Mackenzie Dern pronta para enfrentar colegas de equipe: “É meu trabalho”

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Mackenzie exibe as medalhas. Foto: Gustavo Aragão

Campeã mundial de Jiu-Jitsu da faixa-azul até a marrom, Mackenzie Dern, 19 anos, está domando a ansiedade para seu segundo torneio da IBJJF como faixa-preta.

A estrela da Gracie Humaitá está confirmada no peso-pena, a categoria mais cheia e disputada entre as mulheres do Pan 2013 , que ocorre nos dias 20, 21, 22, 23 e 24 de março.

Em entrevista ao GracieMag.com, Mackenzie Dern falou de sua preparação, da vontade de lutar com Luiza Monteiro novamente e comentou até os possíveis duelos com as colegas de equipe. Confira.

GracieMag: Qual é a sua expectativa para lutar o Pan na faixa-preta?

MACKENZIE DERN: Estou me sentindo bem, na minha cabeça o Pan é um aquecimento para o Mundial. Ainda tenho muitos treinos para fazer até o fim de maio, mas vamos ver! Vou tentar o primeiro lugar. Estou treinando no Arizona, na academia do meu pai Megaton, com a galera daqui. Não fiz um camp para o Pan, só o meu treinamento físico e meus treinos aqui. Se cheguei aonde estou hoje foi com a ajuda deles, então sempre estou confiante quando treino com eles. Também tive a oportunidade de ter minha amiga e grande lutadora Angélica Galvão durante um fim de semana aqui, o que me ajudou bastante!

Veremos uma Mackenzie mais preocupada com o placar, agora na preta?

Nada, eu quero sempre finalizar! Não tenho nada a perder no meu primeiro ano de faixa preta, então se for para perder prefiro que seja sabendo que tentei tudo que eu podia. Vou tentar estar um passo na frente nas lutas. Agora, sei que ainda falta um pouco para eu ser uma faixa-preta madura. Estou ganhando experiência, mas ainda falta maturidade em comparação a essas faixas-pretas todas. O que acho incrível é como a gente ainda aprende muito depois da faixa-preta. Estou evoluindo, e o público pode esperar boas lutas.

Irvine já é sua casa, de tanto que lutou o Pan por lá. Isso ajuda, certo?

Acho que será parecido como sempre, o que muda é a cabeça. Na faixa-preta não pode ter cabeça ruim nem travar na hora da luta. Você precisa afugentar o medo e botar as melhores posições em prática. E não errar! Não estou fazendo nada diferente do que eu costumo fazer. Estou treinando, corrigindo, aprendendo, evoluindo, fazendo minha preparação física igual eu fazia nas outras faixas. Meu pai sempre diz que em time que está ganhando não se mexe (risos).

Você para variar vai tentar o absoluto também. O que espera se encontrar no aberto com companheiras de equipe, como a Bia Mesquita e a Carol Lebre. Vai ter luta?

Sempre lutarei! Consigo facilmente lutar e deixar o que acontece dentro do tatame por lá. Isso é o meu trabalho, tenho de ser profissional. O importante são os pontos para nossa equipe Gracie Humaitá. O ideal para o time seria a gente se encontrar só na final. A Bia e a Carol são muito técnicas e cada uma tem o seu jogo, então seriam lutas duríssimas para mim. Nós treinávamos bastante juntas antigamente, então conhecemos o jogo uma das outras. Elas duas, como muitas faixas-pretas atuais, são muito talentosas. Podem esperar grandes lutas nossas, e até entre nós, sim.

Como você avalia a categoria pena e a possível revanche com Luiza Monteiro?

Minha categoria é a mais cheia do feminino faixa-preta. São cinco meninas na categoria, todas duras. Agora imagina como será a chave no Mundial? Só pedreira! Vejo esse reencontro com a Luiza como uma luta dura e boa para o público. Diferente da Copa Pódio (Mackenzie venceu), agora será dez minutos. Ela é uma menina muito maneira e dura, que faz lutas bonitas também. Sempre será um prazer lutar com ela.

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