Rickson Gracie: “No MMA atual, tudo é motivo para a luta voltar em pé”

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Rickson posa com De La Riva e equipe em Copacabana

Rickson posa com De La Riva e equipe em Copacabana

O faixa-coral Rickson Gracie esteve na tarde desta segunda-feira na academia Equipe 1, em Copacabana, para um evento de lançamento do seu show de MMA Mestre do Combate, cujos ingressos para a primeira edição, dia 22 de novembro no Rio, já estão à venda.

Rickson, de kimono e bem à vontade no tatame azul da academia de Ricardo De La Riva, papeou com o faixa-preta de Carlson Gracie, posou para dezenas de fotos e deu autógrafos. “É bom pegar um pouco dessa energia boa daqui”, disse sorrindo, para De La Riva.

Diante do assédio forte ao mestre, o repórter do GRACIEMAG.com usou a tática do Jiu-Jitsu de máxima eficiência com mínimo esforço: desviou da multidão e esperou Rickson na saída.

Banho tomado, camiseta branca, ele parou na calçada da Av. Nossa Senhora de Copacabana e falou sobre o evento, antes de escapulir como um gato e escorregar suavemente para dentro de um táxi.

O evento Mestre do Combate

Estou realmente muito empolgado com esta proposta de um novo evento. Nosso objetivo é criar um novo paradigma e recuperar valores da luta que foram perdidos ao longo do tempo, durante a longa jornada que o MMA teve até os dias de hoje. No MMA atual, tudo é motivo para a luta voltar em pé, os embolas no chão mal começam já são interrompidos pelo árbitro e os lutadores recomeçam os socos e chutes em pé. Nossas regras foram criadas para valorizar a movimentação no chão, não terá ninguém “saved by the bell”, por exemplo. Em caso de chave encaixada, o camarada vai precisar se defender e aí sim o gongo soa.

O Jiu-Jitsu ganha com o evento?

Sim, a arte ganha também. Esta regra não tem nada a ver com Jiu-Jitsu, é uma regra de lutas para MMA. Mas o jogo de solo volta a ser amplamente valorizado, e com isso a tendência é que a eficiência das técnicas seja testada e apurada. É aquilo que vemos desde os primórdios do esporte: a luta real sempre tende a ir para o chão. Só não queremos ver os atletas interrompidos a todo instante, enquanto buscam as posições privilegiadas para vencer. Estou motivado e confiante de que será um show bonito. Espero que os lutadores também comprem a ideia e deem tudo de si em busca da vitória.”

O filhão Kron Gracie

“Gostei muito da atuação dele no Metamoris Pro, ele arrebentou (ao finalizar Otavio Sousa). Só o que posso dizer é que ele está me dando muito orgulho.”

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There are 2 comments for this article
  1. Markinhos Gracie at 12:41 pm

    certa vez visitei são paulo e coincidentemente estava tendo uma competição de jiu jitsu, então fui assistir. fui ao banheiro e ouvi de um garoto (uns 16 anos) faixa roxa q tinha acabado de ganhar medalha de ouro: quem é rickson?? ele ganhou qual competição?? eu olhei esse garoto, só ñ lhe dei uma porrada para evitar confusão.

    RICKSON GRACIE é o maior lutador de jiu jitsu de quimono da história!!!!!!!!! depois vem o roger

  2. Marcos Fernando at 7:12 pm

    A eficacia do Jiu Jitsu nao se discute, o negocio é que quem paga ingresso ou compra o evento na tv a por assinatura, nao quer ver combates monotonos e enrolados, foi pro chao e nao desenvolveu o jogo volta em pé, em pé foi pro clinche fica enrolando, separa e começa de novo. Se quer testar jiu jitsu o mundial sem kimono esta aí, e tem ainda os "opens" às baciadas, e os enventos da CBJJ e IBJJF que só pensam em dinheiro e não fazem nada de bom para os atletas, verdadeiras entidades caça niquel.

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