Pequenas lições da imensa carreira de Teófilo Stevenson (1952-2012)

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O mito cubano do boxe Teófilo Stevenson venceu três Olimpíadas, de 1972 a 1980. Foto: Divulgação

O mito cubano Teófilo Stevenson foi tricampeão mundial de boxe e venceu três Olimpíadas, de 1972 a 1980. Foto: Divulgação

Sete dias após o falecimento do tricampeão olímpico Teófilo Stevenson, o GRACIEMAG.com preparou um artigo em homenagem ao mito do pugilismo.

Vítima de um ataque cardíaco no último dia 11, em Havana, o lutador cubano de 60 anos deixou lições para todos que praticam e apreciam artes marciais.

1. O tempo é um grande professor

O lutador favorito de Fidel Castro teve grandes treinadores desde o início de sua trajetória, como o ex-campeão cubano John Herrera. Foram os anos de dedicação, no entanto, que fizeram a diferença. Stevenson começou aos 9 anos, acumulou uma bagagem de oito anos de muito treino até a estreia como adulto. Nem todo mundo têm a sorte de treinar desde criança, mas é preciso entender que só com muitas horas de voo você vai chegar longe.

2. Estreia com derrota

Teófilo Stevenson tem lugar cativo na História das lutas, graças a suas três medalhas de ouro olímpicas (1972/76/80) – no boxe, somente outros dois homens conquistaram tal feito, o húngaro László Papp e o também cubano Félix Savón. E olha que ele não venceu a quarta muito por conta do boicote olímpico em Los Angeles-1984. O curioso é que apesar de ser visto hoje como um lutador sobre-humano, ele começou perdendo, como todo “faixa-branca”. Foi em sua estreia entre os adultos, para o mais experiente Gabriel Garcia. Aprenda com Teófilo e persevere. Resultados por vezes são apenas um detalhe.

(Confira o pugilista no Pan do México, em 1975:)

3. Repetições e mais repetições

Em certo ponto da carreira, seus treinadores perceberam que deviam afiar o jab de Stevenson. E foi justamente graças ao seu jab poderosíssimo que o lutador cubano embalou na carreira, atingindo um cartel de 302 vitórias (com 22 derrotas). Pense antes de ir à academia: qual é o meu ponto fraco? Qual é o meu ponto forte? Encontre-os, e converse com seus treinadores sobre como lapidá-los. Pode fazer a diferença já em sua próxima competição ou treino.

4. Autoconhecimento, vontade e dinheiro

O astro cubano recebeu certa vez uma oferta de 5 milhões de dólares para se profissionalizar no boxe, e enfrentar imediatamente Muhammad Ali pelo cinturão. Stevenson não aceitou. Preferiu ficar em Cuba, inspirar os jovens e ser um ídolo no seu país. O que te motiva? Será apenas o dinheiro? Se você luta apenas pelo lucro, isso pode encurtar bastante seu caminho, quando o dinheiro for pouco. Ou pior, quando o dinheiro for muito.

5. O que você tem que outros não possuem?

Como Ali, Stevenson aliava a potência e a envergadura de um peso pesado com a agilidade e rapidez de um peso leve. Que aspectos e qualidades você têm que o resto da sua divisão não possui? Invista nisso e seja o melhor que puder.

6. Luta, esporte e o sentido da vida

Após pendurar as luvas, o campeão foi trabalhar para a seleção cubana passou a ensinar os jovens. Formou campeões e homens, e viu que ensinar e aprender são lados da mesma moeda. Teófilo deixou aí, talvez, seu maior ensinamento, o que para alguns sábios é o sentido da vida neste planeta: primeiro, descubra o que você sabe fazer realmente bem. Depois, passe adiante.

http://www.youtube.com/watch?v=sOB7_BFqUeU

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