Rodrigo Cavaca promete chaves de pé, joelho e triângulo em Gramado

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Rodrigo Cavaca pega o pé de Rodrigo Caporal no Europeu 2011. Foto:Ivan Trindade

Rodrigo Cavaca pega o pé de Caporal, no Europeu 2011. Foto :Ivan Trindade/GRACIEMAG

No primeiro fim de semana de março, o ginásio do José Francisco Perini, em Gramado, no Rio Grande do Sul, recebe a última das seletivas para o WPJJC, evento que premia os atletas com passagem aérea e estadia na capital dos Emirados Árabes.

Um dos favoritos é o campeão mundial Rodrigo Cavaca, candidato ao ouro na categoria acima de 92kg e no absoluto, que em Gramado também vai render uma passagem para o torneio principal, em abril, oferta dos organizadores gaúchos.

Inspirado, Cavaca falou ao GRACIEMAG.com o que espera do torneio, e garante que vai aproveitar qualquer brecha para finalizar.

GRACIEMAG: O que os fãs de Jiu-Jitsu pode esperar de você na seletiva de Gramado?

RODRIGO CAVACA: A galera pode esperar um Cavaca sem receio de arriscar. As posições estão voltando ao modo automático, então apareceu a oportunidade vou buscar a finalização. E quando se fala de finalização vindo de mim, todos esperam as chaves de pé, joelho e também os triângulos, que não podemos esquecer, né? (Risos.)

No que a derrota no Europeu, na final contra o Trans, fortaleceu você como atleta?

O Europeu foi interessante para minha volta às competições, aprendi muito. Eu fazia um campeonato muito bom até a final, finalizei minhas duas primeiras lutas rápido, e na final entrei muito focado. Eu estava vencendo até os 9min30s. Quando olhei para o placar e decidi amarrar a luta por 30 segundos e segurar o resultado, na minha cabeça só enxergava o título depois de tanto tempo parado.

E aí perdeu o foco….

Isso, a partir desse momento, comecei a perder. Acabei tirando o foco e senti a falta de ritmo de competição, pois aquela passagem de guarda que tomei, se for ver, é de onde ataco minhas melhores finalizações, como omoplata e triângulo. Pensei várias vezes em poucos segundos: “Ataco ou defendo?” Não fiz nenhum dos dois e deu no que deu.

Qual foi sua reação?

Saí da luta muito nervoso, mas foi comigo mesmo, fui para o vestiário inconformado. Mas meus amigos Victor Costa, Renato Cardoso e Luiz Manxinha me acalmaram, me fizeram refletir que eu tinha voltado a lutar depois de quase dois anos parado por conta do meu joelho. Ou seja, mesmo afastado tanto tempo, quase fui campeão. Parei e ouvi, dei razão a eles. Fiquei muito feliz de estar sentindo aquilo novamente, pois eu estava de volta.

Como você está se preparando para a disputa em Gramado?

Os treinos estão muito fortes em Santos, São Paulo. Meus alunos me ajudam demais. Hoje eu luto por eles, todos são fundamentais para esse meu retorno. Tenho alunos de diversas características que me exigem em diversos momentos, como o Renato Cardoso, Ygor Machado, Luiz Nunes e Silvio Duran. Na parte física, estou respirando pelo nariz, graças ao grande trabalho do meu amigo e preparador Yan Gabriel Reis.

Como está sua mente a uma semana da competição?

A cabeça está mentalizando o título. Sei que irei enfrentar diversos atletas qualificados, mas estou preparado para vencer. O evento não importa, o que faz o lutador sentir mais seguro ou menos seguro é o quanto você treinou. Você pode lutar o Campeonato Paulista destreinado e perder, e lutar o Mundial na ponta dos cascos e finalizar todo mundo.

Pretende mostrar algo de diferente em Gramado?

Serei o Cavaca de sempre, só que agora mais maduro, mais experiente, afinal esse tempo parado me fez estudar muito o Jiu-Jitsu e com certeza tenho uma visão bem mais ampla de como encurtar o caminho até o objetivo. Os atletas que devo enfrentar ainda não sei quem serão, só vi que o Léo (Nogueira) estará lá. Ele é um atleta que vive um momento excelente na carreira, já os outros vou acabar descobrindo semana que vem na checagem.

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