Jiu-Jitsu, amarração e mídia em debate

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Paulo Miyao e Keenan Cornelius na final do absoluto marrom em Abu Dhabi

Paulo Miyao e Keenan Cornelius recebem a punição, na final em Abu Dhabi. Foto: Dan Rod

(Por Breno Sivak, professor de Jiu-Jitsu)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) nem ligou para o fato de a luta livre olímpica estar nos Jogos desde seu nascimento, e relacionou a modalidade entre os esportes que poderão deixar as Olimpíadas a partir de 2020 – a decisão sai em setembro de 2013. A polêmica reforça o argumento de que todo esporte depende da mídia, de ser interessante de assistir, e que nada é garantido. Por sua vez, o Jiu-Jitsu espalhou-se pelos cinco continentes, mas os fãs continuam confundindo a arte marcial dos irmãos Gracie com o vale-tudo.

O Jiu-Jitsu recriado e readaptado pelos Gracie teve o viés de tornar seu representante invencível se a luta fosse sem regras, sem pontuação e sem tempo. Era praticado de forma defensiva, como reza a defesa pessoal: o contra-ataque e a finalização eram executados a partir do erro provocado pelo agressor. Tal foi o cerne dos ensinamentos da época pré-competição, e é este basicamente o Jiu-Jitsu usado pelos lutadores de MMA hoje.

Após resistir um pouco, grande mestre Helio Gracie entendeu que a melhor maneira de espalhar o Jiu-Jitsu pelo mundo seria escrevendo um livro de regras e regulamentos para as faixas, e assim deu-se início à era das competições. Criou-se aí uma nova modalidade dentro do Jiu-Jitsu Gracie pois, ainda que usando da mesma metodologia, as regras obrigaram os lutadores a uma dinâmica de luta completamente diferente e uma estratégia com um plano de luta. Entrava em campo a pontuação, útil para se garantir a vitória caso o tempo regulamentar acabasse e a finalização não acontecesse (o que acaba ocorrendo na maioria das lutas nos campeonatos). Com o advento da pontuação e da estratégia, nascia a “amarração”, muitas vezes embutida no plano de luta, com a função de cadenciar as ações após garantir alguns pontos.

Estive em Abu Dhabi, durante o WPJJC 2013, como convidado, para produzir pelo segundo ano consecutivo um programa sobre o campeonato profissional para o Canal Combate da Globosat. Apesar de o canal ser brasileiro, chamar Combate e ter entre seus funcionários jovens brasileiros praticantes ou apreciadores de Jiu-Jitsu, me foi dito que a audiência sempre cai durante as exibições de lutas de Jiu-Jitsu. Por isso, não querem exibir programas sobre competições de Jiu-Jitsu. Repare que estou me referindo a um canal de artes marciais, onde seus milhares de assinantes são brasileiros e obviamente entusiastas ou praticantes de Jiu-Jitsu. Por que isso ocorre então? Para mim, a resposta é clara: muitas lutas amarradas e chatas de se assistir.

Amarração e castigo

Por este motivo, considero a luta entre os fenomenais Keenan Cornelius e Paulo Miyao, ocorrida na final do peso aberto da faixa-marrom em Abu Dhabi, como um marco. Interrompida pelo árbitro Luciano Mendes, que desclassificou ambos os astros da nova geração por falta de movimentação, a luta nos obriga a pensar em uma reformulação das regras do nosso Jiu-Jitsu. A mudança não seria em relação à regra em si, mas acerca dos eternos segundos (para quem assiste) que as lutas ficam paradas atualmente. Os 30 segundos de falta de combatividade, permitidos há pouco tempo, foram diminuídos para 20 segundos atualmente. Será que 20 segundos ainda não é muito? O debate é por aí.

O desfecho da luta entre Keenan e Miyao nos mostrou o caminho. Os juízes de Jiu-Jitsu devem priorizar o tempo de combatividade, enquanto os competidores precisam saber que serão de fato punidos e até desclassificados se insistirem. Com isso, fatalmente passariam a adotar um plano de jogo dinâmico e progressista. E o público não veria mais a cena de lutadores conquistando dois pontinhos e, a partir daí, simulando ações enquanto olham para a tela do cronômetro, apenas esperando o tempo passar, como virou triste rotina nos campeonatos.

Os que acompanham o judô há tempos devem se lembrar bem de como as lutas eram amarradas no passado, com ambos os atletas dançando sobre o tatame. Hoje, vemos como o esporte ficou dinâmico, depois da rígida e prioritária aplicação do “shido” – a punição por falta de combatividade ou objetividade na luta. No judô, basta por vezes uma pegada diferente na gola ou lapela para que o juiz sinalize o “shido”, pois a autoridade máxima entende que aquela simples pegada só tem uma serventia: a de amarrar as ações.

A punição severa é a solução simples e prática para que o Jiu-Jitsu nas Olimpíadas deixe de ser uma utopia. E isso só será passível de realização depois que os campeonatos forem mais excitantes e a mídia observar seus índices de audiência subindo. Por consequência, teremos ainda mais adeptos pelo mundo e condições reais de sensibilizar a comissão que decide a inclusão de novos esportes nos Jogos.

E você, concorda com a opinião do faixa-preta Breno Sivak? Comente com a comunidade do Jiu-Jitsu, aqui em GRACIEMAG.

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There are 84 comments for this article
  1. Will Carvalho at 5:23 pm

    Sivak está certíssimo. Carlos e Hélio eram totalmente contra esse jiu jitsu que se vê. O jiu jitsu objetivo é o que busca a finalização. É bonito ver um jogo em que os atletas atacam o tempo inteiro enquanto o outro se defende sem amarração. Sinto falta dos clássicos do passado.

  2. Du Gatti at 5:29 pm

    Acho que como tudo na vida o jiu-jitsu tbm deva ser atualizado( modernizado) , porem sem perder a essencia da arte.
    O jiu-jitsu é e sempre sera uma arte de paciencia e amarraçao, tecnica e destreza . Limitar o tempo na competitividade so destruiria a base do qual o mestre helio sempre quis mostrar " paciencia e tecnica fazem um lutador mais fraco vencer um oponente mais forte".

  3. Jonnathan Dias at 5:32 pm

    Acredito que deveria ser mudada essa regra os 30 seg eram ideais. pois há uma estrategia, pois há campeonatos que se luta mais de 5 ou 6 lutas imagina se não pudesse mais amarrar não haveria preparação física que aguante 6 lutas bem movimentadas.

    • Isaias Moraes at 5:35 pm

      Curling nao dá audiencia…eles preenchem os canais com esporte do "gelo" por obligação de contratos.

  4. Silas Robson at 5:41 pm

    Em um debate passado, Alexandre Ribeiro falo sobre o que é o natural de uma luta de jiu jitsu, um fazendo guarda outro passando a guarda, pois não os dois fazendo guarda, Isso na minha opinião está correto, A pergunta é;quando os atletas caem em uma posição passando e raspando aonde que qualquer vacilo de ambos sofrem ataques, quem vai abdicar primeiro ?que vai correr o risco?hoje em dia as lutas são definidas por vantagens, por detalhe,
    Acaba ficando na mão do Juiz, mais nem sempre ele toma a decisão certa, Falo pois aconteceu comigo no Brasileiro de jiu jitsu esse ano em São Paulo, nas Quartas de final na preta adulto meio pesado, E tem que acabar com a punição só pra que está por cima, pois o cara que está por baixo mesmo com a guarda aberta consegue amarrar sim.
    Concluindo, a nossa arte proporciona diversos tipos de combates, basta o juiz saber interpretar qual o tipo do combate, Nunca teremos lutas iguais, Por isso que nossa arte é diferenciada, Pois cada combate e uma guerra diferente.
    Obrigado

  5. Felipe Fachim at 5:45 pm

    Não sou a favor da amarração! Mas acredito que a maior audiência do canal combate seja de fãs de mma, que hoje já virou moda, por isso que não aguentam assistir todo jogo técnico do jiujitsu moderno !

  6. Manoel Junior Ferreira at 6:05 pm

    É isso ai , muitos não sabem a filosofia do jiujitsu e treinam para campeonatos sem saber o que é jiujitsu de verdade .Jiujitsu é para vida toda , mais tem muitas academias que não sabem disso e se dizem lutadores

  7. Marcelo Jorge Cogumelo Bjj at 6:05 pm

    Nao concordo com relação ao fato de a baixa audiência do canal Combat no horário do programa de Jiu-Jitsu, estar diretamente relacionada em si, com as lutas exibidas. Acredito sim, que a maioria dos telespectadores praticam, e si nao, já praticou o BJJ. Acredito também que a outra parcela dos (telespec.) são praticantes de outras artes marciais e nao si familiarizam com o BJJ. Sabemos que hj o MMA é a atividade física que engloba a maioria das artes marciais praticadas no mundo, então por isto traz tanta visibilidade aos veículos de informação. MMA – MixdasArtes.

  8. Tarcísio Jardim at 6:17 pm

    Quer menos amarração? Diminua o tempo de luta, assim como foi feito no judô. Uma luta de judô dura 5 minutos em tempo normal, enquanto uma de jiu jitsu, dura 10 minutos para faixa preta, realmente é muito chato de assistir e lutar.

    Punição mais severa não é a solução, afinal de contas o que é mais interessante de assistir, uma maratona ou a prova de 100 metros?
    Cadê a premiação para os atletas também? Todo mundo quer ver o show, mas ninguém quer pagar os artistas. A CBJJ precisa fazer algumas mudanças e não ficar querendo tapar o sol com peneira.

    • Glauber Da Silva Batista at 6:26 pm

      A Desclassificação foi absurda, impressionante mente a luta estava boa, pelo menos nessa não estavam amarrando tanto, estava movimentada, os dois atacando, tanto é que a última punição estavam com a americana encaixada no pé um do outro, com isso pode ser amarração? e todos os outros atletas que eles venceram pra chegar até alí. achei um absurdo, uma falta de consideração com os atletas e com a trajetória a qual tiveram que enfrentar pra chegar até alí. Um exagero sem tamanho.

    • Acad EspaçoLife at 7:56 pm

      Disse tudo…diminua o tempo de luta….berimbolo com agressividade pra buscar a finalização é uma coisa…agora pra essa amarração e nao fazer nada…igual a tal 50/50…deveria ter no maximo 30 segundos pra agir…senao volta em pé…e a famosa premiação em dinheiro…poxa..CBJJ …multiplica ae..3000 atletas x $ 130 dolares = $ 390.000,00 mil dolaresssssss…ta maluco…isso se nao der mais de 3 mil atletas…com certeza a melhor organização que existe é a da CBJJ…mas premiar os atletas somente com medalha e camisa recebendo esse valor de inscrição?????????????rs…tem algo errado ne..rs…ja passou da hora de mudar isso…e sem aquele papinho que o jiujitsu é amador e por isso nao da premiação…Carlinhos Gracie…vivemos e mtos tem o sustento dando aulas de jiujitsu…entao nao é amador..e sim uma profissao…vamos mudar isso ae e valorizar tantos guerreiros que vivem ou sobrevivem do jiujitsu…eu sou um deles…e pra ir no RJ lutar o Brasileiro se gasta daqui do ES pelo menos 500 reais…logico q o titulo brasileiro abre portas para patrocinios…mas patrocinios nem sempre sao em $$$…pense nisso…valorize o pessoal que te deixou mto rico…rs…nós competidores…ossss

    • DiPipe Luciano Júnior at 4:33 am

      Não é mais fácil você amarrar 5 minutos do que 10 ?
      Se só tem 2 minutos e meio de luta, voce tem 2 pontos e 1 vantagem, voce só precisa segurar por mais 2 e meio.
      Se forem 6, voce ainda tem mais da metade da luta, então corre o risco de sofrer pontos e não correr atrás.
      Sendo 10 minutos, voce ataca menos pra se poupar mais.
      Parece simples pra mim.

  9. Regina Rocha at 6:19 pm

    Será que uma das soluções já não foi apresentada no World Pro?… Lutas com 6 minutos de duração (até nas finais), punições a cada 20 segundos. Quando se reduz o tempo, se aumenta a dinâmica da luta. Insistiu na amarração, desclassifica-se um lutador. O árbitro Luciano Mendes agiu corretamente. ESTA LUTA SERVIU DE EXEMPLO PARA OUTROS ATLETAS E OUTROS ÁRBITROS. Afinal de contas qualquer esporte vive e sobrevive com bons exemplos, no caso do BJJ, com "grandes lutas".

  10. André Guedes at 6:20 pm

    SOU AVERSO AO JOGO AMARRÃO, PORÉM QUEM É FAIXA PRETA SABE QUE UMA LUTA DE 10 MIN É DURO, MUITO TEMPO, IMPOSSIVEL DAR GIRO CONSTANTE DURANTE TODAS AS LUTAS..

  11. Jadilson Braga at 6:56 pm

    berimbolo é uma posição chata de se assistir quando os dois atletas fazem o mesmo tipo de jogo, imagina ai o Barcelona jogando com o Barcelona clone naquele toque de bola nojento de ver ? chato! berimbolo é uma posição tecnica e bonita de se ver qdo um atleta se dispoe a passar (matar a posição) e o outro tem a posição afiada, regras, tempo, pra mim nada disso vai fazer mudar o jiu-jitsu "MODERNO" e o que é o jiu-jitsu gracie é a evolução do antigo jiu-jitsu, adaptação, vamos parar de reclamar e estudar como matar a posição foi assim qdo surgiu a meia guarda, a guarda de la riva , logo logo vai aparecer outra posição que anule o berimbolo e ai nasce outra posição e por ai vai, o que está faltanto tbm são as regras se adaptarem ao novo modo de lutar, Jiu-jitsu competição é isso mesmo !

  12. Mario Filho at 7:00 pm

    A audiência do jiu-jitsu em todos os tipos de cobertura, inclusive duas em Abu-Dhabi, Mundial da IBJJF, Europeu, e todos da CBJJ no Brasil sempre foi bem satisfatória no Sensei Sportv antigo. Excelente artigo, Breno. Parabéns. Parabéns ao Pirulito tb pela coragem e fidelidade ao belo jiu-jitsu competitivo. abraçOSS

    • Breno Sivak at 9:31 pm

      Bom ler sobre sua inequivoca experiencia digna de uma autoridade no assunto como vc Mario Filho, como tb comentou o Cristiano Marcelio = O MMA hoje esta para o Brasil e o mundo como o Jiu Jitsu da era pré explosão do MMA estava para o Rio. Participei da reunião pós Capeonato em Abu Dhabi e já decidiram, por votação unanime diminuir para 15 segundos o tempo permitido sem ação. Alguns que comentaram não sabem que o tempo da preta em Abu Dhabi é de 6 minutos e ainda assim vi enorme quantidade de lutas com os lutadores olhando para o cronometro cadenciando e amarrando as ações para garantir a vitória o que prova que não é o tempo da luta o problema e sim o tempo que ela fica parada, amarrada ou sem ações…

  13. Luis Henrique Silva Santos Bjj at 7:05 pm

    Concordo com todo tipo de melhoria para que o Jiu-jitsu se torne um esporte olímpico, só não acho certo misturar técnicas e estratégias como o "berimbolo" com amarração, cada um tem uma estratégia e os tempos mudaram muito, hoje é muito mais difícil um lutador pena, pluma ou leve finalizar um pesado ou pesadíssimo e aí o que vale é a estratégia… tem horas que é necessário dar uma amarrada, até mesmo porque são 10 minutos seguidos.

    • Marcelo Jorge Cogumelo Bjj at 12:05 am

      Muito legal esta observação. Berimbolo e nenhuma técnica existente ou que venha à existir. O video em questão, se eu nao me engano é de uma das fases finais do peso Absoluto faixa Marron e entre atletas de diferente pesos o que é algo que deve ser levado em consideração. Fisicamente a uma grande diferença entre um atleta que pesa 75,0kg e o outro 65,0kg. Sem contar o estilo de jogo de cada um e estratégia de luta. Nao é fácil!

  14. Lucas Tonhá at 7:08 pm

    Que há uma necessidade gritante para se combater o problema da amarração nas lutas ninguém tem dúvida. A questão é se vale a pena mesmo se submeter ao COI e às politicagens inerentes a ele para entrar nas olimpíadas. É muito poético e bonito no papel, mas na prática pode trazer mais prejuízos do que benefícios. O próximo passo importante para o esporte é a profissionalização, seguindo a linha de eventos como o wpjjc, metamoris e copa pódio. Porém, de uma forma ou outra ainda há demanda para que as lutas sejam mais dinâmicas e menos paradas.

    • Adriano Lima at 7:34 pm

      A prova disso foram as lutas do Victor Estima no WPJJC 2013, em todas as lutas ou ele finalizou ou tentou finalizar a todo momento, em nenhum minuto amarrou uma luta nem sequer para ganhar uns pontinhos. Dai fiquei pensando pq essas finalizações não valeram nada? é injusto o atleta ser ofensivo toda a luta e perder pq outro amarrou um pontinho, a regra deve estimular o atleta ofensivo e não o amarrao.

    • DiPipe Luciano Júnior at 4:38 am

      Adriano Lima Mas na minha opinião o Victor na final estava perdendo e buscando a finalização, quando viu que o adversário se defendia, começou a correr atrás de 2 pontos faltando segundos.
      Acho que o fato de não buscar a finalização direto não é o real problema.

  15. Adriano Lima at 7:24 pm

    Esta apenas mostrando um ponto de vista comercial e mais fácil, quando na realidade o jiu-jitsu ou qualquer outro esporte, não tem que mudar a si próprio pra agradar e ser compravel, mas sim deve haver um trabalho de esclarecimento e ensinamento do esporte para que quem assiste entenda o que esta assistindo, e não apenas assista por que é legal. O esporte não ganha nada com esse espectador que ira trocar de escolha assim que ver outra coisa mais legal.

  16. Felipe Silva at 7:37 pm

    Na minha mera opinião, concordo que existe muita amarração mais acho também que o Jiu Jitsu está perdendo um pouco da essência , hoje não existe o mesmo respeito dentro de u m tatame como a 10 anos . Faixa azul achando que é faixa preta , sei lá , ta meio fora do assunto mais serve como desabafo.

  17. Acad EspaçoLife at 7:57 pm

    Disse tudo…diminua o tempo de luta….berimbolo com agressividade pra buscar a finalização é uma coisa…agora pra essa amarração e nao fazer nada…igual a tal 50/50…deveria ter no maximo 30 segundos pra agir…senao volta em pé…e a famosa premiação em dinheiro…poxa..CBJJ …multiplica ae..3000 atletas x $ 130 dolares = $ 390.000,00 mil dolaresssssss…ta maluco…isso se nao der mais de 3 mil atletas…com certeza a melhor organização que existe é a da CBJJ…mas premiar os atletas somente com medalha e camisa recebendo esse valor de inscrição?????????????rs…tem algo errado ne..rs…ja passou da hora de mudar isso…e sem aquele papinho que o jiujitsu é amador e por isso nao da premiação…Carlinhos Gracie…vivemos e mtos tem o sustento dando aulas de jiujitsu…entao nao é amador..e sim uma profissao…vamos mudar isso ae e valorizar tantos guerreiros que vivem ou sobrevivem do jiujitsu…eu sou um deles…e pra ir no RJ lutar o Brasileiro se gasta daqui do ES pelo menos 500 reais…logico q o titulo brasileiro abre portas para patrocinios…mas patrocinios nem sempre sao em $$$…pense nisso…valorize o pessoal que te deixou mto rico…rs…nós competidores…ossss

  18. Alexandre Marciano Ricardo at 7:58 pm

    Vo fazer uma competição com as seguintes regras:
    Lutas de 7 minutos
    Nos primeiros 5 só vale finalização (não é creditado nenhum ponto)
    Caso não haja finalização vamos para uma prorrogação de 2 minutos onde cada finalização encaixada vale um ponto. Vou tentar dar maior velocidade e dinamismo. Vamos ver o que acontece. Ossssssssssssssssssssssssssssssss

  19. Eliflavio Gomes at 9:47 pm

    NO MEU PONTO DE VISTA DE FAIXA BRANCA, ACHO QUE AMARRAR UMA LUTA TBM É UM SINAL DE CANSAÇO, ONDE ELES FICAM TOMANDO UM TEMPO PRA VOLTAR O FÔLEGO, ACHO QUE JIU-JITSU DEVE SER PRA FRENTE ONDE MOSTRA QUE NOSSO TREINAMENTO É O MELHOR E QUANDO EU VEJO UMA LUTA AMARRADA EU SINTO VONTADE DE DORMIR…FOI INVENTADA PRA SER A MELHOR E NÃO UM ENGARRAFAMENTO NA DUTRA OU EM ALGUMA OUTRA CIDADE DO MUNDO, É QU EU ACHO NA MINHA IGNORâN
    CIA….

  20. Pedro Ivo at 11:04 pm

    Budo challenge – Rickson Gracie, ex:

    Omoplata apenas encaixada 3 pts

    montada 1 ou 2 pts, nao lembro bem

    Resultado: as lutas sao insanas!!! quem ja viu sabe disso

  21. DiPipe Luciano Júnior at 4:50 am

    EU vou um pouco contra isso.
    Acho que o jiu jitsu não é atraente exatamente porque quem não conhece, quem não pratica e até, quem não compete, não dá valor aos pontos.
    COnheço muitos caras que treinam, são altamente graduados e não sabem como se ganha uma vantagem, não conhece os pontos, não dão um rola contando pontos pra vencer.
    Não adianta, o jiu jitsu esportivo não é porrada, é esporte de porrada, temos que cativar o público pelos pontos.
    A maioria das lutas que as pessoas gostam, são as que são definidas nos pontos, ou em finalizações no final da luta.
    Victor Estima x Kron Gracie
    Buchecha x Rodolfo
    Leandro Lo x Felipe Preguiça
    Rodolfo Vieira x Xande Ribeiro.

    O público gosta de ver viradas, goleadas, atropelos, gosta de ver um jogo aonde um vence disparado, mas corre o risco de ser finalizado.

    Mas as pessoas nas academias precisam conhecer as regras, precisam saber como se ganha e se perde e se a gente fingir que as tecnicas de raspagem, queda, passagem de guarda, etc… não tem valor, talvez tenhamos mais amarração, mais vantagem em cima de finalização mal encaixada.

    Eu não ligo pro BJJ ser olímpico, mas no Brasil, ele tem que ser grande, temos tradição, história, times, torcidas.
    Falta por parte dos mestres e praticantes a implantação mais forte de suas equipes na famílai, como se fossem times.

    Falta o desinteressado saber o básico, queda 2 pontos, raspagem 2 pontos, passagem de guarda 3 pontos, montada 4 pontos, costas com dois ganchos, 4 pontos, tentar qualquer dessas e o adversário defender ? 1 vantagem.

    Pronto, qualquer um consegue ver uma luta e entender o que está acontecendo, o resto das duvidas tira depois.

    O berimbolo não é amarração, amarração é um cara chegar na faixa marrom e não se garantir de passar uma guarda, seja lá de quem for.

    Se quiserem transmitir uma luta de jiu jitsu no canal combate, coloquem narradores, comentaristas, reporteres, explqiuem as regras na transmissão, tirem musiquinhas como fundo musical na luta, coloquem microfones ao lado dos coachs e façam apresentação dos atletas com a história deles pro público escolher pra quem torcer.

  22. Will Carvalho at 8:21 am

    É por isso tudo que nos campeonatos temos cada vez menos finalizações e mais vitórias por pontos. O nível técnico dos competidores influencia também, claro; tem estado bem similar.
    Porém, friso: o objetivo da arte não está sendo alcançado.

    Diminuir tempo de luta, mudar sistema de pontuação e melhorar remuneração dos atletas é o caminho para se tornar mais comercial(atraente à mida, patrocinadores e ao telespectador)e se pensar na inclusão do esporte numa Olimpíada, além de minimizar evasão dos praticantes para o mma devido ao baixo retorno financeiro.

    Alexandre Marciano, gostei dos 5 min de luta e da prorrogação de 2 minutos.
    A pontuação, muitas das vezes, nos inibe de arriscar mais(buscar a finalização), embora seja instrumento crucial para avaliar nível técnico dos competidores. Ela deve existir. O problema é a interpretação dos juízes que é falha, muita das vezes.
    Já vi alguns mundiais serem perdidos porque juízes interpretaram mal as vantagens, por exemplo. Quando um competidor é muito melhor do que o outro é mais fácil para julgar, mas quando os dois estão no mesmo nível, dá margem para resultados injustos.

    Adriano Lima, perfeito. A regra precisa beneficiar o jiu jitsu agressivo.
    O atleta melhor condicionado, mais técnico e objetivo deve vencer. Então, mudemos a regra. Essa deve ser a evolução do jiu jitsu. Adaptar para manter a essência: finalização.

    O meu respeito a todos que opinaram. Osss

  23. Romero Jacare Cavalcanti at 1:52 pm

    Concordo em genero, numero e grau.cabe ao juiz fazer a luta andar, temos bons juizes que conduzem as lutas de maneira correta advertindo os lutadores e rigorosos com a amarracao e temos outros que sao passivos, ficam paradoes pensando na vida e ai a amarracao impera, a luta fica parada e o cara nao faz nada, tem que talvez diminuir o tempo de punicao de 20 para 10 segundos nao sei ou que simplesmente hajam seminarios nos quais seja enfatizido isso para os juizes e eventos experimentais os Open aqui nos Estados Unidos por exemploou regionais ai em que sejam postas em pratica as novas regras e mentalidade dos juizes, mas que alguma coisa tem que mudar tem, ou veremos o nosso esporte perder cada vez mais terreno para o MMA por exemplo.

  24. Guga Mônica at 2:30 pm

    Que tal correr pelos dois lados? Diminuindo o tempo e apertando nas punições, talvez, consiga-se um pouco mais do "dinamismo" necessário para tornar a coisa interessante para o público leigo. O problema é que essa solução só beneficia os superatletas: o cara mais explosivo e mais forte. O real DINAMISMO do jiu-jitsu esta na ADAPTABILIDADE e, nada deixaria a parada menos DINÂMICA do que começar a ENGESSAR as coisas em prol de uma vaga nos jogos olímpicos. Mas, tem espaço para todo mundo, então, deixa tentar. Na minha humilde opinião, a melhor forma de transformar a parada em show e chamar a atenção da mídia, segmentada claro, seria investir em formatos como o do Metamoris, com mais tempo, áreas de lutas maiores e sem pontuação. A AMARRAÇÃO deixa de acontecer graças ao mkting da parada: O que vc pretende fazer? O que espera da luta? Bla, bla bla…A luta é casada pq por algum motivo o público quer ver aqueles dois caras lutando. Se neguinho chega lá e fica "abraçando" o adversário, com certeza, deixa de ser interessante para o público. Como tem grana rolando, muita gente vai querer mostrar dinamismo e continuar sendo convocado para os embates.
    BJJ: DINAMISMO, ADAPTABILIDADE e EVOLUÇÃO. OSs!

    • Halisson Ivo at 4:28 pm

      Guga, acredito que mudanças na essência de uma modalidade em prol de mídia alteram muito a evolução da mesma, e para pior, como o proprio Mestre Hélio Gracie defendia… O verdadeiro BJJ luta está ai nas academias e na vida em forma de acordo com suas origens de Defesa pessoal. A competição como conhecemos hj e no futuro com intensidade cada vez maior vai ser um esporte para poucos, e isso já não está de acordo com a filosofia do BJJ, Deveriamos escutar mais os Mestres que encabeçaram a origem da modalidade em nossas terras. O Metamoris como vc lembrou com certeza foi uma boa sacada para resgatar o BJJ raiz.

  25. Victor Miguez Angelo at 2:31 pm

    Otimo ponto de vista. O tempo de 10 mim nao deve ser mudado, desde que os 2 faixas pretas queiram lutar. Caso nao queiram, o juiz logo pune, e pune até desclassificar quem nao quiser lutar. Assim que começarem a ocorrer desclassificaçoes, duvido que a galera nao começa a "QUERER VENCER"

  26. Isaias Moraes at 5:30 pm

    BJJ – > Olimpiadas…esqueçam =( sem chances! eh necessario muito mais do que "ajustes " de regras para aproximar um esporte controlado financeiramente por poucos ( federações sem eleições etc etc ) do sistema burocratico Olimpico. Publiquem aqui a opinião, coerente , do sensei Luca Atala sobre o tema. OSS!

  27. Ismael Souza at 12:33 am

    Bem, existe a competição de Jiu-Jitsu, no entanto o Jiu-Jitsu não aparece com frequência. Existe uma coisa onde se embolam em busca de sua (normalmente única) posição forte. Se continuar, só será possível ver Jiu-Jitsu nos treinos das academias, e com razão não dá pra mídia transmitir um negócio desses!!!!

    • Gepeto Lima at 2:55 am

      Só o certo, infelizmente hoje muitos só querem o titulo ao invés de se testarem nas competições. Sou a favor q volte o Jiu Jitsu antigo, em que mostrava a verdadeira essencia do JIU, a porrada comia solta e se continuava indo pra dentro o tempo todo, era tempo ruím toda hora. Hoje vc ve uma acomodação de uma posição preferida ou outra. Estou do lado do Juíz nesse caso, CERTISSÍMO.

  28. Flavio Marinho at 11:11 am

    Concordo plenamente com a opinião do faixa-preta Breno Sivak , sou atleta de jiu-jitsu e meu mestre sempre me ensinou que embora o jiu-jitsu fosse um jogo de xadrez deveria ser jogado de maneira solta. Jiu-Jitsu amarrado é pra quem não tem confiança em si mesmo e para quem não impõe seu jogo… Respeito e admiro muito os dois atletas deste fato ocorrido, porem procuro ser versátil e por cima não paro, não dou chance para meu adversário respirar!! Oss… Obrigado a todos da GracieMag por contribuir significativamente no meu Jiu-Jitsu. Ass. Flavio Marinho. (Corinho)

  29. Oziel Carvalho at 1:32 pm

    O que vejo muitas as vezes em campeonatos são professores que não conhecem as regras corretamente não buscam aprimorar essa parte no seu jiu-jitsu. Os alunos sendo punidos por falta de combatividade e o seu professor querendo crucificar o arbitro. Não preocupam em educar o seu alunos avisando que ta sendo punido pela falta de combatividade. E não é com alunos graduados que isso acontece são na maioria das vezes faixas brancas e azuis.

    • Wendel Morais at 7:56 pm

      é verdade Oziel, não é so em jiu Jitsu, no TKD, tb acontece isso e a culpa sempre é do Arbitro que da a Falta para o Atleta, e isso por falta de ensino do proprio professor que nao ensina o que pode e o que nao pode, apenas joga o atleta e diz LUTA, LUTA E LUTA, resumindo quem ensina esta certo, e quem esta ali apenas para organizar e deixar a luta conforme manda as REGRAS, ESTAO ERRADOS

  30. Paulo de Abreu at 11:32 pm

    OS ¨CARAS¨QUE ELABORAM AS REGRAS NÃO LUTAM E QUASE NÃO TREINAM SÓ FICAM NA ORGANIZAÇÃO MUDANDO TODO ANO AS REGRAS SEM SUCESSO, SE ACHAM OS PODEROSOS DA CBJJ!ISSO PREJUDICA DEMAIS O JIU-JITSU QUE NUNCA SERA OLIMPICO SE CONTINUAR COM ESSA POLITICA!

  31. Diego Lima at 9:53 pm

    Colocar um limite de tempo também para os atletas que coloca na Fifty Fifty e fica amarrando nessa posição porque esta com uma pontuação na frente do seu adversário para que o tempo passe e ele ganhe por pontos!!!

  32. Circuito Open JJ at 12:28 pm

    Imagine que já são quase faixas pretas, imagine que sou um leigo em jiu jitsu, e vejo essa papagaiada, será que sabem defesa pessoal..quedas e etc?..sem comentários, fica a reflexão…oss . Não tem que mudar nada o que tem é que diminuir a tolerância..com lutas estáticas…oss

  33. Dâmokles Lira at 2:20 am

    No Ceará algumas federações já diminuiram o tempo de luta para 6 minutos (mesmo roxa, marrom e preta) e estão dando 1 ponto para um golpe encaixado com risco real de finalização, isso já dinamiza bastante…

  34. Alvaro Mansor at 12:03 pm

    Creio sim que o que se busca é uma melhora sempre das regras do nosso esporte para evitarmos estes tipos de situações como por exemplo a muitos anos atrás o tempo para um arbitro poder punir um atleta era de 40 segundos, quando então passou para 30 segundos e hoje temos uma realidade de 20 segundos e assim vamos buscando uma melhoria para nosso maravilhoso Jiu-Jitsu

  35. João Andrade at 8:30 pm

    Os Árbitros serem mais rígidos nas punições de Amarrações e também diminuir o tempo de luta para 5 minutos. Oss
    Mestre João Andrade
    Diretor de Arbitragem da Liga Brasileira de Jiu-Jitsu (LBJJ)

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