensidade. Também estou focando muito em manter as posições nos últimos minutos de luta. É um erro que já cometi antes e estou tentando corrigir.

Qual o balanço do Pan e do WPJJC de Abu Dhabi, como faixa-preta?

Certamente eu queria ter vencido lá, mas analisando com frieza eu não fui mal. Vencer esses torneios é um objetivo mais para 2014. No Pan e no WPJJC eu cheguei até a final, com menos de seis meses na faixa-preta. As meninas que me venceram na verdade foram melhores mesmo. Não posso reclamar não. Falta ainda uma dose de malandragem. Para isso, basta se testar mais e controlar a adrenalina e a frieza.

Que números da sua carreira você gosta mais?

Luto o Mundial há seis anos, no peso e absoluto, e só não finalizei seis lutas. É legal também este fato de eu já estar entre as dez melhores do mundo, no primeiro ano como faixa-preta.

Ao bater de frente com Gabi Garcia no Pan, você não resistiu e bateu no pescoço. Dá para sonhar com uma vitória surpreendente no palco maior do Mundial?

Eu aprendi ali que é bem diferente vê-la lutar e ir lá e sentir o jogo dela. Todo mundo fala, mas até ir lá e sentir na pele ninguém deve julgar ninguém. Aprendo muitas coisas com todas as minhas adversárias. Com a Gabi tirei a lição de não ter medo. Não se pode confundir respeito com medo. É preciso entrar na luta confiante contra qualquer um, pois na pior das hipóteses você aprende. Não tem problema nenhum dar os três tapinhas, ninguém se machuca e só dá mais vontade de treinar mais e tentar fazer melhor. Agora, não estou pensando nela. Afinal, para surpreender a Gabi, preciso surpreender muitas guerreiras antes. Só posso pensar na campeã mundial absoluto se eu conseguir passar das outras lutas. Acho que seria muito bom se a Gabi resolvesse tirar umas férias entre os dias 29 de maio e 2 de junho, mas não confio nisso não (risos).

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