Após Copa Pódio, Tererê ganha esperança de ir ao Mundial de Jiu-Jitsu

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Vinicius Marinho venceu Fernando Terere por 8 a 2

Vinicius Marinho virou a luta com Tererê, e venceu por 8 a 2. Foto: Gustavo Aragão

Após ser cumprimentado pela boa exibição na Copa Pódio, o peso leve Vinicius Marinho, terceiro lugar no GP, sentou-se no chão ao lado do repórter com as pernas cruzadas e os olhos brilhando.

“A campanha foi legal, mas lutar com Tererê foi certamente o ponto alto. Foi uma emoção indescritível”, sorriu o atleta da GFTeam, ao lembrar a atuação no duelo de abertura do evento, que começou a garantir a vitória da GFTeam em cima da Alliance, em três combates que terminaram num placar total de 14 a 4.

“Quando eu me vi frente a frente com ele, perdi até a concentração, pois eu sabia que era um momento mágico. Mas aí ele me raspou e fui forçado a voltar à realidade e lutar. Raspei de volta, passei, deu tudo certo”, disse Vinicius, que talvez lute o Mundial de peso médio, em Long Beach.

Do lado de Tererê, o resultado foi encarado com naturalidade.

“Fernando está voltando agora, e uma eventual vitória ia mascarar muita coisa. Ele precisa de um nutricionista e um preparador físico para voltar à velha forma”, comentou Elan Santiago, faixa-preta da Alliance e amigo de infância do faixa-preta. “Sem falar que o bicho passou os últimos 20 dias sem comer quase nada, no máximo frutas, para perder o peso. Estava sem força. Raspou bonito mas depois não teve como segurar, e foi raspado da guarda X, do mesmo jeito que o Rodolfo rasparia o Léo Leite no duelo deles”.

Ajuda de Tati e Marcelinho Garcia

Tererê levantou a galera no Hebraica, domingo, e sua presença foi festejada pelo organizador Jeferson Maycá, que já pensa no astro do Cantagalo para uma próxima superluta, agora no peso médio, categoria de Fernando. Mas o faixa-preta tem outros planos antes disso.

Na última semana, Fernando dirigiu-se ao consulado dos EUA no Rio munido de todos os documentos possíveis (“Tinha carta de recomendação até do Papa se bobear”, brinca Elan). Diante da funcionária, ouviu que só faltava uma carta: o atestado de absolvição do processo que viveu nos EUA, por conta de uma confusão a bordo de uma aeronave. “Não tenho, perdi”, respondeu Tererê.

A carta agora precisa ser obtida nos EUA. Em Nova York, Tatiana Tognini e Marcelinho Garcia já se ofereceram e estão ajudando o amigo. Se o visto sair a tempo, muito provavelmente Tererê vai voltar a ser visto na beira dos dojôs de Long Beach. Ou em cima deles, se ele recuperar bem o peso e estiver a fim de competir de novo.

Bicampeão mundial na faixa-preta em 2000 e 2003, Fernando Tererê não luta o evento desde 2004, quando foi vice no pesadíssimo, ao parar diante de Fabricio Werdum, hoje no UFC.

 

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