Cavaca volta ao Europeu devagar e confiante: “Teremos muita chave de pé aí”

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Rodrigo Cavaca pega o pé de Rodrigo Caporal no Europeu 2011. Foto:Ivan Trindade

Rodrigo Cavaca ataca o pé de Rodrigo Caporal em Lisboa, durante o Europeu 2011. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG

Após ficar bom do joelho, Rodrigo Cavaca está enfim de volta às competições. Em Lisboa, o professor CheckMat quer brigar novamente pelo ouro. Mas ele vai pegar devagar: quer apenas o título da categoria, para voltar aos poucos.

Cavaca, medalhista de bronze no absoluto no Europeu 2011, está apenas começando a pegar ritmo de competição, e não deve cair dentro do aberto, no fim do mês em Lisboa. Tudo em nome do objetivo maior: chegar na ponta dos cascos no Mundial 2013, na Califa, e fechar a categoria pesadíssimo com seu aluno Marcus Bochecha, atual campeão mundial.

Em entrevista ao GRACIEMAG.com, Cavaca falou dos treinos, das cirurgias no joelho e avisou: “Ainda teremos muita chave de pé rolando por aí”.

GRACIMAG: Como você se sente para o Europeu, torneio que abre a temporada da IBJJF?

RODRIGO CAVACA: Estou me sentindo como em 2010, que foi a última temporada em que eu consegui treinar de verdade. Desde lá nunca mais havia treinado forte, e graças a Deus, hoje estou 100%. Meu foco agora é vencer o Mundial este ano, fechar o pesadíssimo com o Bochecha, e é para isso que estou treinando. O Europeu é um teste para eu saber como estou e o que preciso ajustar até lá. Posso dizer que ainda não estou 100%, pois estamos treinando forte somente há dois meses, mas a minha cabeça e a minha vontade de lutar vão bastar. Não vejo a hora.

No seu último Europeu, você brigou até o fim pelo absoluto, e foi bronze…

Isso, eu perdi na semifinal para o Serginho Moraes, luta que eu estava vencendo até cometer um erro fatal nos dez segundos finais. Foi um erro que me custou a vaga na final. Mas não, este ano não vou lutar o absoluto, quero chegar muito forte na categoria e vou deixar a vaga para um de nossos atletas, que vão certamente representar bem a CheckMat. A busca da medalha dourada virá somente na categoria, para a qual tenho treinado muito a parte física com o preparador Yan Reis.

Você passou por uma série de cirurgias no joelho. O que te motiva a cair dentro de novo?

Meus alunos são minha maior motivação. Vejo que eles gostam muito de me ver lutar, treinar e me preparar para um torneio, como venho fazendo para o Europeu. Tem o lado também de buscar sempre novos desafios, algo inerente ao lutador de Jiu-Jitsu, né. No meu caso, passei por quatro cirurgias nos dois joelhos, duas delas nos últimos 18 meses, e mesmo assim nunca pensei em parar de lutar. Hoje estou recuperado, preparado e mais motivado do que nunca para enfrentar os grandes nomes do esporte.

Como você define  o seu jogo hoje, Cavaca?

Hoje posso definir o meu Jiu-Jitsu como mais inteligente, pois aprendi muito nesse tempo parado em que me dediquei aos meus alunos. No papel de técnico, consegui aprimorar um lado meu que não conhecia muito bem. Aprendi a enxergar caminhos mais curtos para diversas situações da luta, ser mais estratégico e jamais achar que meu jogo é tão bom que vai vencer qualquer um, pois isso não existe. Agora temos atletas cada vez mais completos que se não forem estudados e criarmos estratégia jamais conseguiremos vencê-los. Meu jogo, então, continua o de sempre, só que agora mais completo. Ou seja, ainda teremos muita chave de pé rolando por aí.

Como está a categoria pesadíssimo hoje, na sua análise?

A categoria pesadíssimo tem sido altamente disputada desde a época do grande ídolo Pé de Pano. E, hoje, tem o maior nome do esporte na atualidade, meu aluno Marcus Bochecha. Neste Europeu não será diferente, pelo que vi teremos grandes nomes, como Igor Silva, José Junior e meus companheiros de equipe Bruno Matias e Alexander Trans. Será duro, mas me sinto preparado e estou indo com um único objetivo, que é buscar o tricampeonato europeu. Estou com saudades de lutar na Europa, onde me sinto em casa. Gostaria de agradecer a toda equipe do GRACIEMAG.com, meus patrocinadores, meus alunos, meu mestre Léo Vieira e a Deus, por permitir isso.

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