Vinny detalha armlock, pede Hamill e absolve Belfort: “É fácil falar de fora”

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Vinny Magalhães

Vinny Magalhães entre seus mestres Vinicius Aieta (à esquerda) e Jorge Britto. Foto: Divulgação

Após ser cortado do UFC por duas derrotas em 2009, Vinny Magalhães, o Pezão, passou por alguns eventos menores até chegar ao M-1 Global, e se tornar campeão da categoria meio-pesado. De volta ao UFC 152, no dia 22, o faixa-preta de Jiu-Jitsu finalizou o croata Igor Porkrajac com uma chave de braço a 1min14s do segundo round. Em entrevista exclusiva ao GRACIEMAG.com, o carioca Vinny analisou sua luta, contou sobre seu próximo passo dentro do Ultimate, falou sobre o parceiro Chael Sonnen e muito mais.

GRACIEMAG: Como você destaca sua volta ao Ultimate?

VINNY MAGALHÃES: Tudo foi exatamente como o esperado. Meus treinadores e eu traçamos uma estratégia boa para a luta, estudamos bem o meu adversário. Quando entrei no octógono, não tive nenhum momento de nervosismo, afinal já sabia o que precisava fazer para sair com a vitória. A luta correu ao meu favor o tempo todo, não tive nenhum momento ruim. O único momento ruim talvez tenha sido quando perdi a primeira tentativa de armlock, pois dava para terminar a luta mais cedo.

Como foi o seu armlock, em detalhes?

Quando ele me derrubou, já fui trabalhando o triângulo assim que atingimos a lona. Porém, como ele estava me pressionando contra a grade, eu não estava achando espaço para ajustar o triângulo. Decidi então fazer a transição para a chave de braço. Esse é um movimento que eu uso bastante, ainda mais quando pressionado contra a grade.

Como foi seu treinamento para a luta contra Igor Pokrajac?

Fiz meu treinamento em grupo na Xtreme Couture, porém a parte intensiva dos treinos fiz com o Mark Beecher, que é meu treinador de muay thai, e contei com a ajuda do Vini Aieta, que é meu professor de Jiu-Jitsu, já mais perto da luta. O Vini foi importante para me manter tranquilo quando a luta fosse pro chão, afinal ele me treina desde os 15 anos. Confio muito nas ordens dele.

Você ainda mantém relações com Chael Sonnen?

Sim, durante a semana toda da luta ele me deu muito apoio, se preocupou se eu estava controlando meu peso, perguntou como estava a minha cabeça para a luta e me deu o maior incentivo. Também nos falamos depois da luta.

Você viu a luta principal da noite. O que acha que faltou para o Vitor Belfort finalizar Jon Jones?

É difícil dizer. É fácil apontar erros estando de fora, mas só o Vitor pode dizer o que faltou para ele finalizar. Eu mesmo, na minha luta, cometi um erro técnico que me custou mais um round. Então não acho que eu deveria julgar ou apontar qualquer falha que ele talvez tenha cometido. No lugar dele, talvez eu tivesse ido para o mesmo tipo de armlock giratório que fiz na minha luta, pois ele quebraria a postura do Jon Jones e teria mais pressão no quadril. Mas como eu disse, opinar de fora sempre é mais fácil.

Qual é o seu próximo objetivo dentro no UFC?

Vencer mais lutas, só isso que me preocupa no momento. Meu cartel geral não é dos melhores, mas pelo menos estou numa sequência boa de vitórias. Meu cartel no UFC ainda é negativo (1v, 2d), por isso meu primeiro objetivo é mudar esses números. Tenho mais três lutas nesse contrato. Espero vencer todas, daí meu cartel no UFC será de 4v, 2d, a partir daí quero dar voos mais altos. Uma luta que acho que seria interessante no momento seria contra o Matt Hamill. Pois ambos estamos vindo de vitórias, nossos cartéis são similares e também pelo fato de termos lutado pela última vez no UFC.

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