De onde vem a força de Roger? Leia a confissão do amasso contra o pai do Gracie

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Um dos protagonistas da história, hoje Tatá é organizador de eventos de MMA. Foto: Carlos Ozório.

As andanças pelo mundo na função da arte suave proporcionam histórias a cada instante. A maioria delas, restrita apenas a um grupo de aventureiros, passa despercebida e cai no esquecimento. Mas esta não, como conta o faixa-preta Tatá Duarte, pupilo de Jorge Pereira.

E 1996, a IBJJF dava seus primeiros passos no intuito de massificar o Jiu-Jitsu internacionalmente, com a realização da segunda edição do Pan, na Califórnia. O pesadão Tatá foi um dos destaques da competição, eleito o atleta mais técnico, campeão da categoria pesadíssimo e absoluto na faixa-marrom. Atrás de Tatá ficaram feras como Zé Marcelo e Rommel Cardoso. Mas, antes do título, um dos treinos que mais marcou a vida do lutador, que talvez expliquem, em parte, o fenômeno que se tornou Roger Gracie, o maior campeão em Mundiais de Jiu-Jitsu.

“Nunca vou esquecer disso!”, dispara Tatá, ao lembrar do rola com Maurício Gomes, o Maurição, pai de Roger. “Na época o Roger era um faixa-amarela, tinha uns 14 anos, ninguém sabia o que ele se tornaria”, completa.

“Dois dias antes do evento, a galera toda que estava junta no hotel foi dar um treino na academia do Joe Moreira. Fui treinar com o Maurição e lembro até de pensar na possibilidade de ir de leve, pois ele era mais velho e eu um jovem que comia o tatame. Foi meu primeiro erro!”, conta.

“Chamei ele para a guarda e começou o amasso. Ele fazia aquela passagem das antigas, que o cara te dá o triângulo para abrir o laço. Mas ele vem de um jeito que você não consegue se mover, ganhando cada espaço, parecido com o que o Roger faz. Tentava fazer as minhas posições, mas ele nem se movia. Olha, dava uma sensação horrível, como se fosse o cara mais pesado que já treinei”, diz.

“Fiquei totalmente abalado, minha moral antes da competição foi lá para baixo! Mas, depois, treinei bem com todos os outros cascas-grossas que estavam lá e também fui muito bem no campeonato. Então pensei: ‘Pô, o cara é foda mesmo!’”, encerra Tatá, que hoje é treinador de MMA e organiza eventos como o WOCS.

Maurição é um dos destaques da GRACIEMAG #183, já nas bancas (assine aqui as próximas edições). O faixa-preta deixa muitas dicas aos leitores, muitas delas fundamentais na formação de Roger, macetes passados a ele por Rolls Gracie. Garanta a sua!

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