Aposentado do judô, Léo Leite estreia no boxe com vitória e flerta com MMA

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Leo Leite no Mundial de Paris 2011 Fotocom

Léo Leite, de kimono azul, durante o Mundial de Judô de Paris, em 2011. Imagem: Fotocom

Com o nariz arroxeado e levemente inchado, Leonardo Gergis Ferreira Leite, 34 anos, está com os amigos na esquina de um famoso bar de Copacabana, na tarde de sábado. A reunião com os amigos da academia, entre eles o preparador da BTT Marcinho Pimentel, parece festejar mais uma vitória de kimono, mas não é bem assim. Léo Leite, 100kg, venceu mais uma, sim, mas agora no boxe.

Aposentado do judô no fim de 2012, o bicampeão mundial de Jiu-Jitsu (1999/00), na categoria pesadíssimo, viu-se enfim pronto para testar os punhos, num evento amador na academia Radar, um dos ringues mais clássicos de Copacabana. E a sensação foi a melhor possível.

“Eu me senti muito bem, acho que meu maior trunfo não foi um golpe, foi meu caminhar no ringue. Lutei contra um cara de 118kg e parecia que não era a estreia. E ainda foi o main-event”, sorri Léo, em papo com o GRACIEMAG.com.

Um dos amigos ainda brinca, lembrando da luta ocorrida há poucas horas, ali pelas 15h do sábado: “Olha, só sabemos que o oponente não deve estar no bar comemorando a esta hora…”

Para vencer os dois rounds contra o grandalhão “Pezinho”, nos pontos, Léo Leite usou as técnicas aprendidas nos treinos de boxe com Giovane Tonzano (Nobre Arte), além das sessões de MMA com Murilo Bustamante na BTT e, claro, de Jiu-Jitsu (sem kimono) com Alexandre “Gigi” Paiva, seu professor.

“Parei com o judô, chega. Nos Jogos do Rio-2016 eu estaria com 38 anos, então é melhor buscar esse outro sonho, o de fazer bonito no MMA”, explica o atual vice-campeão mundial dos pesadíssimos (só perdeu para Marcus Bochecha), que pretende lutar até 93kg, e se a coisa evoluir, baixar para 84kg um dia.

“O melhor na luta foi que não cansei nada, o gás após dois rounds continuou o mesmo. Acho que no judô eu precisava fazer tanta força com as pegadas que isso acabava pouco a pouco me minando, me deixando exausto. No boxe só cansei um pouco as pernas, pois a movimentação não para, e é diferente. Mas no fim, estou achando os treinos de boxe e muay thai menos cansativos psicologicamente do que os de judô”, explica a fera.

Léo Leite já tem planos para a estreia no MMA, num evento guardado a sete chaves. O que se pode dizer é que trata-se de um torneio nacional, muito bem organizado e nos próximos meses.

É bom os oponentes ficarem espertos: ir para o chão com este boxeador pode não ser um grande negócio.

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