Por que o Jiu-Jitsu e a luta são sinônimos de paz?

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Paisagem pintada por Bob Ross.

Paisagem pintada por Bob Ross.

Quando se pratica Jiu-Jitsu, muitas perguntas vêm à mente. Que sensação boa é esta? Por que razão eu estou me sentindo tão bem? Por que não consigo parar de pensar em Jiu-Jitsu? Onde foram parar aqueles 20 quilos?

Outra questão recorrente, quase sempre disparada por quem não pratica Jiu-Jitsu, é: como você é capaz de falar em paz quando pratica uma luta marcial?

A resposta mais bonita à essa espécie de “pergunta universal” das artes marciais bateu na minha cara hoje cedo, numa revista “Trip” deitada no balcão da lanchonete Bibi Sucos, num Leblon embaixo de chuva. A publicação é de março, e o artigo, do jornalista mineiro Lauro Henriques Jr., começa da seguinte maneira:

“Certa vez, um sábio imperador convocou os pintores mais talentosos do mundo e lançou o desafio: daria um prêmio fabuloso àquele que fizesse o melhor retrato da paz. Mãos à obra, o resultado foi uma série dos quadros mais incríveis jamais vistos. Dentre eles, o monarca selecionou dois finalistas.

“No primeiro, via-se um lago cristalino, que refletia as montanhas verdejantes à sua volta e os pássaros voando no céu azul. Já no segundo, um despenhadeiro erguia-se sob um céu negro, cortado por relâmpagos, enquanto uma cachoeira desabava morro abaixo junto da tempestade. Todos se maravilhavam ao ver a primeira obra, já prevendo a sua vitória; afinal, a outra era o oposto da paz.

“Porém, para assombro geral, foi justamente a segunda a escolhida pelo imperador, que explicou sua decisão: ‘Vocês não observaram o detalhe mais importante da pintura. Reparem ali’. Todos, enfim, notaram: atrás da cachoeira, saindo das ranhuras da rocha, havia um pequeno arbusto e, nele, um ninho de passarinho – nesse ninho, alheio ao caos reinante, a mãe passarinho chocava seus ovos em paz. ‘Estar em paz não significa estar onde não há confusão ou dificuldades’, disse o imperador. ‘A verdadeira paz acontece quando, mesmo em meio a tudo isso, você permanece calmo em seu coração.’

Você não concorda com o imperador? O Jiu-Jitsu não é a ferramenta ideal para, num mundo apressado e caótico, manter a serenidade e andar sempre confiante? Comente com a gente abaixo e siga em paz, estimado leitor do GRACIEMAG.com.

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There are 4 comments for this article
  1. Renan Zampieri at 7:56 pm

    É exatamente isso, Jiu Jitsu esta totalmente ligado a paz, voce pode ter o problema que for, quando se esta no tatame voce nao pensa em nada, esquece o mundo la fora e vive o momento la dentro.
    Oss!!

  2. GracieBarra at 8:15 pm

    Eu quando piso no Tatame realmente esqueço o mundo de fora e me foco no mundo Jiu-Jitsu. Me sinto bem pra krak quando estou treinando. Td os problemas são esquecidos, Só penso no meu Treino e minha na minha equipe. Osss

  3. O Tal Caminho at 1:21 pm

    O Jiu-Jitsu já demonstrou para o mundo toda sua eficiência técnica e funcionalidade. Para os que discordaram ou “pagaram pra ver”, a verdade se fez visível por meio de duras lições. O que talvez ainda não tenha ficado tão claro para todos, é que lá atrás, quando o grande Hélio Gracie resolveu demonstrar a soberania da sua arte sobre as outras e, principalmente sobre os “valentões de plantão”, o que ele queria realmente era chamar atenção para algo muito mais grandioso, a capacidade de melhoramento do individuo. Como o próprio Hélio deixou registrado em áudio vídeo, a arte começou por moldar a ele próprio, “se não fosse o jiu-jitsu não sei em que espécie de individuo teria me transformado” http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D4OlQHhCxGsE%26feature%3Drelmfu&h=wAQFev03Z.
    Não resta dúvida, quem quer paz realmente deve estar preparado para guerra. Só assim a guerra nunca acontece. Para mim, o jiu-jitsu é O TAL CAMINHO. OBRIGADO HÉLIO GRACIE!

  4. Rhimon Souza at 9:40 am

    “Quer paz? Prepare-se para guerra”.

    Não acho que o individuo vá conseguir um ganho relativo de tranquilidade sem que passe por situações de adversidade, a dor faz parte do aprendizado, estar por baixo, levar pressão e uma hora sair da situação ruim e respirar, nisso consiste o meu jiu-jitsu diário.. me refiro não só ao tatame, mas também a minha faculdade,minha religião e meu convívio com familia e amigos. superação, essa é a paz do jiujiteiro. oss

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