Guto Campos e a vitória da febre e da “guarda arapuca” em Gramado

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Guto Campos na concentração antes do combate. Foto: Vitor Freitas/GRACIEMAG

Guto Campos na concentração antes do combate. Foto: Vitor Freitas/GRACIEMAG

No último fim de semana a cidade de Gramado, na serra Gaúcha, recebeu a última peneira do WPJJC, para eleger os craques que vão a Abu Dhabi com tudo pago.

O dojo do ginásio Perinão foi o palco do show, que viu o gaúcho Guto Campos (Atos) encerrar alguns de seus combates antes do apito final com o seu arsenal de finalização e levar sua bela torcida à euforia.

Guto ainda lutava com outro oponente antes do torneio: “eu peguei uma gripe antes da competição e acabei lutando com febre”, disse em bate-papo com o GRACIEMAG.com.

GRACIEMAG: O que você fez de diferente nessa seletiva?

GUTO CAMPOS: Meu grande diferencial foi a vontade de vencer, a superação. Eu peguei uma gripe antes da competição e acabei lutando com febre, mas como a vontade de vencer foi maior o resultado não poderia ser melhor. Foram cinco lutas e três finalizações.

Como você avalia sua atuação?

Acho que tive uma ótima atuação. Consegui colocar o meu treinamento em prática e fui para cima em todas as lutas e sempre em busca da finalização. Lutei por cima, por baixo, e me senti muito bem em todas as posições. O objetivo era conquistar a vaga com tudo pago e a missão foi cumprida. Agora é voltar para a academia, dar continuidade nos treinos e focar no próximo compromisso.

Você e o Rodrigo Pimpolho já lutaram outras vezes e se conhece bem. Como foi o reencontro no sábado, em Gramado?

Eu e o Pimpolho havíamos lutado há poucos meses na final do Sul-americano, então já nos conhecíamos um pouco e sabíamos que a luta seria uma guerra muito disputada, ainda mais num combate de seis minutos. Eu consegui abrir o placar com uma passagem de guarda, depois ataquei o braço e ele defendeu bem, e eu caí por baixo fazendo guarda onde usei a “guarda arapuca” (nomeada por vocês da GRACIEMAG) e consegui finalizar na chave de braço.

Sua torcida gritou e te incentivou a cada luta…

A minha torcida com certeza é muito importante, é muita energia. Essa galera vale ouro e se eu pudesse levaria eles para todos os campeonatos! Eles representam a minha família, nós somos uma equipe muito unida e feliz, treinamos e lutamos com alegria. A vitória de um, é a vitória de todos! Valeu Guetho!

Qual foi o pior momento no torneio?

O momento mais difícil da competição foi na terceira luta. Na minha segunda luta peguei um adversário muito duro e forte, tentei pegar o braço duas vezes e ele defendeu muito bem, e acabei ganhando por 8 a 4. Como estava debilitado por causa da gripe acabei cansei um pouco e cinco minutos depois já estavam me chamando para fazer a próxima luta, onde peguei um adversário que estava muito bem treinado e veio com muita disposição para cima, mas consegui controlar essa explosão inicial e com o apoio da minha torcida consegui me superar e finalizar pelas costas.

Qual foi o melhor aprendizado que você teve na seletiva?

Não tenha medo de arriscar! Aproveite a oportunidade e arrisque o movimento, por que às vezes a oportunidade passa e se você travar, e ficar com medo de arriscar você pode estar mudando o rumo da luta! Aí depois não adianta ficar pensando que poderia ter feito isso ou aquilo.

Algum recado para os fãs?

Quero agradecer a minha equipe Atos/Guetho, ao mestre Ramon Lemos, que mesmo de longe fica monitorando o meu treino e trabalhando o meu psicológico. Também quero agradecer a minha família, amigos, alunos, simpatizantes e a minha namorada que aguentou o meu mau humor da dieta e que cuidou de mim nesses dias de gripe. E também quero agradecer aos meus patrocinadores.

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