A original e divertida declaração de Roy Nelson

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Roy Nelson nocauteou Cheick Kongo no UFC 159 em Nova Jersey Foto All Bello:UFC

Roy Nelson usou seu canga-leitão apurado para deixar Kongo estirado na lona do UFC 159. Foto: All Bello/Zuffa via Getty Images

Sempre fui um grande fã de quem tem personalidade. Admiro essas pessoas que não se enquadram em padrões e que não desejam ser iguais a todo mundo. Assim, não tenho como não torcer por Roy “Big Country” Nelson. Para mim, não existe ninguém no UFC mais original do que ele.

Quem não acompanha MMA e vê Roy Nelson pela primeira vez, com seus 120kg mal distribuídos em 1,83m, sua expressão tranquila, sua barba desleixada e sua proeminente barriga, jamais diria tratar-se de um lutador profissional. Ainda mais um dos melhores peso pesados do esporte, que já enfrentou lutadores como Junior Cigano, Mirko Cro Cop, Fabrício Werdum, Stefan Struve, Matt Mittrione e Frank Mir.

Ter personalidade é ser você mesmo, independentemente da opinião geral. Quando o UFC queria promover o fenômeno da internet Kimbo Slice, levaram-no para o reality show “The Ultimate Fighter: Heavyweights” e puseram-no para enfrentar Nelson em sua primeira luta, achando que seria mais fácil vencer aquele estranho gordo. Roy surpreendeu o mundo ao nocautear Kimbo e ao vencer aquela temporada do “TUF”.

Quanto Dana White criticava-o por estar fora de forma, Nelson fazia questão de acariciar acintosamente sua barriga após cada vitória. Como se já não fosse diferente de todos, ainda deixou crescer uma barba de andarilho e um bizarro rabo-de-cavalo. Personalidade de sobra.

Em geral as pessoas tendem a pensar no lutador de MMA como um estereótipo: musculoso, tatuado, com a cabeça raspada e cara de mau. Tendem a pensar em alguém como o francês Cheick Kongo. Por isso mesmo, o melhor momento do UFC 159, no sábado 27 de abril, foi a vitória de Roy Nelson sobre Kongo.

Em noite que teve como combates principais a chatíssima luta entre Alan Belcher e Michael Bisping e o previsível “passeio” de Jon Jones sobre Chael Sonnen, Roy empolgou a todos ao nocautear o paredão francês.

Uns amigos que assistiam à luta se divertiam: “O gigante vai matar esse gordinho”, ou “Esse barrigudo deve adorar um bar…”.

Quanto à última frase, pode até ser verdade. Mas o fato é que, contrariando as expectativas, Roy partiu para cima de Kongo e, com pouco mais de dois minutos do primeiro round, desferiu seu soco “overhand” que demoliu o francês. Uma patada de urso, semelhante às que tinha usado para nocautear Brendan Schaub em 2009 e Stefan Struve em 2010.

E, para coroar a noite, subiu na grade do octógono e comemorou com sua tradicional carícia na pança. Uma sensacional – e divertidíssima – declaração de individualidade.

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There are 7 comments for this article
  1. Piternilson Oliveira Trelha at 12:37 pm

    Concordo… Lembro da primeira vez que vi o Fedor que diziam ser o melhor do mundo (e era!). Quando vi as lutas dele e o jeito que demolia os outros caras virei fã… Assim como sou fã do Minota e outros… O Roy além de ser um grande lutador é um cara super humilde e muito gente boa…sempre torço pra ele (menos quando enfrentar brasileiros). War Nelson!!!

  2. Alexandre Gurtler at 2:10 pm

    QUANDO COMECEI A TREINAR ME DISSERAM 'PESADOS SO SERVEM PRA PASSAR E AMASSAR' HJ SOU FAIXA ROXA DOIS GRAUS E UM BOM GUARDEIRO.GRACAS AO MEU PROFESSOR REVEL NETZEL, QUE DISSE 'JIU-JITSU E PRA TODOS'.TENHO 115 QUILOS 1.94 E NA GUARDA SE DER MOLE EU TO FINALIZANDO OU RASPANDO E TENHO UMA FLEXIBILIDADE INVEJAVEL. ARTES MARCIAIS E SIM PRA TODOS. HA MEU PROFESSOR TEM 140 QUILOS E SAI FINALIZANDO DE TUDO QUANTO E JEITO DIFERENTE, NA GUARDA OU NAO. ARTES MARCIAIS E SIM PARA TODAS AS PESSOAS!!!!!!!

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