Bruno Bastos luta Houston Open em fase de “destreino” e detona antidoping no Pan

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Bruno Bastos. Foto: Arquivo pessoal.

O calendário do Jiu-Jitsu da IBJJF não para, e no próximo fim de semana rola o Houston Open, no ginásio do Jerabeck Activity e Athletic Center. Alguns notáveis campeões mundiais já garantiram presença, como os irmãos Rafael e Guilherme Mendes, Rafael Lovato Jr, Stephen Hall, Ulpiano Malachias e Ricardo Bastos.

Um dos favoritos a medalha de ouro, no entanto, vai lutar “desacelerando”. Bruno Bastos (Nova União Texas), que já conquistou o absoluto faixa-preta em Houston, explicou como é esta fase de “destreino”.

“A expectativa obviamente é representar bem minha equipe, além de assistir alguns alunos com ótimas chances de medalhar. Mas, na verdade, agora estou em fase de destreino. Tenho descansado bastante o corpo, pois ano passado tive várias lesões, então após a Copa Pódio comecei a desacelerar. Depois do Houston Open a carga de treinos vai aumentar novamente, visando a algumas das maiores competições do calendário”, diz Bruno ao GRACIEMAG.com. Para vencer novamente, o professor carioca tem a tática traçada.

“Minha estratégia é estar sempre na frente no placar, podendo assim poupar um pouco de energia, usar a experiência e jogar conforme a música. Posso trocar judô, posso puxar para a guarda e posso passar. Isso é sempre uma vantagem”, completou.

Bruno também vai participar mais uma vez do Pan de Jiu-Jitsu, em março, o primeiro com teste antidoping para alguns dos medalhistas sorteados. Porém, ao contrário de torcedores e atletas, Bruno não vê a mudança com grande empolgação.

“Para mim os testes antidoping não devem mudar muita coisa em termos de resultados. Hoje o pessoal tem espalhado uma ideia de que muita gente só está vencendo no Jiu-Jitsu porque se dopa. Errado! Todo mundo treina para caramba. Claro que se você utiliza alguma substância, você está tendo uma ajuda extra, mas no fim das contas se você não for muito bom de Jiu-Jitsu não vai ganhar”, opina Bastos.

“Além do mais, acho que o pessoal está desinformado. O pessoal acha maneiro pedir testes antidoping para parecer que luta limpo, mas e se você tiver uma febre no dia anterior e não puder tomar a medicação adequada? Você sabe o que tomar? Todos entendem que usar a medicação errada vai constituir doping? Se uma mulher estiver com cólica? Toma medicação ou não? Não toma e fica com dor, porque não sabe se pode usar ou não? Ou seja, acham bonito pedir pelo exame, mas pouca gente tem informação sobre os detalhes, não tem cultura para isso. E os suplementos? O cara toma direto… É doping ou não? E não vou nem falar dos que fumam e pedem antidoping. Enfim, vamos ver o que acontece a partir do Pan”, conclui.

Veja quem vai lutar o Houston Open no fim de semana, na lista oficial da IBJJF.

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There are 22 comments for this article
  1. Mario Fernandes at 5:03 pm

    Não concordo com esse posicionamento, o antidoping é um grande avanço, inúmeros atletas já foram pegos e outros tantos também serão. É obrigação do atleta conhecer a regra do jogo e uma delas é o que pode ou não usar. Os atletas olímpicos tomam cuidados extremos para evitar substâncias que possam afetá-los. Os anabolizantes irão causar problemas gravíssimos no futuro e não vale a pena usá-los e sacrificar a saúde por um momento, isso é o que deve ser enfatizado

  2. Kazuya Hirano at 9:54 pm

    Deu febre?! o que usar?! paracetamol ou durateston?! Já sei, Durateston aproveito e já faço reposição hormonal. Deu cólica, dor de barriga?! Escopolamina ou Drostanolona ?! Drostanolona parece bom. Deu dor muscular?! Ibuprofeno ou Stanazol?! Stanazol lógico!Prisão de ventre ou detonou a orelha?! Fumar maconha, e tamo de boa, pois eu não sabia, claro ;

    • Kazuya Hirano at 10:45 pm

      Olá Lucas. Sou médico apesar de ter feito ESPM. Vou ter que discordar novamente. A dipirona e diclofenaco tem riscos de agranulocitose, o risco é muito baixo mas a utilização deles é em massa. Tanto é que lá fora nos eua, japao, suecia e outros europeus por exemplo eles nem comercializam mais há um bom tempo. Hipersensibilidade ao paracetamol só peguei um paciente até hoje, pois de fato é muito raro.

    • Isaias Moraes at 11:50 pm

      a lista de iten considerados doping não constam itens contidos em suplementos vendidos no mercado. Se o atleta desconhece isso, é complicado. Nem todos os remedios contem itens comprometedores, por isso que não basta ter plano de saúde para competir mas tambem um nutricionista responsavel .

  3. André Vieira Ribeiro at 6:56 pm

    Não concordo. Acho que dois atletas numa final equilibrada, o cara que tiver dopado vai levar vantagem. É algo desigual. É como chegar na finalíssima de uma corrida de motos (150 cc), e o motociclista trocar por uma 500 cc … quem ganha?

  4. Luis Souza at 8:31 pm

    kkkkk, tem suplemento que é mil x melhor do que bomba, mas acredito que tem q ter mesmo o antidopping…mas se não tiver jiu, vai perder do mesmo jeito, se fosse assim quem tem 70 kg não finalizava quem tem 100,90,120, kg…heheheh

  5. Isaias Moraes at 11:35 pm

    um retrocesso um sensei experiente falar algo desse tipo , decepção… bom, com todo respeito, ele vai lutar no Masters ou acima, para fazer frente a lutadores com menor "tentação" de usar substancias ilegais , e com o baixo desempenho da Copa Podio , tambem sugere esta migração.

  6. Joalison Deivyde at 11:15 am

    Tem que ter antidoping mesmo. Muitos atletas estão melhorando seu desempenho nos tatames de maneira ilegal, enquanto uns vão aos campeonatos puros outros vao cheios de bombas e dizer que nao leva vantagem ta de brincadeira viu e outra quem não deve não teme.

  7. Hugo Sergio at 4:00 pm

    todas essas questoes achei absurdas, acho que quem esta desinformado é ele mesmo… o antidoping é fundamental na evoluçao do jiu jitsu , deprimente essa opiniao de um atleta com relevo no panorama do jiu jitsu. Quem nao deve nao teme. Acho que nesse Pan americano vai ter muitos atletas " destreinados " que nao vao participar.

  8. Pedro Franzosi at 2:47 am

    O Bruno Bastos é uma pessoa de bom senso e acredito que foi mal interpretado por algumas pessoas. Pelo menos, eu, não entendi de forma alguma como ele sendo a favor do dopingo, e sim que falta informação sobre o assunto. E nesse ponto concordo com ele.
    Existem várias substancias licitas, que muitos de nós usamos no dia a dia, mas que são proibidas. Exemplo disso foi quarta feira que um jogador do Fluminense de medicou contra uma enxaqueca e foi barrado pelo departamento médico devido alguma substância no remédio.
    Nem todos usam anabolizantes, mas tomamos suplementos, medicações para lesões, doenças e etc. Esse desconhecimento gera insegurança sim.
    A iniciativa é louvável, fundamental para o esporte mas, como tudo que é novo, deve ter informação disponível.

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