Recém-graduado faixa-preta, Luiz Panza comenta vitória em Gramado

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Luiz Panza é o mais novo talento da arte suave. Foto:Ivo Sakihara/Divulgação

No último sábado, o ginásio Perinão, em Gramado, Rio Grande do Sul, virou celeiro da nova safra do Jiu-Jitsu nacional.

Durante a Seletiva para Abu Dhabi, torneio que deu a 13 lutadores passagens aéreas e pacotes com tudo pago para lutar nos Emirados em abril, o público gaúcho aplaudiu veteranos e novatos. Entre os recém-graduados à faixa-preta, a revelação foi Luis Panza, da academia Barbosa Jiu-Jitsu.

Com apenas três meses de faixa-preta, o peso pesado eliminou as feras Alexandro Ceconi e Nivaldo Oliveira. Confira um bate-papo com a fera.

GRACIEMAG: Mal chegou da faixa-marrom e você já aprontou. Você confiava na sua vitória, mesmo contra nomes mais experientes inscritos no peso até 92kg?

LUIZ PANZA: Aconteceu o que eu planejava, que era a vitória, porém eu confesso que já fui preparado para o pior. Mas deu certo. Eu estava com muita vontade de ganhar, e a preparação foi ótima. Treinei sem parar, não tive férias de fim de ano nem pausa para o Natal e Ano Novo. Acho que foi tudo fruto de um bom preparo, técnica, física e psicologicamente. A dedicação de todos os dias, com treinos e alimentação fez diferença. Justamente por eu ter acabado de pegar a faixa-preta, eu me enchi de responsabilidade e treinei mais. Quis dar um bom cartão de visitas, né.

Como foi a final com o Nivaldo, na sua visão?

Foi uma luta mais estratégica. O Nivaldo é um cara que joga muito bem com a pontuação, então embarquei nessa também. Eu fiz o possível para levar a melhor, e acho que o fato de eu ter chamado mais rápido para a guarda foi a receita para vencer. Meu melhor momento na luta foi quando consegui a primeira raspagem, o que foi decisivo para minha vitória nas vantagens. Acho que o pior momento da luta foi a amarração na 50/50, mas no fim valeu o pacote para Abu Dhabi.

Teve algum momento de sufoco em Gramado?

Sem dúvida nenhuma, na luta com o Alexandro Ceconi. Foi uma das lutas mais duras que eu já fiz até hoje. O Ceconi é um cara duríssimo, eu sempre fui fã dele, é um cara muito gente boa, mas na hora da luta foi “guerra” e graças a Deus deu tudo certo. Percebi que na faixa-preta é preciso estar muito bem preparado, e pronto para tudo!

E agora é Abu Dhabi em abril Quem serão seus maiores adversários entre os pesados?

Lá terão muitas pedreiras, como o Rodolfo Vieira, Manoel Fernandes e o Tarcísio Jardim. Mas vocês podem esperar um Luiz Panza com um jogo aberto, buscando a finalização em lutas com bastante giro!

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