O que Michelle Nicolini enfrentou para chegar ao penta mundial‏

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Michelle Nicolini em ação no Mundial 2012. Foto: GRACIEMAG.com

A faixa-preta Michelle Nicolini (CheckMat) venceu a categoria pena do Mundial 2012. Com o triunfo, a lutadora treinada por Rodrigo Cavaca chegou ao pentacampeonato na competição, um feito e tanto.

Ela conversou com o GRACIEMAG.com e contou tudo que enfrentou para chegar ao título.

Com o titulo de 2012, você chegou ao penta mundial. Qual o segredo para se manter no topo por tanto tempo, desde 2007?

Desde 2002 que eu participo dos Mundiais. Não é fácil estar no topo, acho que todos nós passamos por muitas dificuldades até conseguirmos chegar ao topo, mas o mais difícil realmente é nos mantermos lá. O segredo é ter prazer no que se faz, aí você vai querer ser cada vez melhor, se aperfeiçoar mais e mais, e certamente assim os resultados não vão falhar. A dica é sempre manter o foco nos seus objetivos.

Na final, você enfrentou a Marina Ribeiro, também da CheckMat. Como foi essa decisão de lutarem à vera?

Em 2009, em outro campeonato, nossos professores decidiram que não deveríamos lutar, na ocasião não lutamos e ficou um clima muito chato. Agora nós duas temos outra visão e decidimos lutar, afinal esse é o nosso trabalho. São muitas coisas envolvidas, patrocínios, muito suor derramado nos treinos para decidirmos no par ou ímpar quem é a campeã do maior evento do ano. Somos super amigas, a Marina é uma menina ótima e sempre que der estaremos em categorias diferentes. Para este Mundial, porém, não deu, ficou muito em cima para nos planejarmos. Enfim, eu não gosto de lutar com minhas amigas, muito menos de minha equipe. Mas é melhor que não lutar.

Qual foi o maior obstáculo que você enfrentou para chegar ao ouro em 2012?

Meus maiores obstáculos foram, ao meu ver, a escassez de patrocínios e algumas lesões. Como não havia tempo para me recuperar, as dores insistiram em incomodar durante os treinos. Meus descansos nos finais de semana então foram fundamentais. As duas últimas semanas foram de sofrimento, pois foram ficando mais sérias, com o estresse da dieta, a viagem e os treinos. Agora, porém, fica uma sensação incrível de dever cumprido. Vou tirar um mês para viajar pela Europa e logo mais retorno aos treinos novamente, visando agora ao Mundial Sem Kimono da IBJJF, em novembro (ainda sem data confirmada).

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There are 3 comments for this article
  1. tiago at 3:56 pm

    Parabens Michelle pelo titulo e a dedicação,isso é resultado de muito trabalho e esforço!
    Concordo com você na questão de lutar,vocês treinam o ano inteiro para este momento e seria muito chato chegar a uma final de mundial e decidir no par ou impar ou cara e coroa,apenas para poupar o atleta como fizeram outras equipes!
    Osss

  2. Jack at 1:19 am

    Grande MIchelle, parabens pela carreira!!! Infelizmente, eh provavel que ela vá para o mma pois o bjj não tem sido generoso com os atletas.
    TOTAL apoio a lutar nas finais, etc não fechar lutas, não importa com quem. Os patrocinadores, poucos ou muitos, o publico, quer ver ação e não par ou impar. A tv não vai investir em torneios sem finais. O mma aparece na tv com restrições de horario, etc o Jiu Jitsu deveria ter o mesmo espaço do Judô!! Horario nobre, domingo de manha!!! Não tem strikes e kicks, é esporte praticado por todas faixas etarias e generos! Sem finais, o evento vai perder uma grande oportunidade! OSS!

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